terça-feira, 10 de junho de 2014


Relatório de Atividades realizadas em turma de 2º ano da E. E. E. F. M. Compositor Luís Ramalho Mônica Maria Ferreira de Souza Nascimento

Relatório de Atividades realizadas em turma de 2º ano da E. E. E. F. M. Compositor Luís Ramalho


 Mônica Maria Ferreira de Souza Nascimento  


No dia 13 de maio fora trabalhado em sala de aula, o papel da escola nos dias atuais e qual a visão do aluno quanto a esta temática. No momento percebeu-se que muitos dos alunos participantes do circulo de debate não tinham conhecimento do real papel da escola ou não tinham ainda atentado para esta questão, contudo o dialogo oportunizou a todos o despertar da consciência para tal fato.
Em seguida fora discutido a importância da inter-relação professor/aluno e aluno/aluno de maneira que todos possam construir um ambiente prazeroso, o qual refletirá no processo ensino-aprendizagem. Este momento fora marcado por depoimentos interessantes por parte dos alunos, os quais expuseram algumas experiências vivenciadas por eles em outras escolas. Logo após, se trabalhou uma dinâmica interativa, onde todos puderam direcionar perguntas uns aos outros para saber quais os objetivos e expectativas de cada um em relação ao futuro.
A dinâmica proporcionou momentos de descontração e emoção mediante a exposição dos alunos, dentre eles, a de uma aluna de 16 anos que por necessidade, trabalha como babá de duas crianças "danadas" no período de segunda-feira a sexta-feira das 06h00min as 18h00min e no Sábado até as 12h00min, e tendo ela que sair do trabalho direto para a escola. Diante de tal relato, ficou claro o motivo do sono e do constante mau humor da aluna em sala de aula, como também, a não entrega das atividades escolar em dia.
Outro ponto discutido foi uso da internet como meio de comunicação através das redes sociais, e qual o valor/importância destas ferramentas numa conversação a distancia ou presencial.

Concluído o circulo de debate, fora exposto um vídeo motivacional mostrando a história de Nike, um rapaz que tinha tudo para ser acomodado devido suas "limitações", mas não o é. Ao término do vídeo, os alunos fizeram as devidas considerações acerca do que fora trabalhado durante as duas aulas, os mesmos avaliaram como uma atividade positiva para a construção do bom relacionamento no ambiente da sala de aula e de uma escola que conhece a realidade e necessidades de seus alunos.  

Relatório de atividades: Etapa I – Caderno III: Curriculo do Ensino Médio, seus sujeitos e os desafios da formação humana integral.




Formação de Professores do Ensino Médio
SEE-PB – E. E. E. F. M. Compositor Luis Ramalho
Professor: Diego Soares
Disciplina: Filosofia

Relatório de atividades: Etapa I – Caderno III: Curriculo do Ensino Médio, seus sujeitos e os desafios da formação humana integral.

Desenvolvimento das Atividades
A primeira atividade fomenta o debate coletivo sobre a temática do ensino, tecnologia e trabalho, para possibilitar a analise individual especifica de cada disciplina: a adequação da realidade ao conteúdo ministrado por cada área de saber. Do debate entre os membros do quadro, bem como através da consulta do alunado através de entrevistas, percebemos que os problemas comuns à minha disciplina, filosofia, são, de certa maneira, comuns a todas as outras. Dentre esses, a questão do engessamento do ensino surge como principal. A percepção de que a metodologia tradicional, geralmente empregada, encontra-se aquém da realidade, e, dessa maneira, não acompanha as mudanças relacionadas à questão da tecnologia e do trabalho, é percepção comum. Outro ponto, este mais próximo à realidade da minha disciplina, é a discordância entre o ser e o dever ser curricular: demanda-se uma educação integral, pautada em valores humanistas e estéticos, porém, em termos de currículos, vemos as disciplinas de Humanas limitadas em termo de quantidades de aulas e recursos.
A segunda atividade fora trabalhada coletivamente visando à leitura, compreensão e debate crítico das DCNEM. O fruto de tal atividade encontra-se anexada ao fim do presente relatório.
As demais atividades visaram à perspectiva da analise das finalidades da educação básica. É de se notar o aspecto interdisciplinar de tais finalidades. Essas exigem a formação física, psicológica e intelectual do indivíduo. Esses eixos desdobram-se em aspectos específicos, aprofundando assim os fatores a serem desenvolvidos: a autonomia intelectual e moral, capacidade e aptidões comunicativas, capacidade de compreensão lógica e crítica da realidade, formação e aprimoramento de capacidades físicas e motoras e o desenvolvimento de conhecimentos gerais das áreas especificas relacionadas ao universo de cada disciplina.
Sabe-se que no ambiente escolar a exigência gira em torno do ultimo aspecto, a saber, das disciplinas especificas. Os demais fatores devem ser fruto da transversalidade e do exercício da interdisciplinaridade. Do saber dos livros passados em sala de aula, deve-se emanar aprendizado atitudinal que possibilite o aprimoramento intelectual e moral do aluno. Porém, diante de tal exigência, deparamo-nos com um dilema de cunho ontológico perante aquele de cunho prescritivo. Como percebemos em debate coletivo sobre as DNCEM, a tensão está presente na tentativa de adequar o que é com aquilo que deve ser.
É notório que na atual conjuntura político-social, valores como direitos humanos e sustentabilidade são sendas das quais não se podem declinar. Assim, o aspecto prescritivo das DNCEM se faz compreensíveis e inevitáveis. Contudo, a efetivação de tais finalidades emperra no status quo da realidade escolar, pois acreditamos que a execução dessas demanda um processo de amadurecimento coletivo e democrático; que não seja algo unilateral, mas que obedeça ao processo dialético de sua efetivação.

Anexo
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO ESTADO DA PARAÍBA
ESCOLA ESTADUAL COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO-PACTO
ORIENTADORA: PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO

Professores Cursistas: Adeilma Carneiro Bastos, Diego Soares de Souza, Armando da Silva Santiago, Pedro Jali Nobrega de Souza, Gerson Macena Duarte, Monica Maria F. de S. Nascimento, Joana D’arc de Melo Pequeno, Hildênia Onias de Sousa e Liliane Alves de Sousa.

