sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

CADERNO IV - LINGUAGENS

EEEFM COMPOSITOR LUÍS RAMALHO

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO/SISMÉDIO 2014

PROFESSORA ANA BETÂNIA

SEGUNDA ETAPA : CADERNO IV– LINGUAGENS

SEMANA DE 15  a 19 de DEZEMBRO


PAUTA DE TRABALHO
Objetivos:


1 - Motivar a equipe docente para a realização dos estudos do Caderno IV- LINGUAGENS

2 – Orientar o estudo, debate, atividades coletivas e individuais além de viabilizar a socialização dos conteúdos do e a atividade /casa.

 1º Momento: Texto para reflexão :

 Seu cliente está satisfeito?

Nos Estados Unidos, a maioria das residências tem por tradição ter na frente um lindo gramado. E, para este serviço, há diversos jardineiros autônomos que fazem reparos nestes jardins.
Um dia, um Executivo de Marketing de uma grande empresa americana contratou um desses jardineiros.
Chegando em sua casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 18 anos de idade. Claro que o executivo ficou surpreso. Quando o garoto terminou o serviço, solicitou ao executivo a permissão para utilizar o telefone.
O executivo, encantado com a educação do garoto, prontamente atendeu ao pedido e, muito curioso com a atitude do garoto, não pôde deixar de escutar a conversa.
O garoto havia ligado para uma senhora e perguntara:
– A senhora está precisando de um jardineiro?
– Não. Eu já tenho um
– respondeu a senhora.
– Mas, além de aparar, eu também tiro o lixo.
– Isso o meu jardineiro também faz.
– Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço – disse o garoto.
– Mas isso o meu jardineiro também faz.
– Eu faço a programação de atendimento o mais rápido possível.
– O meu jardineiro também me atende prontamente.
– O meu preço é um dos melhores.
– Não, muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom.
Quando o garoto desligou o telefone, o executivo perguntou:
– Você perdeu um cliente?
– Não – respondeu o garoto.
– Eu sou o jardineiro dela. Eu apenas estava verificando o quanto ela estava satisfeita com o meu serviço.
Isso nos faz refletir em como estamos tratando os nossos clientes internos e externos e nos mostra que é muito importante medir a satisfação dos clientes com relação aos nossos serviços.



2º Momento: Estudo/debate do Caderno IV- Linguagens:

- SLIDES/exposição dialogada

3º Momento :

Exibição do filme Kaspar Hauser- com discussão acerca do papel da Linguagem na sociedade e na escola.


ATIVIDADE --Página 14


REFLEXÃO E AÇÃO
Nesta unidade discutimos a formação da área de Linguagens, o conceito de linguagem e apresen­tamos os conhecimentos da área. Agora vamos refletir um pouco sobre esses temas através da discussão do filme O enigma de Kaspar Hauser, do diretor alemão Werner Herzog, que você pode assistir em: https://www.youtube.com/watch?v=MxpuYFouR70. Consideremos a seguinte ordem na atividade:
1) Assistir ao filme, procurando observar e anotar, quais são as relações entre linguagem e cons­trução da realidade; como as práticas de linguagem estão atreladas aos contextos sociais e históricos; como os conhecimentos de linguagem listados acimas aparecem no filme.
2) Em roda de discussão, comparar as anotações e reflexões.
3) Ainda no grupo, discutir a relação entre imposição e opção na linguagem e entre reprodução e mudança social.


·         Observem  a sinopse do filme distribuída no encontro anterior.


