quinta-feira, 10 de julho de 2014

SISMÉDIO - SEMANA DE 07 A 10 DE JULHO DE 2014

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA
ESCOLA ESTADUAL COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
SISMÉDIO/PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
ORIENTADORA : ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO

GRUPO DA TERÇA-FEIRA

REVISÃO DO CADERNO II



O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO



PAUTA DE TRABALHO




1 - OBJETIVO :  Refletir sobre o que mudou após o estudo do tem do Caderno II


2-  MATERIAL UTILIZADO:


- CADERNO II - O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO

- Poema para reflexão : Nunca é tarde / Estudante ; de Maria das Graças Barbosa da Silva Uauá


3 - ATIVIDADES:

- O que mudou ,na escola ,depois do estudo do tema do Caderno II : O jovem como sujeito do Ensino Médio?

- Qual a contribuição que este conhecimento trouxe para a realidade escolar?

- Reflexão sobre o poema Nunca é tarde / Estudante ;de Maria das Graças Barbosa da Silva Uauá , levando em consideração o tema do Caderno II e nova visão que ele propicia sobre as "juventudes" na escola.






Nunca é tarde

Estudante
Um dia ao amanhecer
Bateu em minha porta
Alguém a me convencer
Com uma bela proposta.
Assim que a ouvi
Logo lhe respondi
Que seria tudo de bom.
Seria uma porta a se abrir
Para a realização de um sonho.
Eu não poderia desistir.
À volta à sala de aula
Senti uma grande emoção
Dessa vez não teria falha
Nada escaparia de minhas mãos.
Hoje me sinto realizada
Amanhã, quem sabe, importante
No futuro serei talvez,
Não aquela pessoa de antes.
Maria das Graças Barbosa da SilvaUauá, BA
















SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO ESTADO DA PARAÍBA
ESCOLA ESTADUAL COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO-PACTO
ORIENTADORA: PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO

GRUPO DA QUINTA-FEIRA
COMPARTILHANDO CONHECIMENTO
Caderno II
O Jovem como sujeito do Ensino Médio
Nas últimas décadas com o avanço da migração populacional para os grandes centros, a falta de investimento sistemático no campo e o aumento da violência como decorrência de tais eventos sociais; temos a juventude como a principal vítima de todos os transtornos sociais mais imediatos.
A fase denominada de juventude é extremamente rica em experiências e em descobertas, porém ainda é vista por parte da sociedade brasileira como um projeto ainda não realizado, isto é, os jovens, numa visão mais conservadora, são tidos como pré-adultos, que não precisam de atenção especial, a não ser formá-los para o mercado de trabalho e para a vida adulta.
Novos estudos acerca da juventude sugerem que não pensemos em termo de juventude como um bloco monolítico, única, fechada em si, mas que seja pensada a juventude no plural, ou seja, juventudes seria o termo mais adequado, temos especificidades e pluralidades no pensamento juvenil, embora seja uma fase que está presente em todas as culturas e extratos sociais. Contudo, e necessário pensar na realidade dos jovens brasileiros de maneira mais acurada.
Um elemento principal para pensarmos a nossa juventude está no critério relacionado à violência. Recentemente, no ano de 2013, o governo federal elaborou uma pesquisa cujo título é Mapas da Violência- Homicídios e juventudes no Brasil, (2013) a qual foi percebida que em todos os critérios avaliados (homicídios, suicídios, drogas, acidentes de trânsito, etc.) houve o aumento da violência, sobretudo contra a população da periferia que na sua maioria são negros; esse mapa levou o governo a criar um programa chamado Juventude Viva o qual visa a elaboração e divulgação de uma política pública voltada ao combate da violência e sobretudo para a busca de uma cultura de paz que mantenha a juventude viva e ativa para as suas conquistas enquanto indivíduos dotados de uma realidade específica e com particularidades próprias da fase a qual estão inseridos.
Diante do exposto, urge o entendimento da educação como um espaço propício para o debate acerca da necessidade de se repensar o jovem inserido no contexto do Ensino Médio; como esse sujeito voltado e dotado para uma prática educativa inovadora, pró-ativa aos quais eles e elas sejam capacitados ao protagonismo juvenil, temas tão debatidos pelos estudiosos da atualidade.
Percebemos que a educação básica, principalmente no nível médio é uma fase de bastantes descobertas e conhecimentos inovadores, que se bem trabalhados, de forma colaborativa e reflexiva, serão levados para toda a vida do educando. Nesse sentido deve-se compreender a educação como construtiva e dotada de significação e valores para os jovens inseridos no contexto educacional.
As políticas públicas voltadas para o Ensino Médio vêm avançando no país; decerto que temos muito que fazer para o verdadeiro comprometimento social, passando desde as instâncias governamentais em termos de melhorias salariais para os professores, pois ainda somos a profissão que envolve o nível superior mais mal remunerada até os relacionamentos interpessoais nas escolas entre todos os segmentos envolvidos no processo ensino-aprendizagem.
Por fim, devemos ter os jovens como o centro da ação educacional, trazendo a sua realidade como conhecimento que deva ser partilhado entre todos, ou seja, a valorização de suas experiências, aprender a observar as subculturas jovens (não como algo inferior, mas como parte de arcabouço cultural maior), e, sobretudo aprender a respeitá-las, uma vez que o jovem não é nem “uma criança recém-deixada de ser” e nem é um miniadulto, mas o jovem e a juventude devem ser tratados nas suas especificidades e necessidades, posto que essa é uma fase como outra qualquer da vida e ainda a mais desassistida em diversos aspectos sob, sobretudo no que toca às políticas públicas de emprego, educação e cultura.

