Este blog tem a finalidade de registrar todas as atividades realizadas na EEEFM COMPOSITOR LUÍS RAMALHO , no Curso de Formação do Ensino Médio/SisMédio , em consonância com o Pacto pelo Fortalecimento do Ensino Médio SisPacto .Nós, professores do Ensino Médio , de forma voluntária , abraçamos esta formação visando à melhoria do processo de ensino-aprendizagem , e uma autorreflexão que nos possibilite a otimização de nossa prática pedagógica .
terça-feira, 10 de junho de 2014
Relatório de Atividades realizadas em turma de 2º ano da E. E. E. F. M. Compositor Luís Ramalho Mônica Maria Ferreira de Souza Nascimento
Relatório de Atividades realizadas em turma de 2º ano da E. E. E. F. M.
Compositor Luís Ramalho
Mônica Maria Ferreira de Souza Nascimento
No dia 13 de maio fora trabalhado em sala de aula, o papel da escola nos
dias atuais e qual a visão do aluno quanto a esta temática. No momento
percebeu-se que muitos dos alunos participantes do circulo de debate não tinham
conhecimento do real papel da escola ou não tinham ainda atentado para esta
questão, contudo o dialogo oportunizou a todos o despertar da consciência para
tal fato.
Em seguida fora discutido a importância da inter-relação professor/aluno
e aluno/aluno de maneira que todos possam construir um ambiente prazeroso, o
qual refletirá no processo ensino-aprendizagem. Este momento fora marcado por
depoimentos interessantes por parte dos alunos, os quais expuseram algumas
experiências vivenciadas por eles em outras escolas. Logo após, se trabalhou
uma dinâmica interativa, onde todos puderam direcionar perguntas uns aos outros
para saber quais os objetivos e expectativas de cada um em relação ao futuro.
A dinâmica proporcionou momentos de descontração e emoção mediante a
exposição dos alunos, dentre eles, a de uma aluna de 16 anos que por necessidade,
trabalha como babá de duas crianças "danadas" no período de
segunda-feira a sexta-feira das 06h00min as 18h00min e no Sábado até as
12h00min, e tendo ela que sair do trabalho direto para a escola. Diante de tal
relato, ficou claro o motivo do sono e do constante mau humor da aluna em sala
de aula, como também, a não entrega das atividades escolar em dia.
Outro ponto discutido foi uso da internet como meio de comunicação
através das redes sociais, e qual o valor/importância destas ferramentas numa
conversação a distancia ou presencial.
Concluído o circulo de debate, fora exposto um vídeo motivacional
mostrando a história de Nike, um rapaz que tinha tudo para ser acomodado devido
suas "limitações", mas não o é. Ao término do vídeo, os alunos
fizeram as devidas considerações acerca do que fora trabalhado durante as duas
aulas, os mesmos avaliaram como uma atividade positiva para a construção do bom
relacionamento no ambiente da sala de aula e de uma escola que conhece a
realidade e necessidades de seus alunos.
Relatório de atividades: Etapa I – Caderno III: Curriculo do Ensino Médio, seus sujeitos e os desafios da formação humana integral.
Formação
de Professores do Ensino Médio
SEE-PB
– E. E. E. F. M. Compositor Luis Ramalho
Professor:
Diego Soares
Disciplina:
Filosofia
Relatório
de atividades: Etapa I – Caderno III: Curriculo do Ensino Médio,
seus sujeitos e os desafios da formação humana integral.
Desenvolvimento
das Atividades
A
primeira atividade fomenta o debate coletivo sobre a temática do
ensino, tecnologia e trabalho, para possibilitar a analise individual
especifica de cada disciplina: a adequação da realidade ao conteúdo
ministrado por cada área de saber. Do debate entre os membros do
quadro, bem como através da consulta do alunado através de
entrevistas, percebemos que os problemas comuns à minha disciplina,
filosofia, são, de certa maneira, comuns a todas as outras. Dentre
esses, a questão do engessamento do ensino surge como principal. A
percepção de que a metodologia tradicional, geralmente empregada,
encontra-se aquém da realidade, e, dessa maneira, não acompanha as
mudanças relacionadas à questão da tecnologia e do trabalho, é
percepção comum. Outro ponto, este mais próximo à realidade da
minha disciplina, é a discordância entre o ser
e o dever
ser
curricular: demanda-se uma educação integral, pautada em valores
humanistas e estéticos, porém, em termos de currículos, vemos as
disciplinas de Humanas limitadas em termo de quantidades de aulas e
recursos.
A
segunda atividade fora trabalhada coletivamente visando à leitura,
compreensão e debate crítico das DCNEM. O fruto de tal atividade
encontra-se anexada ao fim do presente relatório.
As
demais atividades visaram à perspectiva da analise das finalidades
da educação básica. É de se notar o aspecto interdisciplinar de
tais finalidades. Essas exigem a formação física, psicológica e
intelectual do indivíduo. Esses eixos desdobram-se em aspectos
específicos, aprofundando assim os fatores a serem desenvolvidos: a
autonomia intelectual e moral, capacidade e aptidões comunicativas,
capacidade de compreensão lógica e crítica da realidade, formação
e aprimoramento de capacidades físicas e motoras e o desenvolvimento
de conhecimentos gerais das áreas especificas relacionadas ao
universo de cada disciplina.
Sabe-se
que no ambiente escolar a exigência gira em torno do ultimo aspecto,
a saber, das disciplinas especificas. Os demais fatores devem ser
fruto da transversalidade e do exercício da interdisciplinaridade.
Do saber dos livros passados em sala de aula, deve-se emanar
aprendizado atitudinal que possibilite o aprimoramento intelectual e
moral do aluno. Porém, diante de tal exigência, deparamo-nos com um
dilema de cunho ontológico perante aquele de cunho prescritivo. Como
percebemos em debate coletivo sobre as DNCEM, a tensão está
presente na tentativa de adequar o que é com aquilo que deve ser.
É
notório que na atual conjuntura político-social, valores como
direitos humanos e sustentabilidade são sendas das quais não se
podem declinar. Assim, o aspecto prescritivo das DNCEM se faz
compreensíveis e inevitáveis. Contudo, a efetivação de tais
finalidades emperra no status quo da realidade escolar, pois
acreditamos que a execução dessas demanda um processo de
amadurecimento coletivo e democrático; que não seja algo
unilateral, mas que obedeça ao processo dialético de sua
efetivação.
SECRETARIA
DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO ESTADO DA PARAÍBA
ESCOLA
ESTADUAL COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
PACTO
PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO-PACTO
ORIENTADORA:
PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO
Professores
Cursistas: Adeilma Carneiro Bastos, Diego Soares de Souza, Armando da
Silva Santiago, Pedro Jali Nobrega de Souza, Gerson Macena Duarte,
Monica Maria F. de S. Nascimento, Joana D’arc de Melo Pequeno,
Hildênia Onias de Sousa e Liliane Alves de Sousa.