COMPARTILHANDO CONHECIMENTO

Caderno III – Relatório de Debate acerca da Resolução Nº 2, de 30 de janeiro de 2012 – Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio
Após a leitura do documento, reflexão e debate em grupo chegamos às seguintes proposições:
  • O texto traz para discussão temas da atualidade. É bem elaborado, mas infelizmente não vem sendo vivenciado de forma integral nas escolas de Ensino Médio por vários fatores;
  • A Diretriz realmente orienta, sendo complementado por outros documentos como os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) que nos oferecem opções de ações norteadoras;
  • O documente se refere ao ideal, mas a realidade vivenciada nas escolas não colaboram para efetivação das ações propostas;
  • Não temos em nossa escola condições materiais e físicas que possibilitem ações pedagógicas que efetivem o que está escrito nas Diretrizes;
  • Infelizmente as Diretrizes partem de cima para baixo, quando na verdade deveriam ter sido elaboradas nas escolas, pelas comunidades escolares em situação mais democrática;
  • A sensação que deixa aos educadores é que eles são a “base da pirâmide” e são os culpados pelos fracassos da educação nacional;
  • Muitos profissionais têm dificuldade para aceitar as mudanças;
  • Professores dispõe que faltam condições para a melhorias das atividades escolares, tendo em vista a falta de condições oferecidas pelas instituições escolares;
  • Não há um verdadeiro princípio democrático dentro das escolas, no sentido que muitas decisões já chegam prontas e não são discutidas pela maioria;
  • Entra a educação ideal e a real existe ainda um abismo que deve ser superado;
  • A postura do professor é de enfrentamento às dificuldades, esforçando-se ao máximo para superá-las, proporcionando ao educando seu desenvolvimento pleno e de forma integral.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

  1. Professora Marcelle Marques da Silva.


A - registrar as conclusões a que você chegou sobre as relações existentes entre o que você ensina e o mundo do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura e publicá-las nas redes de contato (página 17).
As relações entre educação e o mundo do trabalho são hoje bastante complexas. Quando a educação é entendida como troca de diálogo entre e inter gerações, garante que homens e mulheres retransmitam esses conhecimentos uns aos outros e com a constituição da escola, espaço destinado à transmissão de saberes, ficam estabelecidas possibilidades de vinculação entre a educação escolar e o mundo do trabalho.
Ao longo de sua história, a escola tem assumido diferentes papéis, em relação ao mundo do trabalho, desde ser uma simples fornecedora de mão-de-obra adestrada a se tornar um espaço destinado à educação integral, ou, ainda, atendendo à montagem de um sistema dual de formação: o ensino profissionalizante aos menos favorecidos e o propedêutico às elites.
Para Paulo Freire, se a escola por si só não é capaz de transformar a situação social, não haverá transformação social sem a escola.
Sendo assim, como educadora, procuro ao ministrar os conteúdos de matemática, explicitar aos meus alunos a aplicação de cada um deles no cotidiano o qual estes estão inseridos, dando ênfase aos mesmos o quanto eles vão utiliza-los futuramente no trabalho que for escolhido, na importância destes para o desenvolvimento de toda a comunidade na qual se insere a escola, e que não estamos estudando esses conteúdos apenas com o intuito de adquirir conhecimento para fazer uma prova e ingressar no ensino superior.
Fazemos parte de um contexto social em constante movimento e mutação, sendo assim, a educação precisa sofrer transformações cada vez mais rápidas, uma vez que a escola é um elemento de desenvolvimento social, estimulada pela incorporação de novos conhecimentos, sejam eles científicos ou tecnológicos. Dessa forma, a atual sociedade, marcada pela revolução tecnológica, vem exigindo da escola que esta possa criar oportunidades para a formação de competências básicas, tanto no exercício da cidadania como no desempenho de atividades profissionais.
Um dos principais enfoques previsto para o ensino médio é o de preparar o aluno para a vida, de forma que, a partir dos conhecimentos que ele construa, consiga relacioná-los com o contexto científico-tecnológico e social no qual está inserido. Contudo, surgem questionamentos como: Será que a forma como o ensino das várias disciplinas vem sendo apresentados, faz com que os alunos se preparem como cidadãos críticos de seu contexto social?
É necessário ultrapassar a meta de uma aprendizagem apenas de conceitos e teorias, relacionadas com conteúdos abstratos e neutros, para um ensino mais cultural que proporcione uma melhor compreensão, apreciação e aplicação da ciência e da tecnologia, levando-se em conta as questões sociais e, entendendo, que tanto a ciência, quanto a tecnologia são resultados e que, portanto, estarão sempre presentes na nossa vida.


Sendo assim, vejo a necessidade de inserir com mais frequência o uso da tecnologia nas minhas aulas, tornando possível verificar a aplicação dos conteúdos nas tarefas práticas do cotidiano do aluno, procurando mostrar aos mesmos a relação que existe entre ciência, tecnologia e sociedade.

