segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

CADERNO V - MATEMÁTICA - 22/12/2014





EEEFM COMPOSITOR LUÍS RAMALHO

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO/SISMÉDIO 2014

PROFESSORA ANA BETÂNIA

SEGUNDA ETAPA : CADERNO V– MATEMÁTICA

SEMANA DE 22/12 de DEZEMBRO

PAUTA DE TRABALHO


Objetivos:

1 - Motivar a equipe docente para a realização dos estudos do Caderno V - MATEMÁTICA

2 – Orientar o estudo, o debate e a atividades coletiva.

 1º Momento :

Exibição dos vídeos motivadores:

a-      Questão pedagógica

b-      Tecnologia  x Metodologia

Discussão sobre os vídeos ,correlacionando-os à Matemática

2º Momento :

Trabalho em equipe:

- Leitura do Caderno V – Matemática

- Discussão ,em grupos , sobre as unidades do Caderno V:

  - Contextualização  e contribuições

  - Os sujeitos estudantes do Ensino Médio e os direitos á aprendizagem e ao desenvolvimento humano na área da Matemática

 - Trabalho , cultura ,ciência e tecnologia na área da Matemática

 - Diálogo entre as áreas do conhecimento escolar :princípios e proposições pedagógico-       curriculares


ATIVIDADE COLETIVA -



REFLEXÃO E AÇÃO



Reconhecemos o desafio que pode significar a organização e implementação de atividades integra­doras com a área de Matemática. Por esse motivo, propomos reservar um tempo para o aprofundamento.
Organizar uma roda de conversa com os professores sobre os exemplos de atividades de trabalho e pesquisa propostas nessa unidade. Debatam sobre a viabilidade desse tipo de proposta em sua realidade escolar e apontem o que identificam como positivo e possível, e o que possa apresentar maiores dificul­dades ou mesmo impossibilidade de realização. Justifiquem suas conclusões e, sendo o caso, discutam alterações para melhor adequar as ideias das propostas.
A partir de cada área de conhecimento e levando em conta as características dos seus estudantes atuais, seus possíveis interesses e a cultura da comunidade local, formulem questões para a elaboração de um projeto de pesquisa e intervenção que possa mobilizar conhecimentos da área e com potencial de adesão dos estudantes à proposta.
Com as questões formuladas a partir das diferentes áreas, negociem um dos temas sugeridos que tenha o maior potencial integrador das áreas, para ser objeto de planejamento conjunto de um possível pro­jeto a ser desenvolvido pelos estudantes. Nessa atividade deve ser favorecido o protagonismo dos jovens, assim como o trabalho como princípio educativo e a pesquisa como princípio pedagógico.
Façam o registro das diferentes etapas desta atividade e socializem com os demais professores em formação, publicando-as, em forma de artigo, no Portal EMdialogo, disponível em: http://www.emdialogouff.br

Bom trabalho!






















ATIVIDADES

ARTIGO FINAL


(PRODUZIDO PELA JUNÇÃO DO MATERIAL DE TODOS OS GRUPOS)



Para pensar a matemática: prática interdisciplinar e educação integral no Ensino Médio

  1. Introdução

Matemática! Ao se ouvir tal palavra, podemos constatar prontamente uma série de reações que oscilam entre a execração e a adoração. De fato, esta disciplina é tomada como a mais complexa e importante dentre aquelas que compõem a grade curricular do Ensino Básico. Dizemos importante, pois é funciona como um instrumento necessário em dois aspectos. Primeiramente enquanto elemento da formação escolar propriamente dita: como área de saber, a matemática pode ser tomada como um instrumento que possibilita a atuação em outras áreas. Isto é, só compreenderemos os conteúdos de outras disciplinas, como a física e química, por exemplo, se tivermos um pleno domínio seguro dos saberes da matemática. Já o outro aspecto, que não deixa de está associado ao primeiro, vai além da sala de aula e dos muros da escola e está relacionado à vida do indivíduo, pois esta habilidade possibilita meios para compreensão de mundo.
Diante deste problema, a saber, o papel matemática na formação integral do aluno, o presente artigo terá por finalidade expor o resultado das produções coletivas referentes aos estudos da segunda etapa do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, especificamente naquele que se refere a tal área supracitada. Nossas produções visarão, dessa maneira, compreender e dá soluções para problemas da matemática e suas tecnologias.
Para tanto, observamos alguns pontos que nos permitirão cumprir tal tarefa. O primeiro deles está relacionado ao universo da educação e seus atores. Compreender, por exemplo, quem são nossos alunos e seu protagonismo no processo de ensino é o ponto crucial para qualquer prática pedagógica. O segundo momento consiste em entender as maneiras de pensar da matemática, o que representa a sua identidade própria. Isto nos permitirá, em sequência, sondar os limites possíveis para a prática interdisciplinar. Por fim, diante desses elementos, abordaremos o protagonismo juvenil posto em prática através do trabalho e projeto, que culmina tal processo e efetiva a prática pedagógica.