COMPARTILHANDO
CONHECIMENTO
Caderno
III – Relatório de Debate acerca da Resolução Nº 2, de 30 de
janeiro de 2012 – Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino
Médio
Após a leitura do documento, reflexão e
debate em grupo chegamos às seguintes proposições:
- O texto traz para discussão temas da atualidade. É bem elaborado, mas infelizmente não vem sendo vivenciado de forma integral nas escolas de Ensino Médio por vários fatores;
- A Diretriz realmente orienta, sendo complementado por outros documentos como os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) que nos oferecem opções de ações norteadoras;
- O documente se refere ao ideal, mas a realidade vivenciada nas escolas não colaboram para efetivação das ações propostas;
- Não temos em nossa escola condições materiais e físicas que possibilitem ações pedagógicas que efetivem o que está escrito nas Diretrizes;
- Infelizmente as Diretrizes partem de cima para baixo, quando na verdade deveriam ter sido elaboradas nas escolas, pelas comunidades escolares em situação mais democrática;
- A sensação que deixa aos educadores é que eles são a “base da pirâmide” e são os culpados pelos fracassos da educação nacional;
- Muitos profissionais têm dificuldade para aceitar as mudanças;
- Professores dispõe que faltam condições para a melhorias das atividades escolares, tendo em vista a falta de condições oferecidas pelas instituições escolares;
- Não há um verdadeiro princípio democrático dentro das escolas, no sentido que muitas decisões já chegam prontas e não são discutidas pela maioria;
- Entra a educação ideal e a real existe ainda um abismo que deve ser superado;
- A postura do professor é de enfrentamento às dificuldades, esforçando-se ao máximo para superá-las, proporcionando ao educando seu desenvolvimento pleno e de forma integral.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
- Professora Marcelle Marques da Silva.
A
- registrar as conclusões a que você chegou sobre as relações
existentes entre o que você ensina e o mundo do trabalho, da
ciência, da tecnologia e da cultura e publicá-las nas redes de
contato (página 17).
As
relações entre educação e o mundo do trabalho são hoje bastante
complexas. Quando a educação é entendida como troca de diálogo
entre e inter gerações, garante que homens e mulheres retransmitam
esses conhecimentos uns aos outros e com a constituição da escola,
espaço destinado à transmissão de saberes, ficam estabelecidas
possibilidades de vinculação entre a educação escolar e o mundo
do trabalho.
Ao
longo de sua história, a escola tem assumido diferentes papéis, em
relação ao mundo do trabalho, desde ser uma simples fornecedora de
mão-de-obra adestrada a se tornar um espaço destinado à educação
integral, ou, ainda, atendendo à montagem de um sistema dual de
formação: o ensino profissionalizante aos menos favorecidos e o
propedêutico às elites.
Para
Paulo Freire, se a escola por si só não é capaz de transformar a
situação social, não haverá transformação social sem a escola.
Sendo
assim, como educadora, procuro ao ministrar os conteúdos de
matemática, explicitar aos meus alunos a aplicação de cada um
deles no cotidiano o qual estes estão inseridos, dando ênfase aos
mesmos o quanto eles vão utiliza-los futuramente no trabalho que for
escolhido, na importância destes para o desenvolvimento de toda a
comunidade na qual se insere a escola, e que não estamos estudando
esses conteúdos apenas com o intuito de adquirir conhecimento para
fazer uma prova e ingressar no ensino superior.
Fazemos
parte de um contexto social em constante movimento e mutação, sendo
assim, a educação precisa sofrer transformações cada vez mais
rápidas, uma vez que a escola é um elemento de desenvolvimento
social, estimulada pela incorporação de novos conhecimentos, sejam
eles científicos ou tecnológicos. Dessa forma, a atual sociedade,
marcada pela revolução tecnológica, vem exigindo da escola que
esta possa criar oportunidades para a formação de competências
básicas, tanto no exercício da cidadania como no desempenho de
atividades profissionais.
Um
dos principais enfoques previsto para o ensino médio é o de
preparar o aluno para a vida, de forma que, a partir dos
conhecimentos que ele construa, consiga relacioná-los com o contexto
científico-tecnológico e social no qual está inserido. Contudo,
surgem questionamentos como: Será que a forma como o ensino das
várias disciplinas vem sendo apresentados, faz com que os alunos se
preparem como cidadãos críticos de seu contexto social?
É
necessário ultrapassar a meta de uma aprendizagem apenas de
conceitos e teorias, relacionadas com conteúdos abstratos e neutros,
para um ensino mais cultural que proporcione uma melhor compreensão,
apreciação e aplicação da ciência e da tecnologia, levando-se em
conta as questões sociais e, entendendo, que tanto a ciência,
quanto a tecnologia são resultados e que, portanto, estarão sempre
presentes na nossa vida.
Sendo
assim, vejo a necessidade de inserir com mais frequência o uso da
tecnologia nas minhas aulas, tornando possível verificar a aplicação
dos conteúdos nas tarefas práticas do cotidiano do aluno,
procurando mostrar aos mesmos a relação que existe entre ciência,
tecnologia e sociedade.
Texto de sensibilização utilizado nos encontros
MA
ESCOLA EM CRISE
Havia
uma certa escola apelidada de Escola dos Pesadelos. Trabalhar e
estudar nela era um verdadeiro martírio. Os alunos viviam agitados,
não se respeitavam, freqüentemente se agrediam. No semestre
anterior, um aluno havia ferido outro,deixando-o paraplégico com uma
bala na coluna.
Muitos
professores estavam ansiosos, deprimidos, amedrontados devido ao
clima da escola. Os alunos viviam alienados, ansiosos e irritados.
Para muitos, o último lugar em que queriam estar era dentro da
sala de aula. Raramente alguém tinha interesse em aprender.
Estudar,
assimilar o conhecimento, fazer provas era uma chatice
insuportável.Os conflitos eram tão graves que diariamente se
chamava o policiamento.A escola deixou de ser um canteiro de paz e
se converteu num canteiro de medo.Nada parecia mudar o caos dessa
escola.
Certa
vez, um professor de física, que deu uma nota baixa para três
alunos, foi ameaçado de morte. Temendo pela sua vida, abandonou a
escola. Foi o décimo professor a desistir de trabalhar na escola no
último ano.
UM
NOVO PROFESSOR DE FÍSICA FOI CONTRATADO, ROMANOV. TINHA APENAS 1,55
M DE ALTURA, ERA FRANZINO, MAGRO E APARENTEMENTE TÍMIDO. AO VÊ-LO,
ALGUNS ALUNOS, COM UM SORRISO SARCÁSTICO, PENSARAM: "COITADO!
ESSE NÃO DURA UMA SEMANA. SE O ANTIGO PROFESSOR, QUE TINHA 1,90 M E
ERA MUSCULOSO, NÃO SUPORTOU A AMEAÇA, ESSE SERÁ FACILMENTE
DOMINADO", IMAGINAVAM.
No
primeiro dia de Romanov um grave problema ocorreu. Um aluno agressivo
e autoritário, apelidado de Gigante, colocou a lixeira da sala ao
lado da porta para o professor tropeçar. Romanov entrou eufórico,
estava animado em se apresentar, nem olhou para o chão. O pequeno
professor jamais sofreu uma queda tão feia. Quase quebrou a perna.
A
CLASSE NÃO CONTEVE O RISO, EMBORA ALGUNS TIVESSEM PENA DO MESTRE.
ROMANOV LEVANTOU-SE SERENAMENTE, TIROU O PÓ DA CALÇA E MOMENTOS
DEPOIS FITOU A FACE DE TODA A TURMA. NÃO DISSE PALAVRA ALGUMA,
MERGULHOU NUM PROFUNDO SILÊNCIO. NO COMEÇO, NINGUÉM SE AQUIETOU.
