SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA
ESCOLA ESTADUAL COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
SISMÉDIO/PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
ORIENTADORA : ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO
GRUPO DA TERÇA-FEIRA
REVISÃO DO CADERNO II
O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO
PAUTA DE TRABALHO
1 - OBJETIVO : Refletir sobre o que mudou após o estudo do tem do Caderno II
2- MATERIAL UTILIZADO:
- CADERNO II - O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO
- Poema para reflexão : Nunca é tarde / Estudante ; de Maria das Graças Barbosa da Silva Uauá
3 - ATIVIDADES:
- O que mudou ,na escola ,depois do estudo do tema do Caderno II : O jovem como sujeito do Ensino Médio?
- Qual a contribuição que este conhecimento trouxe para a realidade escolar?
- Reflexão sobre o poema Nunca é tarde / Estudante ;de Maria das Graças Barbosa da Silva Uauá , levando em consideração o tema do Caderno II e nova visão que ele propicia sobre as "juventudes" na escola.
- Reflexão sobre o poema Nunca é tarde / Estudante ;de Maria das Graças Barbosa da Silva Uauá , levando em consideração o tema do Caderno II e nova visão que ele propicia sobre as "juventudes" na escola.
Nunca é tarde
Estudante
Um dia ao amanhecer
Bateu em minha porta
Alguém a me convencer
Com uma bela proposta.
Bateu em minha porta
Alguém a me convencer
Com uma bela proposta.
Assim que a ouvi
Logo lhe respondi
Que seria tudo de bom.
Seria uma porta a se abrir
Para a realização de um sonho.
Eu não poderia desistir.
Logo lhe respondi
Que seria tudo de bom.
Seria uma porta a se abrir
Para a realização de um sonho.
Eu não poderia desistir.
À volta à sala de aula
Senti uma grande emoção
Dessa vez não teria falha
Nada escaparia de minhas mãos.
Senti uma grande emoção
Dessa vez não teria falha
Nada escaparia de minhas mãos.
Hoje me sinto realizada
Amanhã, quem sabe, importante
No futuro serei talvez,
Não aquela pessoa de antes.
Amanhã, quem sabe, importante
No futuro serei talvez,
Não aquela pessoa de antes.
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CULTURA
DO ESTADO DA PARAÍBA
ESCOLA ESTADUAL COMPOSITOR LUÍS
RAMALHO
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO
MÉDIO-PACTO
ORIENTADORA: PROFESSORA ANA BETÂNIA
DO NASCIMENTO
GRUPO DA QUINTA-FEIRA
COMPARTILHANDO CONHECIMENTO
Caderno II
O
Jovem como sujeito do Ensino Médio
Nas
últimas décadas com o avanço da migração populacional para os
grandes centros, a falta de investimento sistemático no campo e o
aumento da violência como decorrência de tais eventos sociais;
temos a juventude como a principal vítima de todos os transtornos
sociais mais imediatos.
A fase denominada de juventude é extremamente rica em experiências
e em descobertas, porém ainda é vista por parte da sociedade
brasileira como um projeto ainda não realizado, isto é, os jovens,
numa visão mais conservadora, são tidos como pré-adultos, que não
precisam de atenção especial, a não ser formá-los para o mercado
de trabalho e para a vida adulta.
Novos
estudos acerca da juventude sugerem que não pensemos em termo de
juventude como um bloco monolítico, única, fechada em si, mas que
seja pensada a juventude no plural, ou seja, juventudes seria o termo
mais adequado, temos especificidades e pluralidades no pensamento
juvenil, embora seja uma fase que está presente em todas as culturas
e extratos sociais. Contudo, e necessário pensar na realidade dos
jovens brasileiros de maneira mais acurada.
Um
elemento principal para pensarmos a nossa juventude está no critério
relacionado à violência. Recentemente, no ano de 2013, o governo
federal elaborou uma pesquisa cujo título é Mapas
da Violência- Homicídios e juventudes no Brasil,
(2013) a qual foi percebida que em todos os critérios avaliados
(homicídios, suicídios, drogas, acidentes de trânsito, etc.) houve
o aumento da violência, sobretudo contra a população da periferia
que na sua maioria são negros; esse mapa levou o governo a criar um
programa chamado Juventude
Viva
o qual visa a elaboração e divulgação de uma política pública
voltada ao combate da violência e sobretudo para a busca de uma
cultura de paz que mantenha a juventude viva e ativa para as suas
conquistas enquanto indivíduos dotados de uma realidade específica
e com particularidades próprias da fase a qual estão inseridos.
Diante
do exposto, urge o entendimento da educação como um espaço
propício para o debate acerca da necessidade de se repensar o jovem
inserido no contexto do Ensino Médio; como esse sujeito voltado e
dotado para uma prática educativa inovadora, pró-ativa aos quais
eles e elas sejam capacitados ao protagonismo juvenil, temas tão
debatidos pelos estudiosos da atualidade.
Percebemos
que a educação básica, principalmente no nível médio é uma fase
de bastantes descobertas e conhecimentos inovadores, que se bem
trabalhados, de forma colaborativa e reflexiva, serão levados para
toda a vida do educando. Nesse sentido deve-se compreender a educação
como construtiva e dotada de significação e valores para os jovens
inseridos no contexto educacional.