  1. Para uma definição: a matemática diante da cultura e tecnologia

A problematização da matemática como componente do ensino médio exige um prévio esforço de definição dessa disciplina e dos seus limites. O intento de realização dessa tarefa observará aqui dois pontos fundamentais que convergirão para o foco da problematização, que é seu papel enquanto componente da nossa grade curricular. O primeiro desses pontos é meramente teórico: a definição da matemática mediante suas formas de pensamento. O outro exigirá um ir além desses métodos, pois é o mergulho na história procurando vislumbrar como tal disciplina se desenvolveu como elemento da cultura. Vale salientar que neste o último grau o processo histórico culmina na relação com as tecnologias – principal elemento de crise ao se pensar o ensino médio hodierno.
No que se refere à sua identidade, compreendemos a matemática como o desenvolvimento de quatro tipos específicos de raciocínio e intuições: a indução, raciocínio lógico-dedutivo, visão geométrica espacial e pensamento não-determinístico (BRASIL, 2014, p. 9-10). Esta tipificação nos permite duas coisas. Primeiramente, entender a distinção fundamental entre raciocínio e intuição. Em segundo lugar, defender a ideia de que há matemáticas – ou de que, pelo menos, esta capacidade possui certa flexibilidade.
Encontramos em Chauí (2013) a distinção entre os dois primeiros elementos. O raciocínio e a intuição são procedimentos da razão. Porém, em linhas gerais, todo raciocínio encerra um processo, ou seja, um partir de um ponto para se chegar a outro, pressupondo-se um meio – um método. Já a intuição é aquela capacidade de apreensão direta dos fatos. Mediante isto, perceberemos que a matemática priorizará esses dois aspectos nas maneiras de tratar seus problemas.
Percebemos isto quando nos perguntamos sobre que são aquelas quatro maneiras de pensar e quais suas particularidades? Segundo nossa fonte de estudo são quatro (BRASIL, 2014, p. 9-10):
  1. Pensamento indutivo. “São raciocínios plausíveis, presentes no ato de criação matemática, na formulação intuitiva de novas conjecturas a serem validadas posteriormente”;
  2. Raciocínio lógico-dedutivo. “Próprio da álgebra e geometria, por exemplo e de tudo que diz respeito a provas de propriedades em todos os campos da matemática”;
  3. Visão geométrico-espacial. “necessária para o aprendizado significativo da geometria e de suas aplicações”;
  4. Pensamento não-determinístico. “Característica e da probabilidade, campos que estudam eventos que envolvem aleatoriedade”.
Mediante esses quatro eixos delimitativos, temos, por assim dizer, toda essência teórica da matemática que nos permite pensá-la e estrutura-la como um elemento pedagógico.
Contudo, através de um olhar histórico, percebemos que, embora seja uma área que preze pela exatidão, ou seja, observa princípios e regras universais e gerais – que, por natureza, nunca mudam – há certo progresso na matemática. Há mudança nessa área imutável. Isto pode parecer contraditório, mas, se olharmos a geometria euclidiana diante dos avanços traçados por David Hilbert, no século XIX, tal contradição cairá por terra – ou se afirmará, de vez! O que queremos mostrar com esses fatos é que a matemática é construída historicamente e esta construção só é possível através da tentativa da disciplina entender e pensar sua época. À item de exemplo, compete-nos evocar um anedota da matemática: a figura de Fermat.
Pierre Fermat, intencionalmente ou não, foi responsável por uma série de evoluções fundamentais na matemática (SINGH, 2008). Este estudioso da matemática propôs um novo teorema, diretamente relacionado ao clássico teorema de Pitágoras. Por questão de blefe ou por falta de espaço na margem da página, não nos legou a demonstração de sua descoberta. Como resultado desta situação, matemáticos de vários momentos da historia e do espaço se debruçaram em tal tarefa, a qual só foi dada por concluída pelo matemático Andrew Wiles, no século XX.
De Femat a Wiles temos um intervalo de quatro séculos no qual, como dizíamos, a matemática evoluíra: saindo da lógica euclidiana, passando por mudanças significativas, como o abandono da notação romana pela arábica (compete a estes, também, a inclusão abstrata dos números negativos) para o universo do não-euclidianismo do nosso século. Em outras palavras, e analisadas as devidas proporções, saímos da exatidão da matemática para o universo do possível, da probabilidade, que melhor define a ciência do século passado. Esta dinâmica é da própria natureza do saber, pois este só se efetiva no esforço de compreender nossa época.
Saindo da história da matemática, nos deparamos com um problema fundamental em nossa época: a tecnologia. Devemos salientar que este é um problema comum a todas as áreas do saber. Não é apenas a matemática que padece com este mal, pois a pergunta que nos surge está diretamente referida à um certo anacronismo pedagógico: as metodologias didáticas – como o livro didático – não estariam ultrapassadas? Não seria hora de nos adequarmos a uma nova realidade (digital – é claro)?
A demanda de respostas para este problema exige uma postura interdisciplinar, ou seja, um diálogo sobre métodos, limites e conteúdos para uma educação integral. É este anseio que necessita ser sanado. E, ao que parece, esta operação deve se dá de maneira telúrica - no chão da escola!

  1. Uma problematização sobre o papel da matemática no Ensino Médio

A matemática é uma das treze disciplinas componentes curriculares obrigatórias de acordo com as Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio (Brasil, 2014). Este componente curricular está ligado à atividade escolar, mas, para que haja uma compreensão efetiva de suas diretrizes, é necessário problematizar e garantir que estes conhecimentos possibilitem sua integração à prática cotidiana do aluno.
Esta necessidade nos aponta, segundo a própria contextualização do caderno, para o fato de que a matemática não deve ser encarada como algo trivial. Aquele discurso, comumente propalado, de que a matemática é um saber que não possui serventia prática em nosso cotidiano; ou de que é algo para poucas pessoas que estão comprometidas, quase que religiosamente, para não dizer insanamente, com o universo dos números, etc; toda gama desses discursos fundados em preconceitos ou opiniões devem ser desfeitos.
Sabemos do rigor da disciplina, o que em si é sintoma da dificuldade em compreendê-la. Mas é através desses sintomas, a saber, seus princípios lógicos e maneiras específicas de raciocínios ou intuições, tal como vimos no tópico anterior, que a encontramos a verdadeira importância dessa disciplina na formação integral do indivíduo.
A importância do papel da Matemática para a formação humana integral dos estudantes do ensino médio é incontestável. Para alguns, o ensino da referida disciplina é inacessível, desinteressante e até inútil o que, nesses casos, gera um clima de insegurança e frustração tanto para o educador como para o educando. Na verdade, os conhecimentos matemáticos estão presentes em várias situações do cotidiano, além de serem inúmeras as articulações possíveis com as outras áreas de conhecimento. Por outro lado, percebemos que a prática educativa ainda carece de uma relação entre a teoria e a prática dos conteúdos vistos em sala de aula. Uma vez solucionado esses pontos, não mais ouviríamos aquelas fatídicas perguntas sobre o ”para que” da disciplina.
Observa-se na conjuntura atual, que os conteúdos trabalhados em sala de aula não condizem com as reais necessidades dos alunos, sendo esses muitas vezes fora do contexto vivenciado pelos envolvidos no processo educativo. O pensamento matemático por muitas vezes fica limitado apenas à questões numéricas, tais como, a memorização de regras e fórmulas, contudo, se faz necessário promover momentos de reflexão quanto à essa questão, de forma a permitir uma mudança de pensamento por parte dos educadores no momento em que fosse realizada a seleção das atividades propostas ao educando durante o processo de ensino aprendizagem. Vale ressaltar que um dos problemas que dificultam a aprendizagem do aluno é, em sua maioria, o uso do livro didático como único guia de instrumento pedagógico tendo em vista, que ele muitas vezes não retrata a realidade local, apresentando, portanto, carências no sentido de estimular o interesse do aluno pelo conteúdo abordado que muitas vezes na realidade se mostra estático e frio, além disso, a juventude de hoje dispõe de muitos recursos tecnológicos os quais podem ser utilizados como aliados no processo dessa aprendizagem.
Outra questão a ser repensada é a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) que, em nossa concepção, não leva em conta as diferentes realidades do nosso país no momento em que generaliza a avaliação. Talvez por essa necessidade da universalização da avaliação, tal exame impossibilita esta vivência necessária que o conhecimento deve proporcionar, a saber, o sentimento de pertença ao mundo – uma pertença consciente e crítica dos fatos e atores que nele interagem. Desta maneira, não resolvido este dilema, continuaremos na “isquize” representada pelas perguntas se tal conteúdo servirá ou não para o ENEM.
É preciso que a escola reveja seu papel e busque meios que levem o aluno a desenvolver um espírito crítico, capacidade de argumentação e criatividade favorecendo a formulação de questionamentos, os quais possam levá-los a encontrar respostas para tais. Para tanto, é preciso que a escola disponha de recursos pedagógicos que permitam aulas mais atrativas, de maneira que levem os alunos, de maneira espontânea e solidária, ao entendimento do seu papel como cidadão crítico e consciente de seus direitos e deveres na sociedade que vive em constante processo de evolução.