OS MINUTOS SE PASSARAM E A PLATÉIA COMEÇOU A FICAR INCOMODADA.
O
SILÊNCIO DO NOVO PROFESSOR PENETROU POUCO A POUCO NA MENTE DOS
ALUNOS E OS INQUIETOU. NUNCA VIRAM UMA REAÇÃO COMO ESSA. ESPERAVAM
BRONCAS E SERMÕES, MAS FORAM INUNDADOS POR UM GRITANTE E PERTURBADOR
SILÊNCIO. QUINZE MINUTOS DEPOIS, TODOS ESTAVAM CALADOS.
A
GRANDE LIÇÃO
Acalmada
a platéia, Romanov a chocou, soltou uns gritos incompreensíveis,
que assustaram a todos os alunos. Após o choque, ele começou a
fazer movimentos com as mãos, como se fosse um catedrático em artes
marciais. Os olhos dos alunos não conseguiam acompanhar seus
movimentos.De repente, o professor virou uma cambalhota no ar. Os
alunos, atônitos, não acreditaram no que viram, o espaço parecia
tão curto para um movimento tão fantástico.Parecia um
filme.Finalmente entenderam que estavam diante de um grande mestre do
karatê, um magnífico faixa preta. Romanov já ganhara inúmeras
medalhas em muitas competições.Treinou os alunos a lutar e se
dominar, era valente, corajoso e admirado. MAS DEIXOU TUDO PARA SER
UM PROFESSOR.E, como professor, queria treinar seus alunos a pensar
sobre dois mundos, o mundo em que estão (o físico) e o mundo de que
são (o psíquico). Após deixar a platéia embasbacada com sua
habilidade, bradou com voz poderosa:
—
Quem colocou o cesto do lixo para que eu tropeçasse?
Gigante
se encolheu. Começou a tremer os lábios. Sua insegurança o
denunciou.Aproximando-se dele, olhou firmemente nos seus olhos e
abalou-o:
—
O poder de um ser humano não está na sua musculatura, mas na sua
inteligência. Os fracos usam a força, os fortes usam a sabedoria.
Que tipo de força você tem usado? — perguntou o mestre.Gigante
não respondeu. O professor perguntou qual era o seu nome. O jovem
falou rapidamente. Perguntou se ele tinha apelido. Ao saber seu
apelido, o professor balançou a cabeça e fez uma pergunta para a
classe:
—
QUEM AGRIDE OS OUTROS É FRACO OU FORTE?
Romanov
ensinava através da arte da pergunta. A ARTE DA PERGUNTA ABRIA AS
JANELAS DA MENTE DOS ALUNOS E OS FAZIA PENSAR SOBRE VÁRIOS ÂNGULOS
UM MESMO PROBLEMA, DESENVOLVENDO ÁREAS NOBRES DA INTELIGÊNCIA.QUERIA
QUE ELES PENSASSEM DE MANEIRA AMPLA E ABERTA.
Contrariamente
ao que sempre acreditaram, a turma respondeu:
—
Quem agride é fraco!
—
Então aqueles que promovem guerras e atos violentos são fracos.
Quem usa a força e não a sua inteligência é frágil. Em seguida,
voltou para a classe e acrescentou: — Todavia, para mim o Gigante
não é fraco, mas um grande ser humano. Tenho certeza de que ele tem
um excelente potencial intelectual. Ele precisa somente descobrir
esse potencial.A platéia ficou paralisada com suas palavras.
Atônitos, os estudantes se perguntavam: "Como ele conseguiu
elogiar um aluno do qual todos os professores procuram manter
distância?"
E, dirigindo-se ao Gigante, abriu-lhe a mente. Disse-lhe:
—
Você me machucou, mas para mim você não é um problema nem um
inimigo. Saiba que você não é mais um número na classe, mas um
ser humano especial.Se você me permitir, gostaria de conhecê-lo
melhor e ter a oportunidade de ser seu amigo. — Em seguida,
estendeu-lhe a mão.
O
PEQUENO PROFESSOR TORNOU-SE GRANDE NA PERSONALIDADE DO ALUNO
VIOLENTO, QUE NÃO AMAVA NEM RESPEITAVA NINGUÉM. A IMAGEM DE
ROMANOV FOI ARQUIVADA NOS SOLOS DO INCONSCIENTE DE GIGANTE DE MANEIRA
PRIVILEGIADA.
A
partir daí, Gigante, que detestava física, passou a curti-la.
QUEM
AMA SEU MESTRE, AMA A MATÉRIA QUE ELE ENSINA.QUEM NÃO AMA SEU
PROFESSOR, DIFICILMENTE AMARÁ SUAS IDÉIAS. ROMANOV ACREDITAVA NESSA
TESE.
Vários
alunos também se comoveram com o episódio. Romanov não tinha
apenas conhecimento lógico sobre física, ele conhecia o território
da emoção, por isso era um professor fascinante, sabia resolver
conflitos em sala de aula. Rompeu o ciclo da agressividade, começou
a surpreender e tratar com gentileza seus agressores.
A
ESCOLA DOS PESADELOS COMEÇOU A RECEBER OS RAIOS SOLARES DOS SONHOS,
O SONHO DA SABEDORIA, DA GENEROSIDADE, DA FÉ NA VIDA. A DOR SE
TRANSFORMOU NUM GOLPE DE AMOR NO PEQUENO E INFINITO MUNDO DE UMA SALA
DE AULA.
(TEXTO RETIRADO DO LIVRO DE AUGUSTO CURY : FILHOS BRILHANTES,
ALUNOS FASCINANTES
Reflexão e Ação – “Que relações existem entre o que eu ensino e o mundo do trabalho, da ciência, da tecnologia da cultura?”.
As relações que existem em o que ensino e o mundo do trabalho, tecnológico, e ciência já está previsto na promulgação da LDBEN/96 para cá instituíram-se as diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino médio (DCNEM) em 1998 publicou-se os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM), em 1999/2000, divulgaram-se as orientações complementares aos (PCNEM).
Em simultaneidade a publicação desses documentos orientados da ação do ente.
Quando o avanço em níveis mais complexos de estudo, quando tento inferir o educando ao mundo do trabalho por meio de textos e reflexões, quando dou exemplo e formulo conceito e sobre ética e responsabilidade, estou tentando fazer com que ele veja a sociedade de diferentes dimensões da pratica social.
Acredito que a Língua Portuguesa e suas tecnologias tem relação com o que ensino no que diz respeito aos textos e temas abstratos em sala de aula, os mesmos são gerados nas diferentes esferas de atividades sociais e culturais.
Em simultaneidade a publicação desses documentos orientados da ação do ente.
Quando o avanço em níveis mais complexos de estudo, quando tento inferir o educando ao mundo do trabalho por meio de textos e reflexões, quando dou exemplo e formulo conceito e sobre ética e responsabilidade, estou tentando fazer com que ele veja a sociedade de diferentes dimensões da pratica social.
Acredito que a Língua Portuguesa e suas tecnologias tem relação com o que ensino no que diz respeito aos textos e temas abstratos em sala de aula, os mesmos são gerados nas diferentes esferas de atividades sociais e culturais.