Texto de sensibilização utilizado nos encontros

MA ESCOLA EM CRISE
Havia uma certa escola apelidada de Escola dos Pesadelos. Trabalhar e estudar nela era um verdadeiro martírio. Os alunos viviam agitados, não se respeitavam, freqüentemente se agrediam. No semestre anterior, um aluno havia ferido outro,deixando-o paraplégico com uma bala na coluna.
Muitos professores estavam ansiosos, deprimidos, amedrontados devido ao clima da escola. Os alunos viviam alienados, ansiosos e irritados. Para muitos, o último lugar em que queriam estar era dentro da sala de aula. Raramente alguém tinha interesse em aprender.
Estudar, assimilar o conhecimento, fazer provas era uma chatice insuportável.Os conflitos eram tão graves que diariamente se chamava o policiamento.A escola deixou de ser um canteiro de paz e se converteu num canteiro de medo.Nada parecia mudar o caos dessa escola.
Certa vez, um professor de física, que deu uma nota baixa para três alunos, foi ameaçado de morte. Temendo pela sua vida, abandonou a escola. Foi o décimo professor a desistir de trabalhar na escola no último ano.
UM NOVO PROFESSOR DE FÍSICA FOI CONTRATADO, ROMANOV. TINHA APENAS 1,55 M DE ALTURA, ERA FRANZINO, MAGRO E APARENTEMENTE TÍMIDO. AO VÊ-LO, ALGUNS ALUNOS, COM UM SORRISO SARCÁSTICO, PENSARAM: "COITADO! ESSE NÃO DURA UMA SEMANA. SE O ANTIGO PROFESSOR, QUE TINHA 1,90 M E ERA MUSCULOSO, NÃO SUPORTOU A AMEAÇA, ESSE SERÁ FACILMENTE DOMINADO", IMAGINAVAM.
No primeiro dia de Romanov um grave problema ocorreu. Um aluno agressivo e autoritário, apelidado de Gigante, colocou a lixeira da sala ao lado da porta para o professor tropeçar. Romanov entrou eufórico, estava animado em se apresentar, nem olhou para o chão. O pequeno professor jamais sofreu uma queda tão feia. Quase quebrou a perna.
A CLASSE NÃO CONTEVE O RISO, EMBORA ALGUNS TIVESSEM PENA DO MESTRE. ROMANOV LEVANTOU-SE SERENAMENTE, TIROU O PÓ DA CALÇA E MOMENTOS DEPOIS FITOU A FACE DE TODA A TURMA. NÃO DISSE PALAVRA ALGUMA, MERGULHOU NUM PROFUNDO SILÊNCIO. NO COMEÇO, NINGUÉM SE AQUIETOU. OS MINUTOS SE PASSARAM E A PLATÉIA COMEÇOU A FICAR INCOMODADA.
O SILÊNCIO DO NOVO PROFESSOR PENETROU POUCO A POUCO NA MENTE DOS ALUNOS E OS INQUIETOU. NUNCA VIRAM UMA REAÇÃO COMO ESSA. ESPERAVAM BRONCAS E SERMÕES, MAS FORAM INUNDADOS POR UM GRITANTE E PERTURBADOR SILÊNCIO. QUINZE MINUTOS DEPOIS, TODOS ESTAVAM CALADOS.
A GRANDE LIÇÃO
Acalmada a platéia, Romanov a chocou, soltou uns gritos incompreensíveis, que assustaram a todos os alunos. Após o choque, ele começou a fazer movimentos com as mãos, como se fosse um catedrático em artes marciais. Os olhos dos alunos não conseguiam acompanhar seus movimentos.De repente, o professor virou uma cambalhota no ar. Os alunos, atônitos, não acreditaram no que viram, o espaço parecia tão curto para um movimento tão fantástico.Parecia um filme.Finalmente entenderam que estavam diante de um grande mestre do karatê, um magnífico faixa preta. Romanov já ganhara inúmeras medalhas em muitas competições.Treinou os alunos a lutar e se dominar, era valente, corajoso e admirado. MAS DEIXOU TUDO PARA SER UM PROFESSOR.E, como professor, queria treinar seus alunos a pensar sobre dois mundos, o mundo em que estão (o físico) e o mundo de que são (o psíquico). Após deixar a platéia embasbacada com sua habilidade, bradou com voz poderosa:
— Quem colocou o cesto do lixo para que eu tropeçasse?
Gigante se encolheu. Começou a tremer os lábios. Sua insegurança o denunciou.Aproximando-se dele, olhou firmemente nos seus olhos e abalou-o:
— O poder de um ser humano não está na sua musculatura, mas na sua inteligência. Os fracos usam a força, os fortes usam a sabedoria. Que tipo de força você tem usado? — perguntou o mestre.Gigante não respondeu. O professor perguntou qual era o seu nome. O jovem falou rapidamente. Perguntou se ele tinha apelido. Ao saber seu apelido, o professor balançou a cabeça e fez uma pergunta para a classe:
— QUEM AGRIDE OS OUTROS É FRACO OU FORTE?
Romanov ensinava através da arte da pergunta. A ARTE DA PERGUNTA ABRIA AS JANELAS DA MENTE DOS ALUNOS E OS FAZIA PENSAR SOBRE VÁRIOS ÂNGULOS UM MESMO PROBLEMA, DESENVOLVENDO ÁREAS NOBRES DA INTELIGÊNCIA.QUERIA QUE ELES PENSASSEM DE MANEIRA AMPLA E ABERTA.
Contrariamente ao que sempre acreditaram, a turma respondeu:
— Quem agride é fraco!
— Então aqueles que promovem guerras e atos violentos são fracos. Quem usa a força e não a sua inteligência é frágil. Em seguida, voltou para a classe e acrescentou: — Todavia, para mim o Gigante não é fraco, mas um grande ser humano. Tenho certeza de que ele tem um excelente potencial intelectual. Ele precisa somente descobrir esse potencial.A platéia ficou paralisada com suas palavras. Atônitos, os estudantes se perguntavam: "Como ele conseguiu elogiar um aluno do qual todos os professores procuram manter distância?"
E, dirigindo-se ao Gigante, abriu-lhe a mente. Disse-lhe:
— Você me machucou, mas para mim você não é um problema nem um inimigo. Saiba que você não é mais um número na classe, mas um ser humano especial.Se você me permitir, gostaria de conhecê-lo melhor e ter a oportunidade de ser seu amigo. — Em seguida, estendeu-lhe a mão.
O PEQUENO PROFESSOR TORNOU-SE GRANDE NA PERSONALIDADE DO ALUNO VIOLENTO, QUE NÃO AMAVA NEM RESPEITAVA NINGUÉM. A IMAGEM DE ROMANOV FOI ARQUIVADA NOS SOLOS DO INCONSCIENTE DE GIGANTE DE MANEIRA PRIVILEGIADA.
A partir daí, Gigante, que detestava física, passou a curti-la.
QUEM AMA SEU MESTRE, AMA A MATÉRIA QUE ELE ENSINA.QUEM NÃO AMA SEU PROFESSOR, DIFICILMENTE AMARÁ SUAS IDÉIAS. ROMANOV ACREDITAVA NESSA TESE.
Vários alunos também se comoveram com o episódio. Romanov não tinha apenas conhecimento lógico sobre física, ele conhecia o território da emoção, por isso era um professor fascinante, sabia resolver conflitos em sala de aula. Rompeu o ciclo da agressividade, começou a surpreender e tratar com gentileza seus agressores.
A ESCOLA DOS PESADELOS COMEÇOU A RECEBER OS RAIOS SOLARES DOS SONHOS, O SONHO DA SABEDORIA, DA GENEROSIDADE, DA FÉ NA VIDA. A DOR SE TRANSFORMOU NUM GOLPE DE AMOR NO PEQUENO E INFINITO MUNDO DE UMA SALA DE AULA.