Resumo do filme “O Enigma de Kaspar Hauser

O Enigma de Kaspar Hauser é uma das mais famosas obras cinematográficas do diretor Werner Herzog (Alemanha, 1974). Kaspar Hauser, em tradução literal, significa "cada um por si e Deus contra todos". É um filme denso, que nos mostra uma visão sobre a humanidade e faz uma reflexão sobre a unicidade do ser humano, da história de vida e experiências de cada um, e sobre o quanto linguagem e cultura representam para o desenvolvimento psicológico do indivíduo.
Kaspar Hauser, um personagem real e enigmático que, quando encontrado em Nuremberg, em 1928, com supostamente 15 anos, quase não sabia falar, nem andar e não se comportava como humano, pois desde a mais tenra idade, foi privado do convívio social. Sua trajetória de vida é o triste resultado de sua carência de cultura e do
não desenvolvimento da linguagem. O total isolamento na caverna por tanto tempo, impactou fortemente sua formação como indivíduo.
Muito tempo após sua reintegração na sociedade, já com a linguagem mais desenvolvida, percebe-se ainda a dificuldade de Kaspar Hauser em entender às pessoas e suas reações. Enquanto privado do convívio social, o silêncio era sua única companhia. Não somente a ausência de vozes externas, mas o silêncio interno, da mente vazia. Kaspar Hauser não poderia conhecer a si mesmo sem ter alguma relação interpessoal, sem referências. Não havia a linguagem para que ele pudesse definir as coisas que via e experimentava no cativeiro.
Sinopse
O filme apresenta Kasper Hauser em diversos momentos de sua vida e como se dá o desenvolvimento mental após o cativeiro.

No cativeiro, Kaspar Hauser aparece acorrentado, vítima de um homem com capuz, cujo rosto não pode ser visto, que lhe alimenta com pão e água e lhe ensina algumas palavras. Kaspar Hauser viveu nessa situação até o dia que esse homem, única figura humana com quem tinha contato, decide tirá-lo do cativeiro e ele então começa a aprender a andar. Esse mesmo homem o abandona em uma praça de Nuremberg, Alemanha. Kaspar Hauser fica atônito até ser encontrado por outro homem que lhe faz uma série de perguntas que ele não consegue compreender.
Logo a notícia da presença estranha daquele rapaz se espalha e Kaspar Hauser se torna alvo da curiosidade dos habitantes da cidade. Como as autoridades não conseguiram decifrar o enigma, Kaspar Hauser passa a viver em um estábulo sob a contínua observação das autoridades que só tinham as informações que o rapaz portava ao ser encontrado: um rosário, umas orações católicas manuscritas e uma carta que mencionava seu nome, a data de seu nascimento e a indicação de que ele deveria se tornar um cavaleiro tal como seu pai, cuja identidade não é revelada.
Em outro momento do filme, inicia o contato de Kaspar Hauser com a sociedade. As autoridades perceberam que ele só se alimentava de pão e água e que seus pés estavam feridos. Descobriram também que ele era capaz de reproduzir seu nome (um rudimento de escrita). Diagnosticaram seu caso como uma mente confusa que não poderia ser submetida a um inquérito policial e decidiram mandá-lo para a prisão junto com outros vagabundos.
Seu primeiro contato em um ambiente social é com a família do guarda do presídio e se dá através do filho do guarda, que o ensina a pronunciar as palavras com auxílio de um espelho. É com essa família que Kaspar Hauser toma seu primeiro banho e aprende a usar os talheres. A filha do casal tenta ensinar música para Kaspar Hauser e, apesar da dificuldade com a letra da melodia, ele se identifica com os sons. Kaspar Hauser tinha mais afinidades com animais e crianças.
As autoridades continuaram a investigação para saber mais sobre Kaspar Hauser, mas os gastos para mantê-lo longe da sociedade estavam altos e, então, decidiram enviá-lo para um circo.
Nesse novo momento, o filme apresenta as agruras e humilhações pelas quais passou Kaspar Hauser durante o tempo que esteve no circo. Ele é apresentado em espetáculos como uma aberração junto com outros indivíduos que também são especiais, cada um de uma forma diferente. Todos conseguem fugir do circo, correndo das pessoas que querem caçá-los. Kasper Hauser se esconde em uma cabana e é encontrado por um professor.
Após esse primeiro encontro com o professor Daumer, passam-se dois anos e Kaspar Hauser aparece como filho adotivo do professor. A cena mostra o professor e Kaspar Hauser assistindo a um jovem cego, Florian, tocar piano. Kaspar chora de emoção, pois a música o sensibiliza. Kaspar Hauser se sente envelhecido e cansado de tentar aprender coisas que para ele são difíceis e muitas vezes, sem sentido. O professor o consola e tenta reanimá-lo dando como exemplo o jovem Florian, que apesar de cego e de ter perdido toda a família em um acidente, não desanimou e toca piano o dia todo.
Após esse episódio, o filme passa a outro momento e Kaspar Hauser aparece tomando chá com os padres. Os religiosos estão interessados em saber o quanto o rapaz conhece de Deus. Kaspar Hauser os surpreende dizendo que não consegue imaginar que Deus tivesse criado tudo o que existe no mundo a partir do nada. Os padres tentam convencê-lo a crer através da fé e mais uma vez Karpar Hauser, em sua simplicidade e inocência, esclarece com muito bom senso, que precisará melhorar sua leitura e sua escrita para, posteriormente, compreender o restante.
Em todos os momentos do filme em que Kaspar Hauser é confrontado por alguém, ele se mostra muito mais sensato e lógico do que os homens educados.
Quando Kaspar Hauser é convidado para sua primeira festa, mais uma vez se torna uma atração para os convidados. Kaspar é informado que o lorde que o convidou tem a intenção de adotá-lo e levá-lo para a Inglaterra. Porém, Kaspar Hauser não consegue causar uma boa impressão ao lorde e não se sente bem no ambiente festivo.
Em outro momento importante da trama, Kaspar Hauser sofre um atentado. Sua fama começa a incomodar algumas pessoas. Durante o atentado, Kaspar não se defende e nem pede ajuda. Machucado, procura um local escuro para se esconder, como se quisesse retornar ao seu tempo de cativeiro, quando não era atormentado pelos homens. Mais uma vez, Kaspar Hauser é auxiliado pelo professor Daumer, que o leva para casa e cuida para que ele se recupere. Kaspar Hauser tem delírios onde se encontra com a morte.
Pouco tempo depois, Kasper Hauser sofre um segundo atentado. Mesmo machucado, procura pelo professor Daumer e conta o que se passou. No local do episódio, o professor encontra um saco com um bilhete que sugeria o motivo pelo qual Kaspar Hauser havia sido atacado e fica subentendido que o atacante poderia ser seu pai. A verdade sobre a origem de Kaspar Hauser fica para sempre em segredo.
Kaspar Hauser morre rodeado por aqueles que lhe foram mais próximos durante sua curta trajetória de vida em sociedade. Após sua morte, ele é levado para autópsia, cujo relatório aponta uma anormalidade no cerebelo que afetou seu desenvolvimento intelectual, acreditando as autoridades que haviam encontrado as respostas a todas as questões pendentes em torno desse homem diferente, Kaspar Hauser.
Essa obra do diretor Herzog é repleta de simbolismos. Podemos estudar as experiências vividas por Kaspar Hauser pela ótica tanto das ciências médicas como das sociais. A importância do aprendizado da linguagem para o bom relacionamento interpessoal é o fator que mais chama a atenção. Kaspar Hauser menciona em uma de suas falas:
- Tenho que aprender a ler e a escrever para depois poder compreender.
Conhecer o mundo pela linguagem, por signos linguísticos, parece não ser suficiente para Kaspar Hauser. Vygotsky insiste que o pensamento e a linguagem se originam independentemente, fundindo-se mais tarde no tipo de linguagem interna que constitui a maior parte do pensamento maduro. (Saboya, 2001 – p.5)