Professora Cursista : Adeilma Carneiro Bastos
Educação Alimentar e Nutricional: uma perspectiva integradora
O alimento é muito mais que cultura, pois ele é um elemento vital para o ser humano. Contudo, podemos refletir sobre os alimentos a partir dos mais diversos enfoques socioculturais. O alimento e alimentar-se fazem parte das mais diversas culturas, e muitas vezes a forma de se articular em torno de tal ato é complexa, podendo ser ritualística, comemorativa, tradicional, necessária e excessiva.
As artes desenvolvem relações antigas com alimento e da colheita desses, basta lembrarmos acerca do nascimento do teatro grego que está diretamente ligado às festas de louvação a Dionísio, responsáveis e protetoras pela colheita e pela fartura. Já o cinema, sempre que pode, dá uma passeada pela temática alimentícia, a exemplo de A festa de Babete e o surrealista Como água para Chocolate.
Nas religiões o alimento sempre aparece como parte mística do culto, o cristianismo aponta o pão como tão vital tanto quanto a adoração ao Cristo; já religiões de matriz africana, como o Candomblé terminam os seus rituais com o Ajeum refeição comunitária em que todos se congraçam após o culto aos seus deuses.
Isso demonstra a importância do alimento na história da humanidade, sendo este responsável, inclusive pelos longos deslocamentos que fizeram o povoamento de parte do planeta. O alimento, ou a falta dele, ainda é motivo de vergonha mundial, quando temos crianças as quais ainda morrem de inanição e subnutridas por não terem o que comer. A fome ainda é um problema social sério; um país das dimensões territoriais do Brasil, ainda precisar ter programas de transferência de renda conhecido popularmente de “Fome Zero”.
Diante do que exposto, compreendemos a necessidade de se buscar uma discussão que envolva os educandos e a escola no que toca à alimentação dentro e fora da escola, a sua importância, os traços e hábitos culturais em torno do que é alimentar- se e o que isso significa para os mais diversos cidadãos. Para isso, propomos uma relação curricular em vários aspectos. Primeiramente, o grupo das ciências humanas podem organizar-se em torno das disciplinas de história, artes, geografia e língua portuguesa para um estudo que poderia passar pela origem das migrações, e como o fator da escassez dos alimentos contribuiu para o deslocamento e para o povoamento de outros territórios (geografia e história); a utilização dos recursos naturais para a produção de alimentos, a exemplo da água, do solo, o uso de agrotóxicos, de plantas geneticamente modificadas (aí envolveria não só a geografia, mas a biologia e as ciências como a química e a física); os conflitos de terra, o agronegócio, o latifúndio, as formas de exploração da terra e do homem e a produção de alimentos para a importação passam a ser de importância das áreas de geografia e história; as noções de sustentabilidade e consumo consciente também são elementos relevantes à discussão.
No que tange as artes pode-se trabalhar na perspectiva de análise de obras (como os de natureza morta) nas suas mais diversas épocas, e com que objetivo, além de percorrer a arte cinematográfica que contém dezenas de filmes que abordam a temática.
Um campo saber bastante privilegiado para a discussão de segurança alimentar enquanto caráter vital e a biologia, pois lá poderemos perceber desde a composição dos alimentos até mesmo a sua relevância no organismo dos seres humanos; a química também há um desempenha um papel importante no estudo das cadeias carbônicas, pois aí estão muitas respostas para a reação de determinados alimentos no organismo.
A língua portuguesa pode desenvolver muitas funções nessa perspectiva, uma vez que pode trazer uma receita para estudarem-se os gêneros textuais e tipos de composição, alem das funções da linguagem envolvidas nas receitas, por exemplo.
Existem inúmeras abordagens de abordagem de tal tema, mas é muito importante que os alunos sejam e estejam informados sobre a noção de segurança alimentar nos seus mais variados prismas, além e, sobretudo que tenham o direito a uma alimentação de qualidade pensada e repensada nos moldes da construção de uma cidadania pró-ativa e sustentável, que ultrapasse o campo teórico e que nossos educandos tenham de fato, uma alimentação de qualidade nas escolas, estas deixam
ainda hoje, muito a desejar, posto que são pobres nutricionalmente e muitas vezes mal preparadas por falta de capacitação dos agentes nutricionais das escolas. As capacitações devem existir para todos os cidadãos envolvidos com o processo de ensino-aprendizagem.
Cursista: Liliane Alves de Sousa
COMPARTILHANDO CONHECIMENTO
Caderno II – Relatório de atividades
Após a leitura do texto base, reflexão e debate em grupo fomos convidados a discutirmos com os alunos em sala de aula acerca dos temas propostos pelo Caderno II.
Junto a turma do 2º Ano B do Ensino Médio na modalidade EJA no turno da noite, foi apresentado um debate acerca do uso da tecnologia, das aspirações e busca pelos objetivos, as dificuldades enfrentadas pela juventude nos dias atuais, os possíveis culpados pelos fracassos na educação. Para tal, assistimos ao filme Escritores da Liberdade, onde uma professora novata revoluciona uma escola, lecionando numa classe de alunos considerados marginais e sem expectativa de futuro pela sociedade. Onde, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelos alunos e pela professora (inclusive em nível pessoal) eles vencem esses obstáculos. É uma história baseada em fatos reais e inspiradora. Os alunos relataram que assistir ao filme foi um momento importante para levá-los a reflexão acerca das situações de suas próprias vidas.
Depois de assistirmos ao filme, debatemos as situações vivenciadas pelos personagens e suas ligações com a nossa realidade. Geralmente o posicionamento dos alunos foi crítico diante do que assistiu. Tentaram comparar a realidade dos alunos norte-americanos com a nossa. Constataram que apesar de estarmos distante geograficamente, a educação brasileira em certos aspectos não se distancia da educação norte-americana. Perceberam que estigmatizar as pessoas e situações nos cega, e nos faz deixar de dar oportunidade às pessoas, avaliando de maneira rasa que essas são incapazes de evoluir, de crescer.
Foi realizado um questionário/entrevista, onde os alunos trouxeram a tona suas opiniões. Acerca do uso da tecnologia, citaram sua importância para melhoria de nossas atividades cotidianas. Porém, o seu uso sem orientação pode prejudicar tanto a vida escolar, quanto as relações sociais. Sobre os ditos “fracassos na educação”, os alunos colocaram em xeque a postura dos professores, que segundo eles, precisam usar mais recursos tecnológicos e tornar as aulas mais agradáveis. A gestão escolar deve estar mais atenta às dificuldades vivenciadas na escola. Os alunos devem fazer sua parte e perceber-se como protagonista de sua vida. Muitos disseram que alcançar seus objetivos depende de seu esforço e a escola tem uma parcela importante na construção desses sonhos.
Pude perceber que os alunos têm sonhos, aspirações e a consciência de seu papel na construção de seu futuro. Falo de alunos do turno noturno e jovens/adultos, não de adolescentes. A escola deve possibilitar ao aluno esse pleno desenvolvimento, a partir de práticas cotidianas e que tornem os alunos protagonistas de suas vidas.
Formação de Professores do Ensino Médio
SEE-PB – E. E. E. F. M. Compositor Luis Ramalho
Professor: Diego Soares
Disciplina: Filosofia
Relatório de atividades: Etapa I – Caderno II: O jovem como sujeito do ensino médio
1. Introdução
As atividades trabalhadas no caderno II tomam como objeto a tentativa de pensar o jovem como sujeito do Ensino Médio. Sabe-se que este não é o único ator nesta modalidade de ensino, o protagonista. Cabe também as figuras do professor, do quadro técnico e da comunidade escolar como componentes fundamentais da prática escolar. Porém, a proposta é olhar o ensino a partir da perspectiva do jovem. Assim, a noção de juventude é o primeiro tópico a ser trabalhada, derivando-se dessa outros problemas, os quais foram objeto de debate em sala, como a questão da profissionalização, tecnologia, identidade cultural e participação na escola.