(TEXTO RETIRADO DO LIVRO DE AUGUSTO CURY : FILHOS BRILHANTES, ALUNOS FASCINANTES



Reflexão e Ação – “Que relações existem entre o que eu ensino e o mundo do trabalho, da ciência, da tecnologia da cultura?”.
As relações que existem em o que ensino e o mundo do trabalho, tecnológico, e ciência já está previsto na promulgação da LDBEN/96 para cá instituíram-se as diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino médio (DCNEM) em 1998 publicou-se os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM), em 1999/2000, divulgaram-se as orientações complementares aos (PCNEM).
Em simultaneidade a publicação desses documentos orientados da ação do ente.
Quando o avanço em níveis mais complexos de estudo, quando tento inferir o educando ao mundo do trabalho por meio de textos e reflexões, quando dou exemplo e formulo conceito e sobre ética e responsabilidade, estou tentando fazer com que ele veja a sociedade de diferentes dimensões da pratica social.
Acredito que a Língua Portuguesa e suas tecnologias tem relação com o que ensino no que diz respeito aos textos e temas abstratos em sala de aula, os mesmos são gerados nas diferentes esferas de atividades sociais e culturais.


Professora Cursista :  Adeilma Carneiro Bastos  

Educação Alimentar e Nutricional: uma perspectiva integradora 

O alimento é muito mais que cultura, pois ele é um elemento vital para o ser humano. Contudo, podemos refletir sobre os alimentos a partir dos mais diversos enfoques socioculturais.   O alimento e alimentar-se fazem parte das mais diversas culturas, e muitas vezes a forma de se articular em torno de tal ato é complexa, podendo ser ritualística, comemorativa, tradicional, necessária e excessiva.
As artes desenvolvem relações antigas com alimento e da colheita desses, basta lembrarmos acerca do nascimento do teatro grego que está diretamente ligado às festas de louvação a Dionísio, responsáveis e protetoras pela colheita e pela fartura. Já o cinema, sempre que pode, dá uma passeada pela temática alimentícia, a exemplo de A festa de Babete e o surrealista Como água para Chocolate.
Nas religiões o alimento sempre aparece como parte mística do culto, o cristianismo aponta o pão como tão vital tanto quanto a adoração ao Cristo; já religiões de matriz africana, como o Candomblé terminam os seus rituais com o Ajeum refeição comunitária em que todos se congraçam após o culto aos seus deuses.
Isso demonstra a importância do alimento na história da humanidade, sendo este responsável, inclusive pelos longos deslocamentos que fizeram o povoamento de parte do planeta. O alimento, ou a falta dele, ainda é motivo de vergonha mundial, quando temos crianças as quais ainda morrem de inanição e subnutridas por não terem o que comer. A fome ainda é um problema social sério; um país das dimensões territoriais do Brasil, ainda precisar ter programas de transferência de renda conhecido popularmente de “Fome Zero”.

Diante do que exposto, compreendemos a necessidade de se buscar uma discussão que envolva os educandos e a escola no que toca à alimentação dentro e fora da escola, a sua importância, os traços e hábitos culturais em torno do que é alimentar- se e o que isso significa para os mais diversos cidadãos. Para isso, propomos uma relação curricular em vários aspectos. Primeiramente, o grupo das ciências humanas podem organizar-se em torno das disciplinas de história, artes, geografia e língua portuguesa para um estudo que poderia passar pela origem das migrações, e como o fator da escassez dos alimentos contribuiu para o deslocamento e para o povoamento de outros territórios (geografia e história); a utilização dos recursos naturais para a produção de alimentos, a exemplo da água, do solo, o uso de agrotóxicos, de plantas geneticamente modificadas (aí envolveria não só a geografia, mas a biologia e as ciências como a química e a física); os conflitos de terra, o agronegócio, o latifúndio, as formas de exploração da terra e do homem e a produção de alimentos para a importação passam a ser de importância das áreas de geografia e história; as noções de sustentabilidade e consumo consciente também são elementos relevantes à discussão.
No que tange as artes pode-se trabalhar na perspectiva de análise de obras (como os de natureza morta) nas suas mais diversas épocas, e com que objetivo, além de percorrer a arte cinematográfica que contém dezenas de filmes que abordam a temática.
Um campo saber bastante privilegiado para a discussão de segurança alimentar enquanto caráter vital e a biologia, pois lá poderemos perceber desde a composição dos alimentos até mesmo a sua relevância no organismo dos seres humanos; a química também há um desempenha um papel importante no estudo das cadeias carbônicas, pois aí estão muitas respostas para a reação de determinados alimentos no organismo.
A língua portuguesa pode desenvolver muitas funções nessa perspectiva, uma vez que pode trazer uma receita para estudarem-se os gêneros textuais e tipos de composição, alem das funções da linguagem envolvidas nas receitas, por exemplo.
Existem inúmeras abordagens de abordagem de tal tema, mas é muito importante que os alunos sejam e estejam informados sobre a noção de segurança alimentar nos seus mais variados prismas, além e, sobretudo que tenham o direito a uma alimentação de qualidade pensada e repensada nos moldes da construção de uma cidadania pró-ativa e sustentável, que ultrapasse o campo teórico e que nossos educandos tenham de fato, uma alimentação de qualidade nas escolas, estas deixam
ainda hoje, muito a desejar, posto que são pobres nutricionalmente e muitas vezes mal preparadas por falta de capacitação dos agentes nutricionais das escolas. As capacitações devem existir para todos os cidadãos envolvidos com o processo de ensino-aprendizagem. 