Kaspar Hauser não passou por um processo de socialização, onde exercitaria a compreensão através da prática social, não consegue atribuir significado às coisas, mesmo tendo adquirido a linguagem. Assim, analisando o caso de Kaspar Hauser, somos levados a pensar que não apenas o sistema perceptual, mas as estruturas mentais e a própria linguagem são resultantes da prática social, ou seja, as práticas culturais "modelam" a percepção da realidade e o conhecimento por parte do sujeito. (Saboya, 2001 – p. 6)

(RESUMO RETIRADO DA INTERNET)



2 - ATIVIDADE PÁGINA -41


Ao longo desta unidade, promovemos reflexões em torno do fazer pedagógico e sua relação com o currículo, sob diversas perspectivas. Retomando as reflexões teóricas sobre a atividade educativa na atualidade, influenciada pelos impactos das tecnologias digitais, bem como as considerações de Libâneo aqui abordadas sobre a pedagogia como forma de humanização das pessoas, considere:
1. Discuta com um grupo de colegas as implicações dessas ideias para o seu componente curri­cular.
2. A partir das discussões com seu grupo, reflitam em conjunto sobre a metáfora da árvore e o fazer pedagógico. Procurem identificar algumas práticas (recorrentes) dentro de seu componente. No contexto das folhas, abordem as técnicas mais usadas e articulem-nas às práticas, às ideias, pensamentos e valores que as norteiam, ou seja, ligando-as à raiz (filosofia educacional) e ao tronco (pedagogia).
3. Por fim, discutam qual é a relação do que foi levantado com a formação humana integral dos estudantes.