Dentre esses temas, traçamos nossa abordagem em três eixos: jovem e realidade escolar, juventude e a perspectiva do trabalho e internet e tecnologia na escola. Assim, em sala, procedemos de duas maneiras. A primeira baseada na exposição teórica de algumas categorias filosófico-sociológicas, para possibilitar a demarcação do campo do problema. A segunda maneira consistiu em sala sondar, através de questionários, produções individuais e debates coletivos, as opiniões e expectativas dos jovens em relação aos assuntos tratados.
2. Desenvolvimento das atividades
Pela natureza de nossa disciplina nossas atividades sempre partiram da necessidade inicial de problematizar o tema analisado. Dessa maneira, alguns conceitos foram extraídos do conteúdo programático concernente a cada série para servir de limite teórico à nossas atividades.
O desdobramento dos temas observará, assim, esse referencial teórico debatido previamente em sala, para que, em seguida, possamos expor o resultado de nossas atividades.
Pela natureza de nossa disciplina nossas atividades sempre partiram da necessidade inicial de problematizar o tema analisado. Dessa maneira, alguns conceitos foram extraídos do conteúdo programático concernente a cada série para servir de limite teórico à nossas atividades.
O desdobramento dos temas observará, assim, esse referencial teórico debatido previamente em sala, para que, em seguida, possamos expor o resultado de nossas atividades.
2.1 Juventude e realidade escolar.
O tema desse eixo fora tratado especificamente em algumas turmas do 1º ano. Observamos como conceitos fundamentais as noções de atitude crítica e do questionamento radical, conceitos primários no estudo da filosofia, que permitem os primeiros questionamentos ontológicos.
Dessa maneira, trabalhamos através da produção textual, a qual teve como tema norteador dos questionamentos “a necessidade de mudança da realidade escolar”.
Com esse levantamento de dados, chegamos a um panorama dos principais pontos analisados, que podem ser resumidos nos seguintes pontos: problemas de estrutura física e recursos humanos, relação aluno/professor, grade curricular e didática, por fim, conscientização política.
De todos os temas, o que se faz mais presente no questionamento dos jovens é o da estrutura física e recursos humanos. Tema que “sentido” de maneira mais imediata. Dentre as demandas de mudanças e sugestões encontramos:
Reforma da estrutura escolar que possibilite melhores condições para as atividades escolares: climatização, estruturas das edificações, ambientes de lazer e bibliotecas;
Preocupação com a limpeza do ambiente escolar e de sanitários;
Defasagem do quadro técnico que permite o suporte da prática educativa: psicólogos, funcionários de limpeza, etc;
Débil segurança.
O tema desse eixo fora tratado especificamente em algumas turmas do 1º ano. Observamos como conceitos fundamentais as noções de atitude crítica e do questionamento radical, conceitos primários no estudo da filosofia, que permitem os primeiros questionamentos ontológicos.
Dessa maneira, trabalhamos através da produção textual, a qual teve como tema norteador dos questionamentos “a necessidade de mudança da realidade escolar”.
Com esse levantamento de dados, chegamos a um panorama dos principais pontos analisados, que podem ser resumidos nos seguintes pontos: problemas de estrutura física e recursos humanos, relação aluno/professor, grade curricular e didática, por fim, conscientização política.
De todos os temas, o que se faz mais presente no questionamento dos jovens é o da estrutura física e recursos humanos. Tema que “sentido” de maneira mais imediata. Dentre as demandas de mudanças e sugestões encontramos:
Reforma da estrutura escolar que possibilite melhores condições para as atividades escolares: climatização, estruturas das edificações, ambientes de lazer e bibliotecas;
Preocupação com a limpeza do ambiente escolar e de sanitários;
Defasagem do quadro técnico que permite o suporte da prática educativa: psicólogos, funcionários de limpeza, etc;
Débil segurança.
Nesse tópico, os jovens também demonstram ser conscientes da culpa por tais problemas, pois há ainda o fator do vandalismo como elemento presente.
Os outros aspectos levantados estão relacionados à prática educativa e a seus atores diretos: professor, aluno e escola, essa referente ao currículo. Assim, constatamos que:
Os alunos questionam a relação entre aluno/ professor no tocante à relação humana e de compromisso: não reconhecimento das capacidades do aluno e faltas dos profissionais;
Necessidade de respeito às diferenças e de políticas que combatam a prática do Bullying.
Didática pouco atrativa, o que motiva a demanda de aulas que fujam do ambiente da sala de aula;
Necessidade de complementação da grade curricular com atividades de cultura, esporte e lazer.
Mesmo motivados por demandas imediatas, houve também alguns alunos que demonstraram consciência política, pois demonstraram compreender a importância do poder público e as esferas governamentais como fator primordial do melhoramento escolar.
Os outros aspectos levantados estão relacionados à prática educativa e a seus atores diretos: professor, aluno e escola, essa referente ao currículo. Assim, constatamos que:
Os alunos questionam a relação entre aluno/ professor no tocante à relação humana e de compromisso: não reconhecimento das capacidades do aluno e faltas dos profissionais;
Necessidade de respeito às diferenças e de políticas que combatam a prática do Bullying.
Didática pouco atrativa, o que motiva a demanda de aulas que fujam do ambiente da sala de aula;
Necessidade de complementação da grade curricular com atividades de cultura, esporte e lazer.
Mesmo motivados por demandas imediatas, houve também alguns alunos que demonstraram consciência política, pois demonstraram compreender a importância do poder público e as esferas governamentais como fator primordial do melhoramento escolar.
2.2 Juventude e trabalho
Neste eixo seguimos os mesmos referenciais teóricos, a saber, a categoria de atitude critica e do questionamento radical. O tema tratado engloba a visão de mundo do jovem sobre do mercado de trabalho e a realidade escolar.
A atividade, aplicada em turmas do segundo ano, mostram um perfil mais desgastado das expectativas do aluno, talvez fruto do reflexo direto da realidade de ensino e social no qual se encontram.
Assim, levantamos os seguintes pontos que demonstram essa falta de perspectiva:
A defasagem da estrutura física e recursos humanos e pedagógicos da escola;
Capacitação pedagógica de alguns professores bem como a aridez da grade curricular, a qual se demonstra pouco atrativa;
Falta de quadro técnico que permita a orientação vocacional dos alunos;
A visão do ensino médio como uma mera estrutura de emissão de diplomas que permita o acesso ao mercado de trabalho;
E, dentre aqueles que já exerceram alguma atividade remunerativa, a dificuldade em conciliar trabalho e educação.
Contudo, a opinião de que a escola é o ambiente que possibilita esse acesso consciente e deliberado à universidade e, consequentemente, ao mercado de trabalho, é uma tónica nas respostas. A estrutura escolar é tomada de maneira positiva por possibilitar o acesso à conteúdos, realidades, orientações e esclarecimentos sobre o mundo.
Neste eixo seguimos os mesmos referenciais teóricos, a saber, a categoria de atitude critica e do questionamento radical. O tema tratado engloba a visão de mundo do jovem sobre do mercado de trabalho e a realidade escolar.