Cursista: Liliane Alves de Sousa
COMPARTILHANDO CONHECIMENTO
Caderno II – Relatório de atividades

Após a leitura do texto base, reflexão e debate em grupo fomos convidados a discutirmos com os alunos em sala de aula acerca dos temas propostos pelo Caderno II.
Junto a turma do 2º Ano B do Ensino Médio na modalidade EJA no turno da noite, foi apresentado um debate acerca do uso da tecnologia, das aspirações e busca pelos objetivos, as dificuldades enfrentadas pela juventude nos dias atuais, os possíveis culpados pelos fracassos na educação. Para tal, assistimos ao filme Escritores da Liberdade, onde uma professora novata revoluciona uma escola, lecionando numa classe de alunos considerados marginais e sem expectativa de futuro pela sociedade. Onde, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelos alunos e pela professora (inclusive em nível pessoal) eles vencem esses obstáculos. É uma história baseada em fatos reais e inspiradora. Os alunos relataram que assistir ao filme foi um momento importante para levá-los a reflexão acerca das situações de suas próprias vidas.
Depois de assistirmos ao filme, debatemos as situações vivenciadas pelos personagens e suas ligações com a nossa realidade. Geralmente o posicionamento dos alunos foi crítico diante do que assistiu. Tentaram comparar a realidade dos alunos norte-americanos com a nossa. Constataram que apesar de estarmos distante geograficamente, a educação brasileira em certos aspectos não se distancia da educação norte-americana. Perceberam que estigmatizar as pessoas e situações nos cega, e nos faz deixar de dar oportunidade às pessoas, avaliando de maneira rasa que essas são incapazes de evoluir, de crescer.
Foi realizado um questionário/entrevista, onde os alunos trouxeram a tona suas opiniões. Acerca do uso da tecnologia, citaram sua importância para melhoria de nossas atividades cotidianas. Porém, o seu uso sem orientação pode prejudicar tanto a vida escolar, quanto as relações sociais. Sobre os ditos “fracassos na educação”, os alunos colocaram em xeque a postura dos professores, que segundo eles, precisam usar mais recursos tecnológicos e tornar as aulas mais agradáveis. A gestão escolar deve estar mais atenta às dificuldades vivenciadas na escola. Os alunos devem fazer sua parte e perceber-se como protagonista de sua vida. Muitos disseram que alcançar seus objetivos depende de seu esforço e a escola tem uma parcela importante na construção desses sonhos.
Pude perceber que os alunos têm sonhos, aspirações e a consciência de seu papel na construção de seu futuro. Falo de alunos do turno noturno e jovens/adultos, não de adolescentes. A escola deve possibilitar ao aluno esse pleno desenvolvimento, a partir de práticas cotidianas e que tornem os alunos protagonistas de suas vidas.
— com Liliane Alves.


Formação de Professores do Ensino Médio
SEE-PB – E. E. E. F. M. Compositor Luis Ramalho
Professor: Diego Soares 
Disciplina: Filosofia

Relatório de atividades: Etapa I – Caderno II: O jovem como sujeito do ensino médio
1. Introdução

As atividades trabalhadas no caderno II tomam como objeto a tentativa de pensar o jovem como sujeito do Ensino Médio. Sabe-se que este não é o único ator nesta modalidade de ensino, o protagonista. Cabe também as figuras do professor, do quadro técnico e da comunidade escolar como componentes fundamentais da prática escolar. Porém, a proposta é olhar o ensino a partir da perspectiva do jovem. Assim, a noção de juventude é o primeiro tópico a ser trabalhada, derivando-se dessa outros problemas, os quais foram objeto de debate em sala, como a questão da profissionalização, tecnologia, identidade cultural e participação na escola.
Dentre esses temas, traçamos nossa abordagem em três eixos: jovem e realidade escolar, juventude e a perspectiva do trabalho e internet e tecnologia na escola. Assim, em sala, procedemos de duas maneiras. A primeira baseada na exposição teórica de algumas categorias filosófico-sociológicas, para possibilitar a demarcação do campo do problema. A segunda maneira consistiu em sala sondar, através de questionários, produções individuais e debates coletivos, as opiniões e expectativas dos jovens em relação aos assuntos tratados.
2. Desenvolvimento das atividades
Pela natureza de nossa disciplina nossas atividades sempre partiram da necessidade inicial de problematizar o tema analisado. Dessa maneira, alguns conceitos foram extraídos do conteúdo programático concernente a cada série para servir de limite teórico à nossas atividades.
O desdobramento dos temas observará, assim, esse referencial teórico debatido previamente em sala, para que, em seguida, possamos expor o resultado de nossas atividades.
2.1 Juventude e realidade escolar.
O tema desse eixo fora tratado especificamente em algumas turmas do 1º ano. Observamos como conceitos fundamentais as noções de atitude crítica e do questionamento radical, conceitos primários no estudo da filosofia, que permitem os primeiros questionamentos ontológicos.
Dessa maneira, trabalhamos através da produção textual, a qual teve como tema norteador dos questionamentos “a necessidade de mudança da realidade escolar”.
Com esse levantamento de dados, chegamos a um panorama dos principais pontos analisados, que podem ser resumidos nos seguintes pontos: problemas de estrutura física e recursos humanos, relação aluno/professor, grade curricular e didática, por fim, conscientização política.
De todos os temas, o que se faz mais presente no questionamento dos jovens é o da estrutura física e recursos humanos. Tema que “sentido” de maneira mais imediata. Dentre as demandas de mudanças e sugestões encontramos:
Reforma da estrutura escolar que possibilite melhores condições para as atividades escolares: climatização, estruturas das edificações, ambientes de lazer e bibliotecas;
Preocupação com a limpeza do ambiente escolar e de sanitários;
Defasagem do quadro técnico que permite o suporte da prática educativa: psicólogos, funcionários de limpeza, etc;
Débil segurança.
Nesse tópico, os jovens também demonstram ser conscientes da culpa por tais problemas, pois há ainda o fator do vandalismo como elemento presente.
Os outros aspectos levantados estão relacionados à prática educativa e a seus atores diretos: professor, aluno e escola, essa referente ao currículo. Assim, constatamos que:
Os alunos questionam a relação entre aluno/ professor no tocante à relação humana e de compromisso: não reconhecimento das capacidades do aluno e faltas dos profissionais;
Necessidade de respeito às diferenças e de políticas que combatam a prática do Bullying.
Didática pouco atrativa, o que motiva a demanda de aulas que fujam do ambiente da sala de aula;
Necessidade de complementação da grade curricular com atividades de cultura, esporte e lazer.
Mesmo motivados por demandas imediatas, houve também alguns alunos que demonstraram consciência política, pois demonstraram compreender a importância do poder público e as esferas governamentais como fator primordial do melhoramento escolar.
2.2 Juventude e trabalho
Neste eixo seguimos os mesmos referenciais teóricos, a saber, a categoria de atitude critica e do questionamento radical. O tema tratado engloba a visão de mundo do jovem sobre do mercado de trabalho e a realidade escolar.
A atividade, aplicada em turmas do segundo ano, mostram um perfil mais desgastado das expectativas do aluno, talvez fruto do reflexo direto da realidade de ensino e social no qual se encontram.
Assim, levantamos os seguintes pontos que demonstram essa falta de perspectiva:
A defasagem da estrutura física e recursos humanos e pedagógicos da escola;
Capacitação pedagógica de alguns professores bem como a aridez da grade curricular, a qual se demonstra pouco atrativa;
Falta de quadro técnico que permita a orientação vocacional dos alunos;
A visão do ensino médio como uma mera estrutura de emissão de diplomas que permita o acesso ao mercado de trabalho;
E, dentre aqueles que já exerceram alguma atividade remunerativa, a dificuldade em conciliar trabalho e educação.
Contudo, a opinião de que a escola é o ambiente que possibilita esse acesso consciente e deliberado à universidade e, consequentemente, ao mercado de trabalho, é uma tónica nas respostas. A estrutura escolar é tomada de maneira positiva por possibilitar o acesso à conteúdos, realidades, orientações e esclarecimentos sobre o mundo.
2.3 Tecnologia e escola
Por fim, trabalhamos o tema da tecnologia da informação e internet na escola. As turmas sondadas nesse eixo foram, predominantemente, as turmas de terceiros anos.
Para tal abordagem, fundamentamos no âmbito da ética e da moral, bem como a reflexão sobre a sociedade e as normas de conduta. Além do recurso à moral, recorremos também a algumas categorias sociológicas, que permitiram compreender melhor o tema. Assim, partindo da ideia de que esses meios permitem de eficaz o acesso às redes sociais; tomando essas como a nova ágora (a nova praça pública que permite a discussão de temas do cotidiano do jovem); partimos para uma analise dos limites do privado e do público nas redes sociais.
Através de questionários, indagamos sobre o que os jovens costumam acessar, se eles têm uma definição nítida do que são redes sócias, se percebem a presença de normas de conduta no trato social via redes digitais, e sobre questões de identidade cultural e de realidade.
Como resposta, percebemos que há ainda uma visão imediatista das redes, as quais são tomadas como meros instrumentos de lazer, embora ainda haja reflexões de natureza educativa, mas sempre superficiais. Outro ponto importante é a visão subjetiva das redes, na qual o aluno a toma como um elemento formador da identidade psicológica e cultura.
3. Considerações finais
À guisa de conclusão, percebemos que há uma falta de adequação da realidade dos jovens com o ambiente escolar. Tal desacordo ocorre, segundo eles, pela maneira pouco atrativa como a escola se mostra, e por atrativa podemos entender como algo pouco real, ou seja, ultrapassada por não se adequar as suas vivencias de mundo. Porém, há também aqueles que percebem que o desacordo ocorre por uma falta de atenção institucional e política, que pensar a escola é pensa-la em sua totalidade de seus atores, e que a falta de alguns desses pode afetar todo o processo de ensino.