REGISTRO FOTOGRÁFICO

















ATIVIDADES




PACTO PARA O FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
2ª ETAPA
10/12/14 – Esc. E.E.F.M. Compositor Luis Ramalho
SEGUNDA ETAPA: CADERNO IV – LINGUAGEM
Cursistas : Profº  Armando – Fátima – Edna – Shirley - Paulo


GRUPO III


REFLEXÃO E AÇÃO

O homem por natureza é um ser social que precisa, tanto do ponto de vista social como biológico, está inserido dentro de um grupo e vivendo em sociedade, são condições de sobrevivência da espécie humana. É interessante notarmos que o homem é um ser social por natureza, sendo, que isso só se torna real quando esse está vivendo em sociedade.

Ao observar e tentar analisar o filme Enigma de Kaspar Hauser, de Vospar Hanser, podemos perceber que as relações entre linguagem e construção da realidade são praticamente inexistentes devido a ausência de convivo social. Kaspar Hauser não passou por um processo de socialização, onde exercitaria a compreensão através da prática social, não consegue atribuir significado às coisas, mesmo tendo com o tempo  adquirido a linguagem. Assim, analisando o caso, somos levados a pensar que não apenas o sistema perceptual, mas as estruturas mentais e a própria linguagem são resultantes da prática social, ou seja, as práticas culturais "modelam" a percepção da realidade e o conhecimento por parte do sujeito.



O filme tem um enredo dramático, que se justifica pelo levantamento das consideração a ideia de que o filme é uma construção sobre a realidade que articula palavra, som ,imagem, movimento, se tornando, portanto, uma maneira de compreender comportamentos, visões de mundo, valores, identidades, ideologias de uma sociedade, etc. Este filme reflete e ilustra um movimento, a principio, pitoresco: a possível existência de um homem sem sociabilidade, sem nenhum contato social, para que a partir dessa problemática, chegássemos ao debate de questões sociológicas.

Esse Filme tem como finalidade mostrar o comportamento psicológico e social do indivíduo, que por sua vez ficou preso toda sua vida numa masmorra de isolamento social, trazendo-lhe consequências graves de integração social. O impacto do isolamento por anos termina por afetar fortemente a formação desse individuo, que jamais poderia ser um ser normal dentro dos limites empregados pela sociedade, que nem o compreendia como ser humano.



SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA
EEEFM COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO/ SISMÉDIO 2014

GRUPO: 01 – Marquidove; Janaína, Alda e Maria José Tavares

ETAPA II – CADERNO IV – LINGUAGENS

ATIVIDADE COLETIVA- Reflexão e Ação – página 14

            No “Enigma de Kaspar Hauser” foram observados algumas relações entre a linguagem e a construção da sociedade, a saber que o grande problema de Kaspar Hauser está atrelado ao cativeiro, uma vez que seu estado de solidão e total privação de convívio social fez com que não tivesse acesso a conhecimentos linguísticos que é essencial para o crescimento intelectual  de um ser.
            Com toda essa problemática ele consegue após a saída do cativeiro, aprender a andar a reproduzir seu nome, pronunciar palavras com  o auxílio do espelho, aprender música e encanta-se com a melodia do piano. Ao jovem Kaspar Hauser foi imposto a priori a repetição de sons, de objetos e traquejo social. Momentos mais tarde, em discussão com religiosos foi imposto a acreditar em que Deus criara tudo do nada. Porém, o mesmo munido de inocência retrucou aos religiosos que era necessário melhorar a sua prática de leitura e escrita, para poder compreender melhor o mundo. Quanto a reprodução isso os habilitava nas mudanças sociais, quanto ao comer, andar e ouvir música, mas se sentia cansado de aprender coisas que para ele era difícil. Isto nos faz crer que o quanto a linguagem e a cultura representa para o desenvolvimento psicológico do indivíduo, e quando privado destas as consequências são danosas, pois a linguagem nos oferece um leque de opções e mudanças e reescreve a história de nossas vidas.
           