  1. Trabalho, cultura, ciência e tecnologia: elementos para o protagonismo juvenil
A resolução e mudança dessa conjuntura, problematizada acima, mostrará para todos que a responsabilidade de fazer escola é fator comum a todos os atores da comunidade escolar – pais, alunos, professores, quadro técnico. Essa mudança, porém, aponta para o protagonismo juvenil. Contudo, é de fundamental importância observar que, embora todos estejam inseridos nesse processo, a culminância de tais ações converge para a formação dos jovens, pois é este o sentido clássico da pedagogia.
Falar em protagonismo, porém, é falar de um processo de autonomia. O jovem não deve ser colocado no topo do processo como a prerrogativa de compor uma finalidade: a educação é tem como finalidade a juventude. Diferentemente, acreditamos que o protagonismo legado a juventude está diretamente relacionada a uma ação mediática. Assim, deveríamos falar que a educação deverá apontar meios para que o jovem, por si só, interaja, interprete e modifique fenômenos e fatos de sua vida cotidiana. Acreditamos, dessa maneira, que o processo educativo tornar-se-ia, de fato, efetivo e eficaz.
Ora, para que tal plano seja posto em prática, necessitamos de elementos que nos forneçam diretrizes para sua execução. Em diálogo coletivo e com nossa fonte de estudo, chegamos a estes, os quais representam as ânsias hodiernas na sala de aula. São eles: o trabalho, a cultura, a ciência e tecnologia.
A categoria de trabalho exige um esforço teórico mais delicado, pois esta segue a tradição de cunho marxista. Ela deve ser entendida não como uma prática técnica, mas sim como um problema ontológico. Segundo nossa fonte, que segue a definição do filósofo marxista Luckas, o trabalho é algo “inerente à espécie humana e primeira mediação na produção de bens, conhecimentos e cultura” (BRASIL, 2014, p. 32). Em outros termos, o trabalho é aquilo que nos torna humano, que nos possibilita afirmarmos perante os outros indivíduos. Dessa maneira, falar em trabalho como elemento do protagonismo juvenil, é pensa-lo na educação como um mecanismo de afirmação da juventude, pois é através dele que o jovem torna-se producente, ciente e mantenedor de suas heranças culturais – de sua identidade.
A cultura é outro elemento necessário para o processo pedagógico. Como questionávamos acima, ela é a demonstração nítida das particularidades que devem ser observadas no processo de formação da juventude. Embora sigamos diretrizes que determinam de maneira geral os elementos da formação, esta, em sua via prática, deve ser flexionada para englobar as diferenças. Caso contrário, cairemos sempre no quadro de desinteresse e evasão escolar.
Por fim, temos os elementos da ciência e da tecnologia, que, inevitavelmente estão diretamente relacionadas. Ao falar em ciências ou saberes pressupomos sempre uma disposição hierárquica que perdura desde os gregos: saberes teóricos, práticos (relacionados à ação humana) e técnicos. Arriscamos dizer que do século XVIII, século das luzes, até os dias de hoje, houve uma inversão dessa hierarquia: aquilo que era nobre para o grego antigo, a saber, o saber teórico, foi superado pelo saber da técnica. A tecnologia é novo minotauro que deve ser domado. E isto é significativo, pois ela condiciona as relações humanas, economias e científicas de maneira definitiva. Heidegger (1967), em sua Carta sobre o Humanismo, já nos alertava sobre isto, ao falar que é uma esfera de saber necessária a todos, dependem, contudo apenas uma centena de mentes o compreende efetivamente.   
Claro que o objetivo não é multiplicar exponencialmente essas centenas de mentes, pois isto é deveras impossível. Mas o diagnostico do filósofo alemã seve para nos mostras que estamos em um caminho sem volta. De tal maneira que, pensar educação hoje é pensá-la estritamente ao universo tecnológico. Sentimos isto em sala de aula, quando, muitas vezes, somos questionados melindrosamente pelo uso dos celulares ou tablets. É um sintoma de que resistimos ao avanço da técnica?
Contundo como ficaria a situação da matemática, o exemplo do rigor e da abstração, diante desses novos elementos e tecnologias? Refletindo chegamos à interdisciplinaridade e à formação integral, pois o trabalho, cultura, ciência e tecnologia exigem não apenas de alguns, mas de todo o processo educativo. Planejar para matemática, biologia ou história é planejar uma nova forma de educação, um novo projeto que possibilite a efetivação desse complexo projeto.

  1. Planejar junto: esboço para interdisciplinar e formação integral

Nossas reflexões nos levaram a nítida percepção de que o processo educativo exige mudanças. Se se pretendem ser efetivas e concretas, essas necessitam de planejamento, do pensamento posto em prática pra viabilizar tal necessidade. Assim, projetar ou elaborar projetos pedagógicos será um fator que deve ser revivido e repensado. Dizemos isso, pois devemos adequar nossos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP) a estas novas exigências. Nossos PPPs devem observar a necessidade da comunidade para que o processo seja de fato efetivo.
Neste tópico, apresentaremos um esboço possível para a realização desses requisitos. Tomando como disciplina predominante a matemática, buscamos a pratica interdisciplinar com Educação Física, uma disciplina extremamente ignota ao universo dos números – pelo menos aparentemente.
O objetivo geral do projeto elaborado tinha como meta encarar a matemática dentro da escola e de suas possíveis relações com as áreas outras de conhecimentos, visando, assim, uma metodologia aprazível e dinâmica, para, com isso, possibilitar aos uma fácil absorção dos conteúdos das disciplinas em questão.
Com isso pretende-se perceber a relação da matemática entre conteúdo e alunado onde se deve tentar correlacionar-se de forma simples e obedecer ao desenvolvimento das operações mentais das séries em que o professor esta atuando. Desta maneira, conhecendo estas etapas, o professor poderá propor atividades onde os alunos possam interagir rapidamente como que é colocado. Após o alunado está familiarizado com as diversas atividades onde possa ter uma maturidade e dando sequência a esta metodologia, o professor poderá ter a participação de outras disciplinas, com conteúdos diversificados, enriquecendo assim, a gama de saber do alunado. Deve-se ter em mente que o aluno vem de diferentes classes sociais e trás consigo muitos valores da família e também de grupos de amigos espalhados pela cidade onde ele mora. O agir digital dentro da escola, o essencial é abrir o leque de possibilidades para o fazer e o pensar matemático, buscando reconhecer e valorizar os conhecimentos e diferentes formas de expressão dos estudantes, a fim de estabelecer um permanente diálogo com a prática educativa. Exemplo dentro da Educação Física e Matemática.
Tal desenvolvimento de atividades pode ser mais bem disposto através do quadro apresentado no anexo, que esquematiza todos os objetivos e cronogramas da prática interdisciplinar.