A atividade, aplicada em turmas do segundo ano, mostram um perfil mais desgastado das expectativas do aluno, talvez fruto do reflexo direto da realidade de ensino e social no qual se encontram.
Assim, levantamos os seguintes pontos que demonstram essa falta de perspectiva:
A defasagem da estrutura física e recursos humanos e pedagógicos da escola;
Capacitação pedagógica de alguns professores bem como a aridez da grade curricular, a qual se demonstra pouco atrativa;
Falta de quadro técnico que permita a orientação vocacional dos alunos;
A visão do ensino médio como uma mera estrutura de emissão de diplomas que permita o acesso ao mercado de trabalho;
E, dentre aqueles que já exerceram alguma atividade remunerativa, a dificuldade em conciliar trabalho e educação.
Contudo, a opinião de que a escola é o ambiente que possibilita esse acesso consciente e deliberado à universidade e, consequentemente, ao mercado de trabalho, é uma tónica nas respostas. A estrutura escolar é tomada de maneira positiva por possibilitar o acesso à conteúdos, realidades, orientações e esclarecimentos sobre o mundo.
2.3 Tecnologia e escola
Por fim, trabalhamos o tema da tecnologia da informação e internet na escola. As turmas sondadas nesse eixo foram, predominantemente, as turmas de terceiros anos.
Para tal abordagem, fundamentamos no âmbito da ética e da moral, bem como a reflexão sobre a sociedade e as normas de conduta. Além do recurso à moral, recorremos também a algumas categorias sociológicas, que permitiram compreender melhor o tema. Assim, partindo da ideia de que esses meios permitem de eficaz o acesso às redes sociais; tomando essas como a nova ágora (a nova praça pública que permite a discussão de temas do cotidiano do jovem); partimos para uma analise dos limites do privado e do público nas redes sociais.
Através de questionários, indagamos sobre o que os jovens costumam acessar, se eles têm uma definição nítida do que são redes sócias, se percebem a presença de normas de conduta no trato social via redes digitais, e sobre questões de identidade cultural e de realidade.
Como resposta, percebemos que há ainda uma visão imediatista das redes, as quais são tomadas como meros instrumentos de lazer, embora ainda haja reflexões de natureza educativa, mas sempre superficiais. Outro ponto importante é a visão subjetiva das redes, na qual o aluno a toma como um elemento formador da identidade psicológica e cultura.
Por fim, trabalhamos o tema da tecnologia da informação e internet na escola. As turmas sondadas nesse eixo foram, predominantemente, as turmas de terceiros anos.
Para tal abordagem, fundamentamos no âmbito da ética e da moral, bem como a reflexão sobre a sociedade e as normas de conduta. Além do recurso à moral, recorremos também a algumas categorias sociológicas, que permitiram compreender melhor o tema. Assim, partindo da ideia de que esses meios permitem de eficaz o acesso às redes sociais; tomando essas como a nova ágora (a nova praça pública que permite a discussão de temas do cotidiano do jovem); partimos para uma analise dos limites do privado e do público nas redes sociais.
Através de questionários, indagamos sobre o que os jovens costumam acessar, se eles têm uma definição nítida do que são redes sócias, se percebem a presença de normas de conduta no trato social via redes digitais, e sobre questões de identidade cultural e de realidade.
Como resposta, percebemos que há ainda uma visão imediatista das redes, as quais são tomadas como meros instrumentos de lazer, embora ainda haja reflexões de natureza educativa, mas sempre superficiais. Outro ponto importante é a visão subjetiva das redes, na qual o aluno a toma como um elemento formador da identidade psicológica e cultura.
3. Considerações finais
À guisa de conclusão, percebemos que há uma falta de adequação da realidade dos jovens com o ambiente escolar. Tal desacordo ocorre, segundo eles, pela maneira pouco atrativa como a escola se mostra, e por atrativa podemos entender como algo pouco real, ou seja, ultrapassada por não se adequar as suas vivencias de mundo. Porém, há também aqueles que percebem que o desacordo ocorre por uma falta de atenção institucional e política, que pensar a escola é pensa-la em sua totalidade de seus atores, e que a falta de alguns desses pode afetar todo o processo de ensino.
À guisa de conclusão, percebemos que há uma falta de adequação da realidade dos jovens com o ambiente escolar. Tal desacordo ocorre, segundo eles, pela maneira pouco atrativa como a escola se mostra, e por atrativa podemos entender como algo pouco real, ou seja, ultrapassada por não se adequar as suas vivencias de mundo. Porém, há também aqueles que percebem que o desacordo ocorre por uma falta de atenção institucional e política, que pensar a escola é pensa-la em sua totalidade de seus atores, e que a falta de alguns desses pode afetar todo o processo de ensino.
As
atividades foram realizadas pela manhã com a turma do 1º ano A,
seria feita com o primeiro B, mas, a turma não estava presente na
sua
totalidade, então, foi mais voltada para o A.
As
sequencias foram também executadas nas turma da tarde, que foram
as
seguintes:
- Seguir as orientações do professor da dinâmica;
- O que achou da aula que participou?;
- Se é possível aplicar nas demais disciplinas da escola?
- Produzir um texto, colocando um título e procurando detalhar tudo aquilo que fez durante a aula;
- A sequencia ficou assim:
Colocar
um título no seu texto;
Colocar
a sequencia das atividades;
O
que achou da aula que participou;
Se
é possível aplicar nas demais disciplinas.
Estatística
tendo como base no desenvolvimento das produções de
textos escritos
pelos alunos.
MANHÃ
– 1º A
- Aula boa = 01
- Aula diferente = 09
- “ criativa = 01
- Colocaram na sequencia do que apreenderam mais= 07
- Aula descontraída = 01
- “ divertida = 06
- “ dinâmica = 01
- “ educativa = 02
- “ interativa = 01
- “ interessante = 04
- “ legal = 07
- “ recreativa = 01
- Sentiu-se leve = 01
- Colocar em outras disciplinas = 05
Em alguns textos repete-se os interesses dos itens descritos acima.
Alguns comentários interessantes criados por eles :- “ Sede do Saber”
- “ Fugir da Rotina”
- “ Voltei a ser criança”
Observação geral :Todos os textos tiveram o lado positivo relacionados ao aprender na escola e são refletidos na questão da mola mestre, segundo os escritos, que é, a questão do professor pelo menos quebrar o gelo antes de iniciar suas aulas.Os alunos apontaram algumas disciplinas que poderiam ser feitos estas ou outras atividades com eles, mas, no geral, todas as disciplinas deveriam uma vez ou outra ou sempre que poder, aplicar algumas dinâmicas com seus alunos, não no sentido de querer enrolar a aula, mas, sim, ter um melhor rendimento de interesse e atenção na aula por parte da grande maioria dos alunos.TURNO TARDE – 1º B – C e D
O procedimento foi o mesmo com pouquíssima diferença entre os levantamentos questionados, que foram:
- Atraente = 01
- Aplicar em outras disciplinas = 28
- Criativa
- Colocaram o título no seu texto = 31
- Colocaram a sequência = 30
- Descontraída = 01
- Diferente = 02
- Dinâmica = 01
- Divertida = 02
- Gostei = 06
- Interessante = 03
- Legal = 06
- Muito boa = 02
- Não comentaram = 02
- Ótima = 01
- O máximo = 01
- Participativa = 02
Alguns
títulos interessantes :
- Idade não define maturidade;
- Interação com a bexiga;
- Brincadeira de criança;
- Kabununununun
Observação
geral:
A
linha de pensamento não foge ao que foi dito em relação ao
primeiro
ano A da manhã, só que, na aplicação com o pessoal do 1º
C e D,
percebeu uma certa euforia por parte da maioria, no sentido de
levar a
aula para o lado da bagunça, ( a faixa etária destas duas
turmas são
bastante altas e temos meninas e meninos que são muitos
amigos o
tempo todo, que estão literalmente colados um no outro.