ATIVIDADE COLETIVA- Reflexão e Ação – página 41

1-         Fizemos uma reflexão sobre a temática, trabalho, cultura, ciência e tecnologia, procurando evidenciar as inter-relações que mantêm entre todos esses fenômenos sociais para o desenvolvimento curricular, buscando expandir a compreensão dos estudantes nas relações humanas, em especial na relação de trabalho, articulando com a cultura contemporânea.
A linguagem cumpre um papel ideológico, muitas vezes encobrindo a realidade em que vive o sujeito em  especial no mundo do trabalho. Não podemos desvincular o fazer pedagógico ao momento político, econômico e socioculturais pós-moderno em vivemos. Libâneo2010) os ressalta alguns pontos, entre eles que “os educadores devem ajudar os estudantes a construírem seus próprios quadros valorativos a partir do contexto de suas próprias culturas, não havendo valores com sentido universal. Os valores a serem cultivados dentro de grupos particulares são a diversidade, a tolerância, a liberdade, a criatividade, as emoções, a intuição”.(LIBÂNEO, 2010, p.27-28).

2 -        Exposição oral, pesquisar em jornal ou impressos, atividade em grupos, em pares, escrita colaborativa, tais práticas tem que ser sustentadas pelo tronco que corresponde a pedagogia, que por sua vez é fixada pela raiz que representa a história/filosofia da educação. A prática, a pedagogia e a filosofia da educação tem que estar interligadas e interagindo como uma árvore, em todo o seu contexto.

3 – Que para o desenvolvimento humano integral dos estudantes as formas avaliativas ou de avaliação seja elas somativa, diagnóstica, sondagem ou formativa, não ocorre de forma isolada mas sim, como uma atividade complexa, refletindo sobre o que fazemos, como fazemos, e do para que fazemos, da forma como fazemos. Não existe métodos perfeitos, mas as nossas escolhas pode ter na vida dos estudantes impactos na sua vida social, cultural e em todo o contexto educacional.



            SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E CULTURA DO ESTADO DA PARAÍBA
ESCOLA ESTADUAL COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO-PACTO
ORIENTADORA: PROFESSORA ANA BETÂNIA
CADERNO IV

GRUPO II: Diego Soares de Souza, Mônica Maria F. de S. Nascimento, Maecelle Marques da Silva, Shirley Emanuele do Nascimento Silva .


ATIVIDADE DA PÁGINA 14

            Embora pareça ser baseado em fatos fictícios, o filme O enigma de Kaspar Hauser (Jeder für sich und Gott gegen alle, Werner Herzog, 1974) relata uma história verídica ocorrida na Alemanha do século XIX: a aparição de um estranho jovem que não compreendia as regras e códigos de relações sociais. A que tudo indica, o jovem nomeado como Kaspar Hauser passou os primeiros anos de sua vida preso em uma masmorra, sem ter nenhuma espécie de contato social. Ele teve sua nutrição carente que refletiu em seu aspecto frágil subdesenvolvido. Contudo, o fato impressionante nesta história não se resume às capacidades físicas, mas sim à desenvoltura social, e esse é o motivo de nossa reflexão.
            O filósofo grego Aristóteles dizia que o homem é um ser político por natureza. Fora da vida em sociedade ou ele seria uma espécie de Deus ou de idiota. O caso de Kaspar Hauser representa essa última hipótese e comprova a tese do peripatético. O jovem alemão, longe de ser um Deus, era, em vista dos padrões sociais da época, um tremendo idiota: não falava, não expressava sentimentos e não interagia socialmente. Parafraseando outro filósofo, o inglês John Locke, a vida social do rapaz era uma espécie de quadro em branco, no qual inexistia o mais elementar dos sentimentos, tal como o afeto familiar.
            No segundo momento do filme,   temos a desmistificação dessa tese, onde o jovem é adotado e passa por um processo pedagógico rigoroso. Quase como um objeto de estudo científico, o mesmo passa a ser educado nas mais diversas áreas do saber, desde as práticas, como a jardinagem, até mais abstratas como a filosofia, lógica e teologia. O jovem, que até então não sabia o mínimo dos códigos linguisticos, desenvolve as aptidões necessárias para a vida em sociedade.
Kaspar Hauser, mesmo após o processo de letramento e de formação, ainda não compreendia alguns temas, seja porque fossem, incompreensíveis como Deus, natureza humana, sentimentos – embora a vida cultural nos diga que são simples; até regras próprias da etiqueta e da moral. Assim, aquele jovem que fora formado tardiamente, se via depressivo e nostálgico de um estado natural, no qual não havia preocupações, mas sim, contemplação das coisas em sua simplicidade.
Diante desta situação deparamo-nos com uma pergunta: até que ponto as linguagens e seus códigos são eficazes como elementos de formação e sociabilidade humana? Poderíamos utilizar o exemplo do filme e transportá-lo para a sala de aula, afim de nos levar a um questionamento sobre a validade e eficácia dos códigos. Será que de fato nossa linguagem cumpre seu papel? Será que consegue comunicar efetivamente todos os significados dos fatos sociais e dos fenômenos que percebemos? Ou também, há uma linguagem ou linguagens?
Sendo assim, fazendo uma ligação entre o relato do filme e o cotidiano escolar, percebemos que se faz necessário fazermos algumas reflexões a cerca do tema abordado, pois os mesmos apontam para o paradigma de uma educação plural e integral do indivíduo.