  1. À guisa de Conclusão

A conclusão de nosso trabalho aponta mais para uma abertura do que para uma plena ideia de fechamento. Do que fora tratado aqui, devemos destacar, fundamentalmente, a ideia de diálogo interdisciplinar. Temos em mente que a plena efetivação da prática educativa aponta para uma formação integral. Porém, falar em integralidade é sentir de maneira peremptória a necessidade interdisciplinar do diálogo. Primeiramente, este deve ser feito entre os componentes curriculares, tal como fizemos aqui, a item de ilustração, com a matemática e a educação física. Contudo, este é apenas o primeiro passo. Se a ato de educar parte da necessidade de se colocar a juventude como protagonista de sua realidade, ou em outras palavras, parafraseando o filósofo espanhol Ortega y Gasset, torna-los cientes da necessidade de salvar sua circunstância, pois ela é condição de sua existência, isto só se tornará possível e viável quando todos que compõe a realidade escolar tomarem para si a responsabilidade de salvar tal circunstância e trabalharmos para salvaguardar esta condição de protagonismo.








ANEXO

Subprojeto
Por quê?
O quê?
Como?
Dimensões
Evento: Torneio
De Futsal
- Valorizar os interesses dos jovens
- Incentivar e aperfeiçoar as habilidades individuais
- Compartilhar e divertir
- Apresentação das
Equipes formadas
- Promover os treinos
- Organizar a montagem de uma abertura (desfile das equipes, música, uniformes
Trabalho
Cultura
Ciência
Tecnologia



SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA
EEEFM COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO/ SISMÉDIO 2014

GRUPO: 01 – MarquIdove; Janaina, Alda e Maria José Tavares

ETAPA II – CADERNO V – MATEMÁTICA


ATIVIDADE COLETIVA- Reflexão e Ação – página 42

            A matemática é uma das treze disciplinas componentes curriculares obrigatórias de acordo com as Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio (Brasil, 2012). Este componente curricular está ligado à atividade escolar, mas é necessário problematizar e garantir que estes conhecimentos possibilitem a integração dos mesmos à prática do aluno.
            O estudo de matemática não é segundo a própria contextualização do caderno não é trivial por mais que queiramos, com seus princípios lógicos e mobilizando quatro diferentes tipos de raciocínios ou intuições.
            Quando penso em elaborar subprojetos ou ações que integre Língua Portuguesa à matemática, pergunto-me  o que, por quê, como suas dimensões e como fazê-las. Concluo que a tarefa é árdua e espinhosa, como o ato de ensinar, porém analisando as possibilidades, estas questões, percebo que os componentes curriculares podem ser desenvolvido atividades com o intuito de contribuir com o crescimento intelectual do aluno, tornando-o protagonista de sua própria vida.
            A língua portuguesa e suas linguagens pode desenvolver tarefas integradoras como: uma pesquisa na comunidade, usando a Língua Portuguesa para elaborar um questionário e a matemática, valorizando o interesse dos jovens; propor a realização de um concurso de logotipos incentivando a expressão gráfica, propiciando um contexto instigante para conceituar a função; elaborar um espetáculo de apresentação das bandas, em geral deve pedir uma pesquisa junto à comunidade sobre a importância das mesmas para a comunidade, após catalogá-los estatisticamente os resultados e concluir com um relatório. O referido evento terá como objetivos incentivar a participação da comunidade, produzindo e incentivando a expressão cultural e artística por meio de ensaios, produção de cartazes, logotipos.
            Todas as atividades apresentadas no texto são viáveis e possibilitem aspectos positivos, além de ser integradoras com todas as demais áreas, atingindo o objetivo dos componentes curriculares.
            O primeiro, como podemos incentivar a divulgação do trabalho das bandas da escola? Esta dividido em quatro etapas e se torna bastante viável a realidade da nossa escola, visto que temos uma banda em ascensão e que precisa de divulgação e atingindo todas as dimensões da matemática.
            O segundo, o transporte público atende à comunidade de maneira adequada às necessidades da região? Mobiliza componentes curriculares de geografia, sociologia, estatística bem como os eixos de trabalho, cultura, ciência e tecnologia. Usando os recursos tecnológico (google maps), definir a coleta de dados, o espaço amostral, diagnosticar os problemas e elaborar questionários com o público-alvo, organizar campanhas informativas, elaborar petições para o poder público, em fim, existem muitos meios de se desenvolver e englobar outras disciplinas.
            O terceiro; como a matemática pode ajudar a ser vitorioso em jogos eletrônicos? Os jogos em especial  Angry Birds é possível  discutir a matemática e a física. Pode ser viável porque os alunos usam o smartphone no seu uso  diário (na sua maioria) seria um aspecto a se explorar ou outro jogo que utilize com mais frequência e analisa-la como proposta integradora.
            O quarto, a violência é um assunto que lhe preocupa? Com orientações da área de Matemática e Ciências Humanas podem planejar e realizar pesquisa para a obtenção de informações  que permitam argumentar sobre diferentes aspectos da violência, no sentido de elaborar propostas de ações preventivas.
            Todavia, é urgente que reinventemos atividade para  ensino médio que cumpra um papel integrador na formação integral os estudantes. Temos que ser ousados, determinados para enfrentar os desafios que essa busca coloca. A partir desse aprofundamento elaboramos alguns temas de pesquisa, como: A questão da educação ambiental; A inclusão social, a acessibilidade nas escolas; o lixo e a reciclagem como práticas sustentáveis, entre outros.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

CADERNO IV - LINGUAGENS

EEEFM COMPOSITOR LUÍS RAMALHO

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO/SISMÉDIO 2014

PROFESSORA ANA BETÂNIA

SEGUNDA ETAPA : CADERNO IV– LINGUAGENS

SEMANA DE 15  a 19 de DEZEMBRO


PAUTA DE TRABALHO
Objetivos:


1 - Motivar a equipe docente para a realização dos estudos do Caderno IV- LINGUAGENS

2 – Orientar o estudo, debate, atividades coletivas e individuais além de viabilizar a socialização dos conteúdos do e a atividade /casa.

 1º Momento: Texto para reflexão :

 Seu cliente está satisfeito?

Nos Estados Unidos, a maioria das residências tem por tradição ter na frente um lindo gramado. E, para este serviço, há diversos jardineiros autônomos que fazem reparos nestes jardins.
Um dia, um Executivo de Marketing de uma grande empresa americana contratou um desses jardineiros.
Chegando em sua casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 18 anos de idade. Claro que o executivo ficou surpreso. Quando o garoto terminou o serviço, solicitou ao executivo a permissão para utilizar o telefone.
O executivo, encantado com a educação do garoto, prontamente atendeu ao pedido e, muito curioso com a atitude do garoto, não pôde deixar de escutar a conversa.
O garoto havia ligado para uma senhora e perguntara:
– A senhora está precisando de um jardineiro?
– Não. Eu já tenho um
– respondeu a senhora.
– Mas, além de aparar, eu também tiro o lixo.
– Isso o meu jardineiro também faz.
– Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço – disse o garoto.
– Mas isso o meu jardineiro também faz.
– Eu faço a programação de atendimento o mais rápido possível.
– O meu jardineiro também me atende prontamente.
– O meu preço é um dos melhores.
– Não, muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom.
Quando o garoto desligou o telefone, o executivo perguntou:
– Você perdeu um cliente?
– Não – respondeu o garoto.
– Eu sou o jardineiro dela. Eu apenas estava verificando o quanto ela estava satisfeita com o meu serviço.
Isso nos faz refletir em como estamos tratando os nossos clientes internos e externos e nos mostra que é muito importante medir a satisfação dos clientes com relação aos nossos serviços.