RELATÓRIO  DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA MANHÃ E A TARDE. ( P.F.E.M )



As atividades foram realizadas pela manhã com a turma do 1º ano A, 
seria feita com o primeiro B, mas, a turma não estava presente na sua 
totalidade, então, foi mais voltada para o A.

As sequencias foram também executadas nas turma da tarde, que foram 
as seguintes:
  1. Seguir as orientações do professor da dinâmica;
  2. O que achou da aula que participou?;
  3. Se é possível aplicar nas demais disciplinas da escola?
  4. Produzir um texto, colocando um título e procurando detalhar tudo aquilo que fez durante a aula;


  1. A sequencia ficou assim:

Colocar um título no seu texto;

Colocar a sequencia das atividades;

O que achou da aula que participou;

Se é possível aplicar nas demais disciplinas.

Estatística tendo como base no desenvolvimento das produções de 

textos escritos pelos alunos.


MANHÃ – 1º A



  1. Aula boa = 01
  2. Aula diferente = 09
  3. criativa = 01
  4. Colocaram na sequencia do que apreenderam mais= 07
  5. Aula descontraída = 01
  6. divertida = 06
  7. dinâmica = 01
  8. educativa = 02
  9. interativa = 01
  10. interessante = 04
    1.  “ legal = 07
    2. recreativa = 01
    3. Sentiu-se leve = 01
    4. Colocar em outras disciplinas = 05
    Em alguns textos repete-se os interesses dos itens descritos acima.


    Alguns comentários interessantes criados por eles :
    1. Sede do Saber”
    2. Fugir da Rotina”
    3. Voltei a ser criança”

    Observação geral :
    Todos os textos tiveram o lado positivo relacionados ao aprender na escola e são refletidos na questão da mola mestre, segundo os escritos, que é, a questão do professor pelo menos quebrar o gelo antes de iniciar suas aulas.
    Os alunos apontaram algumas disciplinas que poderiam ser feitos estas ou outras atividades com eles, mas, no geral, todas as disciplinas deveriam uma vez ou outra ou sempre que poder, aplicar algumas dinâmicas com seus alunos, não no sentido de querer enrolar a aula, mas, sim, ter um melhor rendimento de interesse e atenção na aula por parte da grande maioria dos alunos.

    TURNO TARDE – 1º B – C e D


    O procedimento foi o mesmo com pouquíssima diferença entre os levantamentos questionados, que foram:



  1. Atraente = 01
  2. Aplicar em outras disciplinas = 28
  3. Criativa
  4. Colocaram o título no seu texto = 31
  5. Colocaram a sequência = 30
  6. Descontraída = 01
  7. Diferente = 02
  8. Dinâmica = 01
  9. Divertida = 02
  10. Gostei = 06
  11. Interessante = 03
  12. Legal = 06
  13. Muito boa = 02
  14. Não comentaram = 02
  15. Ótima = 01
  16. O máximo = 01
  17. Participativa = 02


Alguns títulos interessantes :
  1. Idade não define maturidade;
  2. Interação com a bexiga;
  3. Brincadeira de criança;
  4. Kabununununun
Observação geral:

A linha de pensamento não foge ao que foi dito em relação ao primeiro 
ano A da manhã, só que, na aplicação com o pessoal do 1º C e D, 
percebeu uma certa euforia por parte da maioria, no sentido de levar a 
aula para o lado da bagunça, ( a faixa etária destas duas turmas são 
bastante altas e temos meninas e meninos que são muitos amigos o 
tempo todo, que estão literalmente colados um no outro. Temos 
também, alguns repetentes inseridos mais no 1º D).
Percebe-se que a linha de atuação dos professores deve-se seguir de 
uma maneira descontraída para com os alunos, uma atuação que seja 
aliado, os itens que forram descritos acima, de uma forma organizada e 
orientada para que o resultado, pelos menos sair satisfatório.