ATIVIDADE PÁGINA 41 -CADERNO IV LINGUAGENS
            A metáfora da árvore nos mostra que as raízes representam a fundamentação teórica estudada, o tronco simboliza a pesquisa, o método utilizado, os galhos e as folhas são as atividades desenvolvidas e os frutos representam os registros reflexivos.
            A questão do fazer pedagógico tem sido bastante discutida, porém uma educação de qualidade está diretamente condicionada ao fato do professor compreender que o seu fazer pedagógico é também determinante para desenvolver o intelecto dos alunos e por via de consequências as dimensões sociais.
            Porém, para fazer essa relação do professor pedagógico com o processo de ensino e aprendizagem, é necessário falar sobre as práticas educacionais, uma vez que o professor poderá organizar uma ação adequada para as reais necessidades dos alunos.
            O saber não chega sem a procura, e os docentes precisam se conscientizar de que o fazer pedagógico só tem eficiência quando mudamos nossa prática educativa buscando atender às necessidades reais e urgentes dos nossos alunos. Segundo Tardif (2002, p. 118), “ao entrar em sala de aula, o professor penetra em um ambiente de trabalho construído de interação humana.”
             Um dos grandes desafios dos educadores é penetrar no mundo real dos alunos, e isso acontece quando estes acreditam no trabalho que os mesmos realizam na co-autoria de seus fazeres.
             O fazer pedagógico de qualidade protocola os alunos, eleva sua auto-estima, fazendo o próprio educando confiar em suas potencialidades e apesar de muitos virem de uma realidade social cruel, somente através do trabalho desenvolvido pelo professor conseguem acreditar que é possível mudar sua qualidade de vida.
              A escola é um ambiente muito diversificado, onde as práticas variam de acordo com os professores que as realizam. Porém, em qualquer prática executada deve-se haver um planejamento, pois este possibilitará ao docente expor de maneira mais clara e eficiente os conteúdos ministrados para seus alunos.
              Atualmente, existe a utilização da tecnologia como prática pedagógica, porém ainda muitos docentes encontram dificuldades na sua utilização pelo fato de manterem enraizadas as características do ensino tradicional, e não saberem ajustar satisfatoriamente esse recurso a sua prática pedagógica.
               Devemos contextualizar a realidade atual com as realidades vivenciadas pelos alunos, para que percebam o seu cotidiano mais próximo do ambiente escolar em que estão inseridos.
               O ensinamento que na sua prática busca a melhoria social e intelectual dos seus alunos, acreditam que os mesmos são capazes de reescrever sua própria história.