2º Momento: Estudo/debate do Caderno IV- Linguagens:

- SLIDES/exposição dialogada

3º Momento :

Exibição do filme Kaspar Hauser- com discussão acerca do papel da Linguagem na sociedade e na escola.


ATIVIDADE --Página 14


REFLEXÃO E AÇÃO
Nesta unidade discutimos a formação da área de Linguagens, o conceito de linguagem e apresen­tamos os conhecimentos da área. Agora vamos refletir um pouco sobre esses temas através da discussão do filme O enigma de Kaspar Hauser, do diretor alemão Werner Herzog, que você pode assistir em: https://www.youtube.com/watch?v=MxpuYFouR70. Consideremos a seguinte ordem na atividade:
1) Assistir ao filme, procurando observar e anotar, quais são as relações entre linguagem e cons­trução da realidade; como as práticas de linguagem estão atreladas aos contextos sociais e históricos; como os conhecimentos de linguagem listados acimas aparecem no filme.
2) Em roda de discussão, comparar as anotações e reflexões.
3) Ainda no grupo, discutir a relação entre imposição e opção na linguagem e entre reprodução e mudança social.


·         Observem  a sinopse do filme distribuída no encontro anterior.


Resumo do filme “O Enigma de Kaspar Hauser

O Enigma de Kaspar Hauser é uma das mais famosas obras cinematográficas do diretor Werner Herzog (Alemanha, 1974). Kaspar Hauser, em tradução literal, significa "cada um por si e Deus contra todos". É um filme denso, que nos mostra uma visão sobre a humanidade e faz uma reflexão sobre a unicidade do ser humano, da história de vida e experiências de cada um, e sobre o quanto linguagem e cultura representam para o desenvolvimento psicológico do indivíduo.
Kaspar Hauser, um personagem real e enigmático que, quando encontrado em Nuremberg, em 1928, com supostamente 15 anos, quase não sabia falar, nem andar e não se comportava como humano, pois desde a mais tenra idade, foi privado do convívio social. Sua trajetória de vida é o triste resultado de sua carência de cultura e do
não desenvolvimento da linguagem. O total isolamento na caverna por tanto tempo, impactou fortemente sua formação como indivíduo.
Muito tempo após sua reintegração na sociedade, já com a linguagem mais desenvolvida, percebe-se ainda a dificuldade de Kaspar Hauser em entender às pessoas e suas reações. Enquanto privado do convívio social, o silêncio era sua única companhia. Não somente a ausência de vozes externas, mas o silêncio interno, da mente vazia. Kaspar Hauser não poderia conhecer a si mesmo sem ter alguma relação interpessoal, sem referências. Não havia a linguagem para que ele pudesse definir as coisas que via e experimentava no cativeiro.
Sinopse
O filme apresenta Kasper Hauser em diversos momentos de sua vida e como se dá o desenvolvimento mental após o cativeiro.

No cativeiro, Kaspar Hauser aparece acorrentado, vítima de um homem com capuz, cujo rosto não pode ser visto, que lhe alimenta com pão e água e lhe ensina algumas palavras. Kaspar Hauser viveu nessa situação até o dia que esse homem, única figura humana com quem tinha contato, decide tirá-lo do cativeiro e ele então começa a aprender a andar. Esse mesmo homem o abandona em uma praça de Nuremberg, Alemanha. Kaspar Hauser fica atônito até ser encontrado por outro homem que lhe faz uma série de perguntas que ele não consegue compreender.
Logo a notícia da presença estranha daquele rapaz se espalha e Kaspar Hauser se torna alvo da curiosidade dos habitantes da cidade. Como as autoridades não conseguiram decifrar o enigma, Kaspar Hauser passa a viver em um estábulo sob a contínua observação das autoridades que só tinham as informações que o rapaz portava ao ser encontrado: um rosário, umas orações católicas manuscritas e uma carta que mencionava seu nome, a data de seu nascimento e a indicação de que ele deveria se tornar um cavaleiro tal como seu pai, cuja identidade não é revelada.
Em outro momento do filme, inicia o contato de Kaspar Hauser com a sociedade. As autoridades perceberam que ele só se alimentava de pão e água e que seus pés estavam feridos. Descobriram também que ele era capaz de reproduzir seu nome (um rudimento de escrita). Diagnosticaram seu caso como uma mente confusa que não poderia ser submetida a um inquérito policial e decidiram mandá-lo para a prisão junto com outros vagabundos.
Seu primeiro contato em um ambiente social é com a família do guarda do presídio e se dá através do filho do guarda, que o ensina a pronunciar as palavras com auxílio de um espelho. É com essa família que Kaspar Hauser toma seu primeiro banho e aprende a usar os talheres. A filha do casal tenta ensinar música para Kaspar Hauser e, apesar da dificuldade com a letra da melodia, ele se identifica com os sons. Kaspar Hauser tinha mais afinidades com animais e crianças.
As autoridades continuaram a investigação para saber mais sobre Kaspar Hauser, mas os gastos para mantê-lo longe da sociedade estavam altos e, então, decidiram enviá-lo para um circo.
Nesse novo momento, o filme apresenta as agruras e humilhações pelas quais passou Kaspar Hauser durante o tempo que esteve no circo. Ele é apresentado em espetáculos como uma aberração junto com outros indivíduos que também são especiais, cada um de uma forma diferente. Todos conseguem fugir do circo, correndo das pessoas que querem caçá-los. Kasper Hauser se esconde em uma cabana e é encontrado por um professor.
Após esse primeiro encontro com o professor Daumer, passam-se dois anos e Kaspar Hauser aparece como filho adotivo do professor. A cena mostra o professor e Kaspar Hauser assistindo a um jovem cego, Florian, tocar piano. Kaspar chora de emoção, pois a música o sensibiliza. Kaspar Hauser se sente envelhecido e cansado de tentar aprender coisas que para ele são difíceis e muitas vezes, sem sentido. O professor o consola e tenta reanimá-lo dando como exemplo o jovem Florian, que apesar de cego e de ter perdido toda a família em um acidente, não desanimou e toca piano o dia todo.
Após esse episódio, o filme passa a outro momento e Kaspar Hauser aparece tomando chá com os padres. Os religiosos estão interessados em saber o quanto o rapaz conhece de Deus. Kaspar Hauser os surpreende dizendo que não consegue imaginar que Deus tivesse criado tudo o que existe no mundo a partir do nada. Os padres tentam convencê-lo a crer através da fé e mais uma vez Karpar Hauser, em sua simplicidade e inocência, esclarece com muito bom senso, que precisará melhorar sua leitura e sua escrita para, posteriormente, compreender o restante.
Em todos os momentos do filme em que Kaspar Hauser é confrontado por alguém, ele se mostra muito mais sensato e lógico do que os homens educados.
Quando Kaspar Hauser é convidado para sua primeira festa, mais uma vez se torna uma atração para os convidados. Kaspar é informado que o lorde que o convidou tem a intenção de adotá-lo e levá-lo para a Inglaterra. Porém, Kaspar Hauser não consegue causar uma boa impressão ao lorde e não se sente bem no ambiente festivo.
Em outro momento importante da trama, Kaspar Hauser sofre um atentado. Sua fama começa a incomodar algumas pessoas. Durante o atentado, Kaspar não se defende e nem pede ajuda. Machucado, procura um local escuro para se esconder, como se quisesse retornar ao seu tempo de cativeiro, quando não era atormentado pelos homens. Mais uma vez, Kaspar Hauser é auxiliado pelo professor Daumer, que o leva para casa e cuida para que ele se recupere. Kaspar Hauser tem delírios onde se encontra com a morte.
Pouco tempo depois, Kasper Hauser sofre um segundo atentado. Mesmo machucado, procura pelo professor Daumer e conta o que se passou. No local do episódio, o professor encontra um saco com um bilhete que sugeria o motivo pelo qual Kaspar Hauser havia sido atacado e fica subentendido que o atacante poderia ser seu pai. A verdade sobre a origem de Kaspar Hauser fica para sempre em segredo.
Kaspar Hauser morre rodeado por aqueles que lhe foram mais próximos durante sua curta trajetória de vida em sociedade. Após sua morte, ele é levado para autópsia, cujo relatório aponta uma anormalidade no cerebelo que afetou seu desenvolvimento intelectual, acreditando as autoridades que haviam encontrado as respostas a todas as questões pendentes em torno desse homem diferente, Kaspar Hauser.
Essa obra do diretor Herzog é repleta de simbolismos. Podemos estudar as experiências vividas por Kaspar Hauser pela ótica tanto das ciências médicas como das sociais. A importância do aprendizado da linguagem para o bom relacionamento interpessoal é o fator que mais chama a atenção. Kaspar Hauser menciona em uma de suas falas:
- Tenho que aprender a ler e a escrever para depois poder compreender.
Conhecer o mundo pela linguagem, por signos linguísticos, parece não ser suficiente para Kaspar Hauser. Vygotsky insiste que o pensamento e a linguagem se originam independentemente, fundindo-se mais tarde no tipo de linguagem interna que constitui a maior parte do pensamento maduro. (Saboya, 2001 – p.5)