O nosso jovem como sujeito do ensino médio deve ser um cidadão consciente, reflexivo e pró-ativo em relação à sua classe social, enxergar-se como indivíduos da classe trabalhadora e que certamente será utilizado na reprodução do capital a partir de sua força de trabalho e de sua qualificação, cabe aí, a nós educadores, o papel de zelarmos pelo debate qualificado em sala de aula para a construção de subjetividades mais críticas, conscientes de si e para si dentro da dura lógica do capital e do imperialismo globalizante.



SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA
EEEFM COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
“FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
(Pacto pelo Fortalecimento do Ensino Médio)”

ORIENTADORA: PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO

Estudo do CADERNOII: OJOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO;

GRUPO DA SEGUNDA-FEIRA

EQUIPE: ALDA CLÁUDIA, RITA DE CÁSSIA, MARIA JOSÉ TAVARES, JANAINA, MARQUIDOVE, MARCELLE.

Não é impossível lidar, com os jovens principalmente os jovens dos nossos dias, é preciso termos visão muito além da nossa.
Nos dias de hoje, os jovens ocupam um espaço maior na sociedade construindo suas diversidades e identidades culturais.
As instituições educativas hoje, dão oportunidade dos jovens a reconhecer seus valores com os quais nos relacionámos no cotidiano em nossas escolas, e com eles adquirimos experiências inovadoras, principalmente na questão das novas tecnologias.
Temos que nos adaptarmos, por exemplo,num estudo dirigido, quando usamos o celular ou o tablet em sala de aula para pesquisa, eles ficam surpresos, pois não é comum um professor acompanha- lós nesse meio tecnológico.
Eles nos trazem desafios para o aprimoramento de nosso ofício de educar: a identidade cultural, produção de valores e conhecimentos, autoridade respeito, o entendimento do “ser jovem”.
Os jovens passam a realizar escolhas conscientes sobre suas trajetórias pessoais, construir os próprios acervos de valores e conhecimentos não mais impostos como heranças familiares ou institucionais.
Aplicamos pesquisas associadas ao meio do aluno, como a cultura, a ciênciainteragindo com o trabalho, respeitando o seu individual.
Os alunos se mostram insatisfeitos com escola, pedem reestruturamento da mesma principalmente a substituição de alguns professores.É fundamental superar a nossa tendênciaem achar “o culpado” de um relacionamento problemático. Seria ilusório acreditar que assim estaríamos enfrentando a complexidade dos desafios cotidianos. Não podemos esquecer que instituição escolar e os atores que lhe dão vida
- professores, alunos, gestores, funcionários, familiares entre outros - são parte integrante da sociedade e expressam de alguma forma os problemas e desafios sociais mais amplos.“As novas Diretrizes Curriculares Nacionaispara o Ensino Médio (BRASIL, 2012), apontam para a centralidade dos jovens estudantes como sujeitos do processo educativo” (pág.7).Se nos apegarmos a “modelos” negativos socialmenteconstruídos, correremos o risco de produzirmos imagens em negativo de nossos jovens.
Este é o caminho que leva à construção de uma educação pelo “caminho da falta”. Ou seja, enfatizar os aspectos negativos e as peças idealizadasque faltariam para compor o nosso tipo ideal de jovem.“As manifestações culturais juvenis, notadamente as que se fazem notar pelas mídiaseletrônicas, podem e devem ser utilizadas comoferramentas que facilitem a interlocução e o diálogo entre os jovens, profissionais da educação e a escola, contribuindo assim para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras em comunidades de aprendizagens superadoras dastradicionais hierarquias de práticas e saberes ainda tão presentes nas instituições escolares (CARRANO; DAMASCENO; TAKAKGI, 2013”(pág. 27)



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