CADERNO VI- SEMANA DE 09 A 10 DE JUNHO DE 2014


ESCOLA ESTADUAL COMPOSITOR LUÍS RAMALHO

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO

PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO 
 (Orientadora)


PAUTA DE TRABALHO


SEMANA DE 12 A 16 DE MAIO DE 2014


PAUTA DE TRABALHO




AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO Etapa I – CADERNO VI

OBJETIVOS:


- Estudar o Caderno VI - AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO ;

- refletir sobre os maiores desafios encontrados no campo da avaliação educacional ;

- falar sobre a concepção de avaliação educacional e como isso se deu ao longo da história de cada profissional ;

- consultar o PPP,os planos de ensino da escola ;

- definir Avaliação da Aprendizagem;

- identificar quais os instrumentos e critérios para atribuição de notas e de aprovação ;

- identificar quais as instâncias e participantes para definição da situação de cada aluno ao final do ano letivo ;

- consultar dados nacionais para verificar a posição da escola , no que diz respeito às taxas de rendiento escolar



MATERIAL UTILIZADO :



- Caderno VI

- Slides-resumo do Caderno VI

- Vídeo : O papel da avaliação na aprendizagem

- PPP da escola

- Planos de Ensino

- Dados Educacionais Nacionais da escola.



ATIVIDADES



a) Em grupo :


1- A partir de sua formação — inicial e continuada — e de sua experiência docente, discuta e reflita com 

colegas de outra área distinta as questões abaixo (sugerimos pequenos grupos de 3 professores de áreas 

bastante distintas, por exemplo, Educação Física, Matemática e Sociologia):

– quais têm sido os maiores desafios no campo da avaliação educacional?

– qual sua concepção de avaliação e como ela se constituiu na sua trajetória docente?



2- Em consulta ao projeto político-pedagógico e aos planos de ensino (aos quais você possa ter acesso) de sua escola, procure identificar os seguintes elementos:

– Definição(ões) de avaliação da aprendizagem encontrada(s).

– Quais os instrumentos e procedimentos mais utilizados.

– Critérios para atribuição de notas ou conceitos e de aprovação.

– Instâncias e participantes para definição da situação de cada aluno ao final do ano letivo.

– Outras observações que considere relevantes para a discussão de avaliação da aprendizagem.


b) atividade individual :


Após ter visto alguns dados nacionais sobre as taxas de rendimento, procure levantar os dados de sua 

escola e, sobre eles, observe os seguintes questionamentos:

– Quais são os dados e taxas de rendimento de sua escola?

– O que esses dados lhes revelam?

– Como esses dados são discutidos entre os professores?



REGISTRO FOTOGRÁFICO \;


domingo, 8 de junho de 2014

Caderno II

“FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
(Pacto pelo Fortalecimento do Ensino Médio)”


ORIENTADORA: PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO


Educar é semear com sabedoria e colher com paciência. Augusto Cury


OBJETIVOS DO ENCONTRO:


- Estudar o II CADERNO:

- Refletir sobre o JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO;

- Perceber qual o perfil do professor na atualidade .


1º MOMENTO:


- Boas-vindas

- Vídeo : EDUQUEM COM MUITO AMOR


-2º MOMENTO:


- Apresentação de slides - Síntese do II CADERNO : O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO.

- Infográfico : Perfil antenado do Professor , na atualidade.

- Leitura dos textos : - O que pensam os jovens sobre o Ensino Médio

- Ensino Médio – uma reforma incompleta


3º MOMENTO:

- Discussão sobre o caderno e os textos de apoio.