Kaspar Hauser não passou por um processo de socialização, onde exercitaria a compreensão através da prática social, não consegue atribuir significado às coisas, mesmo tendo adquirido a linguagem. Assim, analisando o caso de Kaspar Hauser, somos levados a pensar que não apenas o sistema perceptual, mas as estruturas mentais e a própria linguagem são resultantes da prática social, ou seja, as práticas culturais "modelam" a percepção da realidade e o conhecimento por parte do sujeito. (Saboya, 2001 – p. 6)

(RESUMO RETIRADO DA INTERNET)



2 - ATIVIDADE PÁGINA -41


Ao longo desta unidade, promovemos reflexões em torno do fazer pedagógico e sua relação com o currículo, sob diversas perspectivas. Retomando as reflexões teóricas sobre a atividade educativa na atualidade, influenciada pelos impactos das tecnologias digitais, bem como as considerações de Libâneo aqui abordadas sobre a pedagogia como forma de humanização das pessoas, considere:
1. Discuta com um grupo de colegas as implicações dessas ideias para o seu componente curri­cular.
2. A partir das discussões com seu grupo, reflitam em conjunto sobre a metáfora da árvore e o fazer pedagógico. Procurem identificar algumas práticas (recorrentes) dentro de seu componente. No contexto das folhas, abordem as técnicas mais usadas e articulem-nas às práticas, às ideias, pensamentos e valores que as norteiam, ou seja, ligando-as à raiz (filosofia educacional) e ao tronco (pedagogia).
3. Por fim, discutam qual é a relação do que foi levantado com a formação humana integral dos estudantes.







REGISTRO FOTOGRÁFICO

















ATIVIDADES




PACTO PARA O FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
2ª ETAPA
10/12/14 – Esc. E.E.F.M. Compositor Luis Ramalho
SEGUNDA ETAPA: CADERNO IV – LINGUAGEM
Cursistas : Profº  Armando – Fátima – Edna – Shirley - Paulo


GRUPO III


REFLEXÃO E AÇÃO

O homem por natureza é um ser social que precisa, tanto do ponto de vista social como biológico, está inserido dentro de um grupo e vivendo em sociedade, são condições de sobrevivência da espécie humana. É interessante notarmos que o homem é um ser social por natureza, sendo, que isso só se torna real quando esse está vivendo em sociedade.

Ao observar e tentar analisar o filme Enigma de Kaspar Hauser, de Vospar Hanser, podemos perceber que as relações entre linguagem e construção da realidade são praticamente inexistentes devido a ausência de convivo social. Kaspar Hauser não passou por um processo de socialização, onde exercitaria a compreensão através da prática social, não consegue atribuir significado às coisas, mesmo tendo com o tempo  adquirido a linguagem. Assim, analisando o caso, somos levados a pensar que não apenas o sistema perceptual, mas as estruturas mentais e a própria linguagem são resultantes da prática social, ou seja, as práticas culturais "modelam" a percepção da realidade e o conhecimento por parte do sujeito.



O filme tem um enredo dramático, que se justifica pelo levantamento das consideração a ideia de que o filme é uma construção sobre a realidade que articula palavra, som ,imagem, movimento, se tornando, portanto, uma maneira de compreender comportamentos, visões de mundo, valores, identidades, ideologias de uma sociedade, etc. Este filme reflete e ilustra um movimento, a principio, pitoresco: a possível existência de um homem sem sociabilidade, sem nenhum contato social, para que a partir dessa problemática, chegássemos ao debate de questões sociológicas.

Esse Filme tem como finalidade mostrar o comportamento psicológico e social do indivíduo, que por sua vez ficou preso toda sua vida numa masmorra de isolamento social, trazendo-lhe consequências graves de integração social. O impacto do isolamento por anos termina por afetar fortemente a formação desse individuo, que jamais poderia ser um ser normal dentro dos limites empregados pela sociedade, que nem o compreendia como ser humano.



SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA
EEEFM COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO/ SISMÉDIO 2014

GRUPO: 01 – Marquidove; Janaína, Alda e Maria José Tavares

ETAPA II – CADERNO IV – LINGUAGENS

ATIVIDADE COLETIVA- Reflexão e Ação – página 14

            No “Enigma de Kaspar Hauser” foram observados algumas relações entre a linguagem e a construção da sociedade, a saber que o grande problema de Kaspar Hauser está atrelado ao cativeiro, uma vez que seu estado de solidão e total privação de convívio social fez com que não tivesse acesso a conhecimentos linguísticos que é essencial para o crescimento intelectual  de um ser.
            Com toda essa problemática ele consegue após a saída do cativeiro, aprender a andar a reproduzir seu nome, pronunciar palavras com  o auxílio do espelho, aprender música e encanta-se com a melodia do piano. Ao jovem Kaspar Hauser foi imposto a priori a repetição de sons, de objetos e traquejo social. Momentos mais tarde, em discussão com religiosos foi imposto a acreditar em que Deus criara tudo do nada. Porém, o mesmo munido de inocência retrucou aos religiosos que era necessário melhorar a sua prática de leitura e escrita, para poder compreender melhor o mundo. Quanto a reprodução isso os habilitava nas mudanças sociais, quanto ao comer, andar e ouvir música, mas se sentia cansado de aprender coisas que para ele era difícil. Isto nos faz crer que o quanto a linguagem e a cultura representa para o desenvolvimento psicológico do indivíduo, e quando privado destas as consequências são danosas, pois a linguagem nos oferece um leque de opções e mudanças e reescreve a história de nossas vidas.
           
ATIVIDADE COLETIVA- Reflexão e Ação – página 41

1-         Fizemos uma reflexão sobre a temática, trabalho, cultura, ciência e tecnologia, procurando evidenciar as inter-relações que mantêm entre todos esses fenômenos sociais para o desenvolvimento curricular, buscando expandir a compreensão dos estudantes nas relações humanas, em especial na relação de trabalho, articulando com a cultura contemporânea.
A linguagem cumpre um papel ideológico, muitas vezes encobrindo a realidade em que vive o sujeito em  especial no mundo do trabalho. Não podemos desvincular o fazer pedagógico ao momento político, econômico e socioculturais pós-moderno em vivemos. Libâneo2010) os ressalta alguns pontos, entre eles que “os educadores devem ajudar os estudantes a construírem seus próprios quadros valorativos a partir do contexto de suas próprias culturas, não havendo valores com sentido universal. Os valores a serem cultivados dentro de grupos particulares são a diversidade, a tolerância, a liberdade, a criatividade, as emoções, a intuição”.(LIBÂNEO, 2010, p.27-28).

2 -        Exposição oral, pesquisar em jornal ou impressos, atividade em grupos, em pares, escrita colaborativa, tais práticas tem que ser sustentadas pelo tronco que corresponde a pedagogia, que por sua vez é fixada pela raiz que representa a história/filosofia da educação. A prática, a pedagogia e a filosofia da educação tem que estar interligadas e interagindo como uma árvore, em todo o seu contexto.

3 – Que para o desenvolvimento humano integral dos estudantes as formas avaliativas ou de avaliação seja elas somativa, diagnóstica, sondagem ou formativa, não ocorre de forma isolada mas sim, como uma atividade complexa, refletindo sobre o que fazemos, como fazemos, e do para que fazemos, da forma como fazemos. Não existe métodos perfeitos, mas as nossas escolhas pode ter na vida dos estudantes impactos na sua vida social, cultural e em todo o contexto educacional.



            SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E CULTURA DO ESTADO DA PARAÍBA
ESCOLA ESTADUAL COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO-PACTO
ORIENTADORA: PROFESSORA ANA BETÂNIA
CADERNO IV

GRUPO II: Diego Soares de Souza, Mônica Maria F. de S. Nascimento, Maecelle Marques da Silva, Shirley Emanuele do Nascimento Silva .


ATIVIDADE DA PÁGINA 14

            Embora pareça ser baseado em fatos fictícios, o filme O enigma de Kaspar Hauser (Jeder für sich und Gott gegen alle, Werner Herzog, 1974) relata uma história verídica ocorrida na Alemanha do século XIX: a aparição de um estranho jovem que não compreendia as regras e códigos de relações sociais. A que tudo indica, o jovem nomeado como Kaspar Hauser passou os primeiros anos de sua vida preso em uma masmorra, sem ter nenhuma espécie de contato social. Ele teve sua nutrição carente que refletiu em seu aspecto frágil subdesenvolvido. Contudo, o fato impressionante nesta história não se resume às capacidades físicas, mas sim à desenvoltura social, e esse é o motivo de nossa reflexão.
            O filósofo grego Aristóteles dizia que o homem é um ser político por natureza. Fora da vida em sociedade ou ele seria uma espécie de Deus ou de idiota. O caso de Kaspar Hauser representa essa última hipótese e comprova a tese do peripatético. O jovem alemão, longe de ser um Deus, era, em vista dos padrões sociais da época, um tremendo idiota: não falava, não expressava sentimentos e não interagia socialmente. Parafraseando outro filósofo, o inglês John Locke, a vida social do rapaz era uma espécie de quadro em branco, no qual inexistia o mais elementar dos sentimentos, tal como o afeto familiar.
            No segundo momento do filme,   temos a desmistificação dessa tese, onde o jovem é adotado e passa por um processo pedagógico rigoroso. Quase como um objeto de estudo científico, o mesmo passa a ser educado nas mais diversas áreas do saber, desde as práticas, como a jardinagem, até mais abstratas como a filosofia, lógica e teologia. O jovem, que até então não sabia o mínimo dos códigos linguisticos, desenvolve as aptidões necessárias para a vida em sociedade.
Kaspar Hauser, mesmo após o processo de letramento e de formação, ainda não compreendia alguns temas, seja porque fossem, incompreensíveis como Deus, natureza humana, sentimentos – embora a vida cultural nos diga que são simples; até regras próprias da etiqueta e da moral. Assim, aquele jovem que fora formado tardiamente, se via depressivo e nostálgico de um estado natural, no qual não havia preocupações, mas sim, contemplação das coisas em sua simplicidade.
Diante desta situação deparamo-nos com uma pergunta: até que ponto as linguagens e seus códigos são eficazes como elementos de formação e sociabilidade humana? Poderíamos utilizar o exemplo do filme e transportá-lo para a sala de aula, afim de nos levar a um questionamento sobre a validade e eficácia dos códigos. Será que de fato nossa linguagem cumpre seu papel? Será que consegue comunicar efetivamente todos os significados dos fatos sociais e dos fenômenos que percebemos? Ou também, há uma linguagem ou linguagens?
Sendo assim, fazendo uma ligação entre o relato do filme e o cotidiano escolar, percebemos que se faz necessário fazermos algumas reflexões a cerca do tema abordado, pois os mesmos apontam para o paradigma de uma educação plural e integral do indivíduo.