E.E.E.F.M. COMPOSITOR LUIS RAMALHO
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
ALUNAS: ADEILMA BASTOS; LILIANE ALVES; JOANA D'ARC E RITA DE CÁSSIA
PROFESSORA FORMADORA: ANA BETANIA DO NASCIMENTO


GRUPO IV



                                               ATIVIDADE DO CADERNO IV - PÁGINA 14


  1. ATIVIDADE SOBRE O FILME

            Kaspar Hauser é um homem que se apresenta alheio às questões da sociedade; inclusive, descobre-se, a partir de uma autópsia, que durante a vida, parte de seus problemas relacionava-se a um “ defeito” no cerebelo. Daí pergunta-se, será que o defeito no cerebelo tem a ver com a sua ausência de contato e formas de desenvolvimento da linguagem?
            A personagem é representada como alguém que não compreende certos mecanismos e formalizações semânticas, pois foi desde cedo ceifado do contato social e do aprendizado em comunidade.
            O filme nos mostra diversas fases da vida de Kaspar Hauser, contudo o que percebemos durante a assistência e reflexão acerca do longa é que nas várias fases se sua existência a personagem em questão vai encontrar desafios e obstáculos relacionados à linguagem, pois o nosso modelo social está centrado na palavra e em diversos códigos que quem não os domina está fadado à exclusão, chegando a ser comparado como anormal, para isto o filme nos proporciona a passagem do circo, em que todos aqueles que não estão inseridos no paradigma hegemônico é considerado exótico e sua função na sociedade se resume a ilações extra-cotidianas.

             Podemos concluir com esse filme que a linguagem é fundamental na vida do ser humano e que a imposição de um padrão hegemônico de linguagem (a escrita) ainda exclui, porém não é só a escrita; a linguagem verbal também se torna hegemônica, quando temos um país com histórico de exclusão, e que exclui sistematicamente as pessoas que não se encaixam nesse padrão. O estado brasileiro não se constrange em violar sistematicamente os direitos humanos e caminhar lentamente em busca de reparar esses danos sociais.



E.E.E.F.M. COMPOSITOR LUIS RAMALHO
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
ALUNAS: ADEILMA BASTOS; LILIANE ALVES; JOANA D'ARC E RITA DE CÁSSIA
PROFESSORA FORMADORA: ANA BETANIA DO NASCIMENTO





                                               ATIVIDADE DO CADERNO IV - PÁGINA 41


            A linguagem é um fenômeno social que acompanha a humanidade desde as épocas mais remotas. A sua origem ainda é um enigma para os estudiosos mas mais diversas áreas. Contudo, sabe-se da importância desse fenômeno para o salto qualitativo da evolução do homem. A partir da linguagem, complexificou-se as relações sociais.
            Sabemos também que a linguagem faz parte das práticas e das interações sociais e das representações de mundo a qual a esta nos dar suporte para a compreensão e tomadas de decisões.
            A linguagem desde a sua origem que se manifesta no sentido de evoluir, porém é perceptível que na era digital o fator comunicação e linguagem deu um salto nunca antes imaginado na história da humanidade.
            Nesse sentido, percebemos que no nosso componente curricular a linguagem, sobretudo a da internet, vem ganhando cada vez mais significado na nossa relação com o ensino- aprendizagem. A metáfora da árvore nos remete aos nosso conhecimentos pedagógicos. Imaginar as partes daquela árvore nos remete ao nosso trabalho pedagógico em que teremos​/temos uma base- abordagem filosófica a nos ancorar é dela que sairá o que queremos explorar; ela nos sustenta, assim como as raízes de uma árvore a embasar o ensino-aprendizagem. Por outro lado o tronco da árvore assemelha-se ao método, pois é ele que liga a raiz ao objetivo final que é a experiência pedagógica, é o que liga o invisível (raiz-abordagem) ao visível (folhas-prática). Por fim, as folhas são o nosso resultado final, é a nossa técnica, a nossa prática cotidiana e que mostra de forma explícita o fazer pedagógico. No caso da linguagem, se coloca como algo que se percebe como essa interação, reflexão, ação com o mundo e seus significados.
            Nesse sentido, o nosso componente busca abordar a linguagem a partir do âmbito das artes, da língua portuguesa, fazendo com que o educando compeenda o mundo de uma forma crítica e subjetiva; é importante perceber também que as formas de abordagem podem ser as mais diversas, como a partir da crítica marxista e o formalismo russo até mesmo de leituras mais pós modernas e semióticas; o mais importante é garantir o pluralismo de abordagens e pedagógicos e apresentar ao nosso educando diversas formas de ler- interpretar o mundo.
            A compreensão e apropriação da linguagem, dos seus significados e seus significantes são o objetivo final de uma educação libertadora, emancipadora, crítica e desalienante dos nossos educandos.