Atividade
final do caderno II : O Jovem como sujeito do Ensino Médio
E se todos os professores e professoras se perguntassem sobre o que os jovens e as jovens estudantes pensam e sentem sobre a escola de Ensino Médio? Seria possível surgirem desta abertura à escuta e ao diálogo alternativas para a superação dos crônicos problemas de relacionamentos e realização da vida escolar que afetam o cotidiano de muitas escolas?
O diálogo foi aberto com algumas turmas através de atividades diferenciadas, onde eles participaram de uma forma maciça e puderam
relatar o que fizeram a partir deles mesmos, ou seja, vivenciaram as atividades
de forma bastante dinâmica e depois construíram seus textos de conhecimento.
Não foi dado pelo professor ou por livro didático que estabelece muitas das
vezes, relatos transcritos do livro. Trabalharam em grupo, construíram em
grupo, mantiveram relações sociais, discussões saudáveis, houve a participação
do professor como mediador facilitador do processo.
A partir das leituras dos textos que eles construíram, foi
possível constatar, que, quase que unanime, a questão das aulas (em algumas e
se possível, em todas. Serem aulas diferentes, não serem aulas chatas. Que o
professor pelo menos, faça uma dinâmica para motivar ou provocar o alunos a
participar das aulas, que tente ascender a chama da busca do saber e com isto,
ele possa construir seu saber, seu nicho cultural. Os professores tem em mãos,
uma grande “arma”, se alguns soubessem maneja-la de forma crítica construtiva,
com certeza, o ensino e aprendizagem nas escolas teriam outra visão pela
sociedade. Os jovens tem em mãos as ferramentas necessárias para trabalhar a
sua capacidade crítico, basta apenas uma orientação qualificada neste processo.
Socorro! A educação
está caindo! Mas! Ainda há como salvá-la!
Após
a leitura do material apresentado no caderno 2, espera-se que haja uma mudança
no olhar do professor para sua função em sala de aula, atualmente ele deve se
esforçar para construir em conjunto com os próprios jovens alunos o perfil
social, cultural e até afetivo dos integrantes do grupo onde atua. Deve haver o
entendimento de que conhecer nossos jovens certamente nos ajudará a conhecer
também suas experiências, necessidades expectativas. Para tanto, o professor
pode promover debate na escola entre alunos, pais e professores,
buscando fazer com que o jovem explique o seu motivo de estar frequentando o
ambiente escolar. A reunião deve ser atraente com vídeos, dinâmicas, reflexões
e discussões que possam motivar a todos os envolvidos.
Tais
atividades podem contribuir para que os jovens façam suas próprias escolhas de
maneira consciente. Vale salientar que os jovens necessitam ser percebidos como
sujeitos de direitos e de culturas e não apenas como objetos de nossas
intenções educativas. O ambiente escolar deve estimular a manifestação das
diversas culturas juvenis artísticas, musicais, culturais, sociais e
políticas o que leva além de manifestar apenas o corpo por baixo do uniforme.
O
professor precisa se familiarizar com essa nova juventude a fim de entender
suas linguagens e assim atraí-lo ao mundo do conhecimento acadêmico. Ainda que
isso venha a colocar em xeque a hierarquia tão tradicionalmente imposta pela
educação; o grande exemplo é o uso das tecnologias, elas devem sim ser
utilizadas no processo pedagógico a fim de
facilitar o diálogo, orientando o seu uso seguro e critico, para que o
estudante venha a dominar e não ser dominado pelas tecnologias. Se professores
se prepararem e se capacitarem, podem
ser excelentes mediadores nesse processo de ensino aprendizagem. Nesse
processo, o professor visa estimular os
estudantes a conhecer suas potencialidades e interesses, e a partir desse
ponto, traçar os objetivos do processo pedagógico.