Temos
também, alguns repetentes inseridos mais no 1º D).
Percebe-se
que a linha de atuação dos professores deve-se seguir de
uma
maneira descontraída para com os alunos, uma atuação
que seja
aliado, os itens que forram descritos acima, de uma forma
organizada e
orientada para que o resultado, pelos menos sair satisfatório.
CADERNO VI- SEMANA DE 09 A 10 DE JUNHO DE 2014
ESCOLA ESTADUAL COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO
(Orientadora)
PAUTA DE TRABALHO
SEMANA DE 12 A 16 DE MAIO DE 2014
PAUTA DE TRABALHO
AVALIAÇÃO
NO ENSINO MÉDIO Etapa I – CADERNO VI
OBJETIVOS:
-
Estudar o Caderno VI - AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO ;
-
refletir sobre os maiores desafios encontrados no campo da avaliação
educacional ;
-
falar sobre a concepção de avaliação educacional e como isso se
deu ao longo da história de cada profissional ;
-
consultar o PPP,os planos de ensino da escola ;
-
definir Avaliação da Aprendizagem;
-
identificar quais os instrumentos e critérios para atribuição de
notas e de aprovação ;
-
identificar quais as instâncias e participantes para definição da
situação de cada aluno ao final do ano letivo ;
-
consultar dados nacionais para verificar a posição da escola , no
que diz respeito às taxas de rendiento escolar
MATERIAL
UTILIZADO :
-
Caderno VI
-
Slides-resumo do Caderno VI
-
Vídeo : O papel da avaliação na aprendizagem
-
PPP da escola
-
Planos de Ensino
-
Dados Educacionais Nacionais da escola.
ATIVIDADES
a)
Em grupo :
1-
A partir de sua formação — inicial e continuada — e de sua
experiência docente, discuta e reflita com
colegas de outra área
distinta as questões abaixo (sugerimos pequenos grupos de 3
professores de áreas
bastante distintas, por exemplo, Educação
Física, Matemática e Sociologia):
–
quais têm sido os maiores desafios no campo da avaliação
educacional?
–
qual sua concepção de avaliação e como ela se constituiu na sua
trajetória docente?
2-
Em consulta ao projeto político-pedagógico e aos planos de ensino
(aos quais você possa ter acesso) de sua escola, procure identificar
os seguintes elementos:
–
Definição(ões) de avaliação da aprendizagem encontrada(s).
–
Quais os instrumentos e procedimentos mais utilizados.
–
Critérios para atribuição de notas ou conceitos e de aprovação.
–
Instâncias e participantes para definição da situação de cada
aluno ao final do ano letivo.
–
Outras observações que considere relevantes para a discussão de
avaliação da aprendizagem.
b)
atividade individual :
Após ter visto alguns dados nacionais sobre as taxas de rendimento,
procure levantar os dados de sua
escola e, sobre eles, observe os
seguintes questionamentos:
–
Quais são os dados e taxas de rendimento de sua escola?
–
O que esses dados lhes revelam?
–
Como esses dados são discutidos entre os professores?
REGISTRO FOTOGRÁFICO \;
domingo, 8 de junho de 2014
Caderno II
“FORMAÇÃO
DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
(Pacto
pelo Fortalecimento do Ensino Médio)”
ORIENTADORA:
PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO
Educar
é semear com sabedoria e colher com paciência. Augusto Cury
OBJETIVOS DO
ENCONTRO:
- Estudar o II
CADERNO:
- Refletir sobre o
JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO;
- Perceber qual o
perfil do professor na atualidade .
1º MOMENTO:
- Boas-vindas
- Vídeo :
EDUQUEM COM MUITO AMOR
-2º MOMENTO:
- Apresentação
de slides - Síntese do II CADERNO : O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO
MÉDIO.
- Infográfico :
Perfil antenado do Professor , na atualidade.
- Leitura dos
textos : - O que pensam os jovens sobre o Ensino Médio
- Ensino Médio – uma reforma incompleta
3º MOMENTO:
- Discussão
sobre o caderno e os textos de apoio.
MATERIAL UTILIZADO :
1 - TEXTO : Gestão Escolar - Gestão da aprendizagem - O que pensam os jovens sobre o Ensino Médio
Pesquisa aponta
que eles se mostram insatisfeitos com o modelo e os conteúdos
trabalhados
André Bernardo
(novaescola@fvc.org.br)
Página 1 de 2
>>|
João admite que,
até a 4ª série, ainda gostava das professoras. Mas, da 5ª em
diante, não conseguiu aprender mais nada. Maria compara a escola
onde estuda a um presídio. "Lá, não tem cadeiras nas salas,
mas tem grades nas janelas", diz. Teresa fica triste quando não
tem aula por falta de professor. Já José garante que, em breve, vai
voltar a estudar. "Até para ser gari tem de terminar o Ensino
Superior", justifica ele. Os nomes dos personagens acima são
fictícios, mas as histórias não. Elas aparecem no levantamento O
Que Pensam os Jovens de Baixa Renda sobre a Escola, da Fundação
Victor Civita (FVC), realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e
Planejamento (Cebrap). Coordenada pelo economista Haroldo da Gama
Torres, a pesquisa ouviu jovens de 15 a 19 anos de áreas pobres do
Recife e de São Paulo e concluiu que há grandes desafios a ser
enfrentados no Ensino Médio. A crise que se instalou pode ser
traduzida em números: em 2011, apenas 50,9% dos jovens de 15 a 17
anos frequentavam o Ensino Médio, segundo a Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad). Além disso, na década entre 2002 e
2012, o número de matrículas caiu de 8,710 milhões para 8,376
milhões, segundo dados do Ministério da Educação (MEC).
O estudo
investigou o tipo de relação que os jovens estabelecem com as
escolas de Ensino Médio. Entre os dados colhidos, chama a atenção
a dificuldade que eles têm de atribuir sentido às disciplinas e aos
conteúdos estudados. Um entrevistado do Recife, por exemplo, disse
que "estava perdendo tempo com Química e Física". Outra,
de São Paulo, declarou: "Nunca vou entender Matemática; aquilo
não serve pra nada". E eles estão longe de ser casos isolados.
A pesquisa mostrou que um em cada cinco alunos só vai à escola para
conseguir o diploma. "O resultado confirma o que já tínhamos
verificado: o jovem de hoje não vê o menor sentido no que aprende
na aula. Ele se sente conectado com a vida, mas desconectado com a
escola", observa Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela
Educação. Para resolver o problema da fragmentação curricular -
no Ensino Médio, o aluno chega a estudar 13 disciplinas -, ela
propõe uma flexibilização. "A grade curricular pode permitir
a liberdade de escolha. Na adolescência, muitos sabem do que gostam
e do que não gostam. Se a escola for um lugar onde o estudante
consegue construir um projeto de vida, vai se sentir motivado a
frequentá-la."