As
políticas públicas voltadas para o Ensino Médio vêm avançando no
país; decerto que temos muito que fazer para o verdadeiro
comprometimento social, passando desde as instâncias governamentais
em termos de melhorias salariais para os professores, pois ainda
somos a profissão que envolve o nível superior mais mal remunerada
até os relacionamentos interpessoais nas escolas entre todos os
segmentos envolvidos no processo ensino-aprendizagem.
Por
fim, devemos ter os jovens como o centro da ação educacional,
trazendo a sua realidade como conhecimento que deva ser partilhado
entre todos, ou seja, a valorização de suas experiências, aprender
a observar as subculturas jovens (não como algo inferior, mas como
parte de arcabouço cultural maior), e, sobretudo aprender a
respeitá-las, uma vez que o jovem não é nem “uma criança
recém-deixada de ser” e nem é um miniadulto, mas o jovem e a
juventude devem ser tratados nas suas especificidades e necessidades,
posto que essa é uma fase como outra qualquer da vida e ainda a mais
desassistida em diversos aspectos sob, sobretudo no que toca às
políticas públicas de emprego, educação e cultura.
O
nosso jovem como sujeito do ensino médio deve ser um cidadão
consciente, reflexivo e pró-ativo em relação à sua classe social,
enxergar-se como indivíduos da classe trabalhadora e que certamente
será utilizado na reprodução do capital a partir de sua força de
trabalho e de sua qualificação, cabe aí, a nós educadores, o
papel de zelarmos pelo debate qualificado em sala de aula para a
construção de subjetividades mais críticas, conscientes de si e
para si dentro da dura lógica do capital e do imperialismo
globalizante.
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO
DA PARAÍBA
EEEFM COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
“FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO
ENSINO MÉDIO
(Pacto pelo Fortalecimento do
Ensino Médio)”
ORIENTADORA:
PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO
Estudo
do CADERNOII: OJOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO;
GRUPO DA SEGUNDA-FEIRA
EQUIPE:
ALDA CLÁUDIA, RITA DE CÁSSIA, MARIA JOSÉ TAVARES, JANAINA, MARQUIDOVE,
MARCELLE.
Não é impossível
lidar, com os jovens principalmente os jovens dos nossos dias, é preciso termos
visão muito além da nossa.
Nos dias de
hoje, os jovens ocupam um espaço maior na sociedade construindo suas
diversidades e identidades culturais.
As instituições
educativas hoje, dão oportunidade dos jovens a reconhecer
seus valores com os quais nos relacionámos no cotidiano em nossas escolas, e
com eles adquirimos experiências inovadoras, principalmente na questão das
novas tecnologias.
Temos que nos
adaptarmos, por exemplo,num estudo dirigido, quando usamos o celular ou o tablet
em sala de aula para pesquisa, eles ficam surpresos, pois não é comum um professor
acompanha- lós nesse meio tecnológico.
Eles nos trazem
desafios para o aprimoramento de nosso ofício de educar: a identidade cultural,
produção de valores e conhecimentos, autoridade respeito, o entendimento do
“ser jovem”.
Os jovens passam
a realizar escolhas conscientes sobre suas trajetórias pessoais, construir os
próprios acervos de valores e conhecimentos não mais impostos como heranças
familiares ou institucionais.
Aplicamos
pesquisas associadas ao meio do aluno, como a cultura, a ciênciainteragindo com
o trabalho, respeitando o seu individual.
Os
alunos se mostram insatisfeitos com escola, pedem reestruturamento da mesma
principalmente a substituição de alguns professores.É fundamental superar a
nossa tendênciaem achar “o culpado” de um relacionamento problemático. Seria
ilusório acreditar que assim estaríamos enfrentando a complexidade dos desafios
cotidianos. Não podemos esquecer que instituição escolar e os atores que lhe
dão vida
- professores,
alunos, gestores, funcionários, familiares entre outros - são parte integrante
da sociedade e expressam de alguma forma os problemas e desafios sociais mais
amplos.“As novas Diretrizes Curriculares
Nacionaispara o Ensino Médio (BRASIL, 2012), apontam para a centralidade dos
jovens estudantes como sujeitos do processo educativo” (pág.7).Se nos
apegarmos a “modelos” negativos socialmenteconstruídos, correremos o risco de
produzirmos imagens em negativo de nossos jovens.
Este é o caminho
que leva à construção de uma educação pelo “caminho da falta”. Ou seja,
enfatizar os aspectos negativos e as peças idealizadasque faltariam para compor
o nosso tipo ideal de jovem.“As manifestações culturais juvenis, notadamente as que se
fazem notar pelas mídiaseletrônicas, podem e devem ser utilizadas
comoferramentas que facilitem a interlocução e o diálogo entre os jovens,
profissionais da educação e a escola, contribuindo assim para o desenvolvimento
de práticas pedagógicas inovadoras em comunidades de aprendizagens superadoras
dastradicionais hierarquias de práticas e saberes ainda tão presentes nas instituições
escolares (CARRANO; DAMASCENO; TAKAKGI, 2013”(pág. 27)