ATIVIDADE PÁGINA 41 -CADERNO IV LINGUAGENS
            A metáfora da árvore nos mostra que as raízes representam a fundamentação teórica estudada, o tronco simboliza a pesquisa, o método utilizado, os galhos e as folhas são as atividades desenvolvidas e os frutos representam os registros reflexivos.
            A questão do fazer pedagógico tem sido bastante discutida, porém uma educação de qualidade está diretamente condicionada ao fato do professor compreender que o seu fazer pedagógico é também determinante para desenvolver o intelecto dos alunos e por via de consequências as dimensões sociais.
            Porém, para fazer essa relação do professor pedagógico com o processo de ensino e aprendizagem, é necessário falar sobre as práticas educacionais, uma vez que o professor poderá organizar uma ação adequada para as reais necessidades dos alunos.
            O saber não chega sem a procura, e os docentes precisam se conscientizar de que o fazer pedagógico só tem eficiência quando mudamos nossa prática educativa buscando atender às necessidades reais e urgentes dos nossos alunos. Segundo Tardif (2002, p. 118), “ao entrar em sala de aula, o professor penetra em um ambiente de trabalho construído de interação humana.”
             Um dos grandes desafios dos educadores é penetrar no mundo real dos alunos, e isso acontece quando estes acreditam no trabalho que os mesmos realizam na co-autoria de seus fazeres.
             O fazer pedagógico de qualidade protocola os alunos, eleva sua auto-estima, fazendo o próprio educando confiar em suas potencialidades e apesar de muitos virem de uma realidade social cruel, somente através do trabalho desenvolvido pelo professor conseguem acreditar que é possível mudar sua qualidade de vida.
              A escola é um ambiente muito diversificado, onde as práticas variam de acordo com os professores que as realizam. Porém, em qualquer prática executada deve-se haver um planejamento, pois este possibilitará ao docente expor de maneira mais clara e eficiente os conteúdos ministrados para seus alunos.
              Atualmente, existe a utilização da tecnologia como prática pedagógica, porém ainda muitos docentes encontram dificuldades na sua utilização pelo fato de manterem enraizadas as características do ensino tradicional, e não saberem ajustar satisfatoriamente esse recurso a sua prática pedagógica.
               Devemos contextualizar a realidade atual com as realidades vivenciadas pelos alunos, para que percebam o seu cotidiano mais próximo do ambiente escolar em que estão inseridos.
               O ensinamento que na sua prática busca a melhoria social e intelectual dos seus alunos, acreditam que os mesmos são capazes de reescrever sua própria história.




E.E.E.F.M. COMPOSITOR LUIS RAMALHO
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
ALUNAS: ADEILMA BASTOS; LILIANE ALVES; JOANA D'ARC E RITA DE CÁSSIA
PROFESSORA FORMADORA: ANA BETANIA DO NASCIMENTO


GRUPO IV



                                               ATIVIDADE DO CADERNO IV - PÁGINA 14


  1. ATIVIDADE SOBRE O FILME

            Kaspar Hauser é um homem que se apresenta alheio às questões da sociedade; inclusive, descobre-se, a partir de uma autópsia, que durante a vida, parte de seus problemas relacionava-se a um “ defeito” no cerebelo. Daí pergunta-se, será que o defeito no cerebelo tem a ver com a sua ausência de contato e formas de desenvolvimento da linguagem?
            A personagem é representada como alguém que não compreende certos mecanismos e formalizações semânticas, pois foi desde cedo ceifado do contato social e do aprendizado em comunidade.
            O filme nos mostra diversas fases da vida de Kaspar Hauser, contudo o que percebemos durante a assistência e reflexão acerca do longa é que nas várias fases se sua existência a personagem em questão vai encontrar desafios e obstáculos relacionados à linguagem, pois o nosso modelo social está centrado na palavra e em diversos códigos que quem não os domina está fadado à exclusão, chegando a ser comparado como anormal, para isto o filme nos proporciona a passagem do circo, em que todos aqueles que não estão inseridos no paradigma hegemônico é considerado exótico e sua função na sociedade se resume a ilações extra-cotidianas.

             Podemos concluir com esse filme que a linguagem é fundamental na vida do ser humano e que a imposição de um padrão hegemônico de linguagem (a escrita) ainda exclui, porém não é só a escrita; a linguagem verbal também se torna hegemônica, quando temos um país com histórico de exclusão, e que exclui sistematicamente as pessoas que não se encaixam nesse padrão. O estado brasileiro não se constrange em violar sistematicamente os direitos humanos e caminhar lentamente em busca de reparar esses danos sociais.



E.E.E.F.M. COMPOSITOR LUIS RAMALHO
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
ALUNAS: ADEILMA BASTOS; LILIANE ALVES; JOANA D'ARC E RITA DE CÁSSIA
PROFESSORA FORMADORA: ANA BETANIA DO NASCIMENTO





                                               ATIVIDADE DO CADERNO IV - PÁGINA 41


            A linguagem é um fenômeno social que acompanha a humanidade desde as épocas mais remotas. A sua origem ainda é um enigma para os estudiosos mas mais diversas áreas. Contudo, sabe-se da importância desse fenômeno para o salto qualitativo da evolução do homem. A partir da linguagem, complexificou-se as relações sociais.
            Sabemos também que a linguagem faz parte das práticas e das interações sociais e das representações de mundo a qual a esta nos dar suporte para a compreensão e tomadas de decisões.
            A linguagem desde a sua origem que se manifesta no sentido de evoluir, porém é perceptível que na era digital o fator comunicação e linguagem deu um salto nunca antes imaginado na história da humanidade.
            Nesse sentido, percebemos que no nosso componente curricular a linguagem, sobretudo a da internet, vem ganhando cada vez mais significado na nossa relação com o ensino- aprendizagem. A metáfora da árvore nos remete aos nosso conhecimentos pedagógicos. Imaginar as partes daquela árvore nos remete ao nosso trabalho pedagógico em que teremos​/temos uma base- abordagem filosófica a nos ancorar é dela que sairá o que queremos explorar; ela nos sustenta, assim como as raízes de uma árvore a embasar o ensino-aprendizagem. Por outro lado o tronco da árvore assemelha-se ao método, pois é ele que liga a raiz ao objetivo final que é a experiência pedagógica, é o que liga o invisível (raiz-abordagem) ao visível (folhas-prática). Por fim, as folhas são o nosso resultado final, é a nossa técnica, a nossa prática cotidiana e que mostra de forma explícita o fazer pedagógico. No caso da linguagem, se coloca como algo que se percebe como essa interação, reflexão, ação com o mundo e seus significados.
            Nesse sentido, o nosso componente busca abordar a linguagem a partir do âmbito das artes, da língua portuguesa, fazendo com que o educando compeenda o mundo de uma forma crítica e subjetiva; é importante perceber também que as formas de abordagem podem ser as mais diversas, como a partir da crítica marxista e o formalismo russo até mesmo de leituras mais pós modernas e semióticas; o mais importante é garantir o pluralismo de abordagens e pedagógicos e apresentar ao nosso educando diversas formas de ler- interpretar o mundo.
            A compreensão e apropriação da linguagem, dos seus significados e seus significantes são o objetivo final de uma educação libertadora, emancipadora, crítica e desalienante dos nossos educandos.