Não ver
utilidade em boa parte das disciplinas estudadas não é o único
motivo que leva os alunos a abandonar os estudos. Eles se queixaram
também do clima de insegurança, da zoeira - termo que significa
excesso de bagunça e bullying dos colegas - em sala de aula e do
absenteísmo dos professores (leia o número abaixo) como fatores
determinantes para a evasão escolar. "Quem leciona à noite
para jovens da periferia enfrenta uma realidade diferente daquele que
trabalha de dia nos grandes centros. Então, me parece importante que
os educadores que dão aula em locais mais pobres e sem tanta
infraestrutura sejam reconhecidos de outra forma", opina Torres,
que propõe políticas de incentivo para valorizar os bons
professores.
Crítica ao baixo
uso da tecnologia
Em relação aos docentes, 81,3% dos entrevistados declararam que, em
caso de dúvida, eles explicavam adequadamente as matérias, 77,2%
consideraram os professores interessados em sua aprendizagem e 78,6%
entenderam que a escola e os professores apoiavam os alunos com
dificuldades. Mas, mesmo nas escolas que tinham computador (73,8% do
total da amostra analisada), 37,2% dos estudantes reclamaram que
nunca tinham usado o equipamento. "A professora não sabia o que
era Facebook nem tinha Orkut. Dá pra acreditar?", indagou um
adolescente de São Paulo. "Pra mim, a escola parou no tempo",
completou uma jovem de São Paulo. Segundo a pesquisa, 70,7% dos
entrevistados tinham acesso à internet em casa e 57,6% em celulares.
"A tecnologia é uma excelente estratégia, como outras. Mas,
sem conteúdo pedagógico, ela não vale nada", diz Priscila.
Na opinião de
Gisela Tartuce, da Fundação Carlos Chagas (FCC), não há como
pensar em melhorias para o Ensino Médio sem planejar uma sólida e
continuada formação docente. "Uma formação que permita lidar
com a diversidade da classe, com as novas tecnologias da informação
e com a realidade indisciplinada e insegura das escolas brasileiras",
afirma Gisela (leia o quadro abaixo). Para Torres, a formação do
professor tem de ser mais pragmática e menos teórica. "Chegou
a hora de discutir a escola como ela é. No caso dos alunos de
classes menos favorecidas, é preciso pensar em alternativas que
ajudem o educador a se relacionar com o estudante que já chega a
essa etapa de ensino mal preparado. Esse ainda é um grande desafio",
afirma.
Problemas vêm de
antes
A pesquisa Anos
Finais do Ensino Fundamental: Aproximando-se da Configuração Atual,
da Fundação Victor Civita (FVC), realizada pela Fundação Carlos
Chagas (FCC) em 2012, revelou que a falta de infraestrutura, a
rotatividade dos docentes e a fragmentação curricular não são
problemas que afligem apenas quem cursa o Ensino Médio. "Enquanto
os alunos dos anos finais do Fundamental reclamam da indisciplina da
própria turma, os do Médio focalizam a insegurança da escola como
um todo", compara Gisela Tartuce, uma das coordenadoras da
pesquisa. "Mas, em ambos os estudos, mesmo que apareçam
restrições à conduta docente, os estudantes valorizam seus
professores e reconhecem as dificuldades do trabalho deles."
Segundo Gisela, outras pesquisas sustentam que "a perda do
sentido de estar na escola" atinge também os educadores. Na
visão de alguns, os jovens são, em sua maioria, consumistas,
imaturos e alienados. "Esses desencontros explicam, em grande
parte, o desinteresse pela escola, nos dois níveis de ensino."
2 - Slides-resumo do Caderno II;
3 - Vídeo : EDUQUEM COM MUITO AMOR
3 - Vídeo : EDUQUEM COM MUITO AMOR
ATIVIDADES :
1-
Iniciamos nosso diálogo falando do “jogo de culpados” na escola. Como “virar
este jogo” e construir novos relacionamentos entre professores e seus jovens
estudantes? Em sua percepção, faz sentido esta afirmação de que professores e
jovens se culpam mutuamente e os dois lados parecem não saber muito bem para
que serve a escola nos dias de hoje? Que tal promover uma conversa na escola
sobre a questão dos sentidos do estar na escola para professores e estudantes?
E por que não elaborar estratégias para promover o reconhecimento mútuo? Por
exemplo, você pode elaborar mapas das identidades culturais juvenis do bairro;
redigir cartas aos jovens estudantes para que
eles se revelem além de suas identidades uniformizadas de alunos;
promover jogos de apresentação na sala de aula, dentre outras atividades. E em
quais outras iniciativas podemos pensar para ampliar o campo de conhecimento
sobre quem são eles e elas que estudam e vivem a escola? Buscar perceber como
os jovens estudantes constroem o seu modo próprio de ser jovem é um passo para
compreender suas experiências, necessidades e expectativas.
2-As
pesquisas apontam que uma das coisas que os jovens mais fazem na internet é
conversar. E que tal propor um diálogo com os estudantes na escola sobre as
conversas na internet? Será que o que se conversa pela internet tem “menos
valor ou importância do que aquilo que se diz presencialmente? O que os jovens
de sua escola diriam? Vamos tentar este papo como um exercício de aproximação
com os estudantes? Professor, professora, sua escola está também aberta para o
diálogo com as culturas juvenis que envolvem os jovens fora da escola? Que tal
promover um diálogo sobre a questão, após assistir ao documentário O desafio do
passinho: uma forma de expressão corporal e sociocultural? Ele está disponível
no site: .
3-E
nós, professores e professoras, como podemos ser parceiros e coconstrutores de
projetos para o futuro dos jovens e das jovens estudantes? Que tal buscarmos
estratégias metodológicas para que os estudantes falem de si no presente e de
seus projetos de vida futura? Uma troca de correspondência entre os estudantes
com a mediação docente pode abrir a possibilidade para o diálogo sobre as
expectativas juvenis frente a vida. Da mesma forma, e pensando no presente de
muitos jovens trabalhadores, tente também saber: quantos estudantes trabalham
em suas turmas; que trabalho realizam; quais trabalhos já fizeram; sob quais
condições; se foram feitos com segurança e proteção ou em condições de
exploração e desproteção. Seus estudantes têm consciência de seus direitos de
trabalhadores e trabalhadoras? Não trabalham, mas pensam em trabalhar ainda
durante o tempo de escola? Que tal abrir um diálogo com eles sobre essas e
outras questões?
4- E
se todos os professores e professoras se perguntassem sobre o que os jovens e
as jovens estudantes pensam e sentem sobre a escola de Ensino Médio? Seria
possível surgirem desta abertura à escuta e ao diálogo alternativas para a
superação dos crônicos problemas de relacionamentos e realização da vida
escolar que afetam o cotidiano de muitas escolas? O gênero carta pode ser uma
boa alternativa para a abertura do diálogo com os jovens estudantes. Que tal
então produzir coletiva- mente uma carta dos professores e professoras
endereçada ao jovem estudante de sua escola? Esta carta coletiva pode ser
afixada num mural, entregue a cada um dos estudantes ou mesmo ser publicada na
internet. Acesse no Portal EMdiálogo a carta ao jovem estudante elaborada coletivamente por professores do estado do Ceará:
.
REGISTRO FOTOGRÁFICO :
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