MATERIAL  UTILIZADO :
 1 - TEXTO : Gestão Escolar - Gestão da aprendizagem  -  O que pensam os jovens sobre o Ensino Médio
Pesquisa aponta que eles se mostram insatisfeitos com o modelo e os conteúdos trabalhados
André Bernardo (novaescola@fvc.org.br)
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João admite que, até a 4ª série, ainda gostava das professoras. Mas, da 5ª em diante, não conseguiu aprender mais nada. Maria compara a escola onde estuda a um presídio. "Lá, não tem cadeiras nas salas, mas tem grades nas janelas", diz. Teresa fica triste quando não tem aula por falta de professor. Já José garante que, em breve, vai voltar a estudar. "Até para ser gari tem de terminar o Ensino Superior", justifica ele. Os nomes dos personagens acima são fictícios, mas as histórias não. Elas aparecem no levantamento O Que Pensam os Jovens de Baixa Renda sobre a Escola, da Fundação Victor Civita (FVC), realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Coordenada pelo economista Haroldo da Gama Torres, a pesquisa ouviu jovens de 15 a 19 anos de áreas pobres do Recife e de São Paulo e concluiu que há grandes desafios a ser enfrentados no Ensino Médio. A crise que se instalou pode ser traduzida em números: em 2011, apenas 50,9% dos jovens de 15 a 17 anos frequentavam o Ensino Médio, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Além disso, na década entre 2002 e 2012, o número de matrículas caiu de 8,710 milhões para 8,376 milhões, segundo dados do Ministério da Educação (MEC).
O estudo investigou o tipo de relação que os jovens estabelecem com as escolas de Ensino Médio. Entre os dados colhidos, chama a atenção a dificuldade que eles têm de atribuir sentido às disciplinas e aos conteúdos estudados. Um entrevistado do Recife, por exemplo, disse que "estava perdendo tempo com Química e Física". Outra, de São Paulo, declarou: "Nunca vou entender Matemática; aquilo não serve pra nada". E eles estão longe de ser casos isolados. A pesquisa mostrou que um em cada cinco alunos só vai à escola para conseguir o diploma. "O resultado confirma o que já tínhamos verificado: o jovem de hoje não vê o menor sentido no que aprende na aula. Ele se sente conectado com a vida, mas desconectado com a escola", observa Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela Educação. Para resolver o problema da fragmentação curricular - no Ensino Médio, o aluno chega a estudar 13 disciplinas -, ela propõe uma flexibilização. "A grade curricular pode permitir a liberdade de escolha. Na adolescência, muitos sabem do que gostam e do que não gostam. Se a escola for um lugar onde o estudante consegue construir um projeto de vida, vai se sentir motivado a frequentá-la."
Não ver utilidade em boa parte das disciplinas estudadas não é o único motivo que leva os alunos a abandonar os estudos. Eles se queixaram também do clima de insegurança, da zoeira - termo que significa excesso de bagunça e bullying dos colegas - em sala de aula e do absenteísmo dos professores (leia o número abaixo) como fatores determinantes para a evasão escolar. "Quem leciona à noite para jovens da periferia enfrenta uma realidade diferente daquele que trabalha de dia nos grandes centros. Então, me parece importante que os educadores que dão aula em locais mais pobres e sem tanta infraestrutura sejam reconhecidos de outra forma", opina Torres, que propõe políticas de incentivo para valorizar os bons professores.
Crítica ao baixo uso da tecnologia
Em relação aos docentes, 81,3% dos entrevistados declararam que, em caso de dúvida, eles explicavam adequadamente as matérias, 77,2% consideraram os professores interessados em sua aprendizagem e 78,6% entenderam que a escola e os professores apoiavam os alunos com dificuldades. Mas, mesmo nas escolas que tinham computador (73,8% do total da amostra analisada), 37,2% dos estudantes reclamaram que nunca tinham usado o equipamento. "A professora não sabia o que era Facebook nem tinha Orkut. Dá pra acreditar?", indagou um adolescente de São Paulo. "Pra mim, a escola parou no tempo", completou uma jovem de São Paulo. Segundo a pesquisa, 70,7% dos entrevistados tinham acesso à internet em casa e 57,6% em celulares. "A tecnologia é uma excelente estratégia, como outras. Mas, sem conteúdo pedagógico, ela não vale nada", diz Priscila.
Na opinião de Gisela Tartuce, da Fundação Carlos Chagas (FCC), não há como pensar em melhorias para o Ensino Médio sem planejar uma sólida e continuada formação docente. "Uma formação que permita lidar com a diversidade da classe, com as novas tecnologias da informação e com a realidade indisciplinada e insegura das escolas brasileiras", afirma Gisela (leia o quadro abaixo). Para Torres, a formação do professor tem de ser mais pragmática e menos teórica. "Chegou a hora de discutir a escola como ela é. No caso dos alunos de classes menos favorecidas, é preciso pensar em alternativas que ajudem o educador a se relacionar com o estudante que já chega a essa etapa de ensino mal preparado. Esse ainda é um grande desafio", afirma.
Problemas vêm de antes
A pesquisa Anos Finais do Ensino Fundamental: Aproximando-se da Configuração Atual, da Fundação Victor Civita (FVC), realizada pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em 2012, revelou que a falta de infraestrutura, a rotatividade dos docentes e a fragmentação curricular não são problemas que afligem apenas quem cursa o Ensino Médio. "Enquanto os alunos dos anos finais do Fundamental reclamam da indisciplina da própria turma, os do Médio focalizam a insegurança da escola como um todo", compara Gisela Tartuce, uma das coordenadoras da pesquisa. "Mas, em ambos os estudos, mesmo que apareçam restrições à conduta docente, os estudantes valorizam seus professores e reconhecem as dificuldades do trabalho deles." Segundo Gisela, outras pesquisas sustentam que "a perda do sentido de estar na escola" atinge também os educadores. Na visão de alguns, os jovens são, em sua maioria, consumistas, imaturos e alienados. "Esses desencontros explicam, em grande parte, o desinteresse pela escola, nos dois níveis de ensino."
2 - Slides-resumo do Caderno II;

3 - Vídeo : EDUQUEM COM MUITO AMOR


ATIVIDADES :


1- Iniciamos nosso diálogo falando do “jogo de culpados” na escola. Como “virar este jogo” e construir novos relacionamentos entre professores e seus jovens estudantes? Em sua percepção, faz sentido esta afirmação de que professores e jovens se culpam mutuamente e os dois lados parecem não saber muito bem para que serve a escola nos dias de hoje? Que tal promover uma conversa na escola sobre a questão dos sentidos do estar na escola para professores e estudantes? E por que não elaborar estratégias para promover o reconhecimento mútuo? Por exemplo, você pode elaborar mapas das identidades culturais juvenis do bairro; redigir cartas aos jovens estudantes para que  eles se revelem além de suas identidades uniformizadas de alunos; promover jogos de apresentação na sala de aula, dentre outras atividades. E em quais outras iniciativas podemos pensar para ampliar o campo de conhecimento sobre quem são eles e elas que estudam e vivem a escola? Buscar perceber como os jovens estudantes constroem o seu modo próprio de ser jovem é um passo para compreender suas experiências, necessidades e expectativas. 

2-As pesquisas apontam que uma das coisas que os jovens mais fazem na internet é conversar. E que tal propor um diálogo com os estudantes na escola sobre as conversas na internet? Será que o que se conversa pela internet tem “menos valor ou importância do que aquilo que se diz presencialmente? O que os jovens de sua escola diriam? Vamos tentar este papo como um exercício de aproximação com os estudantes? Professor, professora, sua escola está também aberta para o diálogo com as culturas juvenis que envolvem os jovens fora da escola? Que tal promover um diálogo sobre a questão, após assistir ao documentário O desafio do passinho: uma forma de expressão corporal e sociocultural? Ele está disponível no site: .

3-E nós, professores e professoras, como podemos ser parceiros e coconstrutores de projetos para o futuro dos jovens e das jovens estudantes? Que tal buscarmos estratégias metodológicas para que os estudantes falem de si no presente e de seus projetos de vida futura? Uma troca de correspondência entre os estudantes com a mediação docente pode abrir a possibilidade para o diálogo sobre as expectativas juvenis frente a vida. Da mesma forma, e pensando no presente de muitos jovens trabalhadores, tente também saber: quantos estudantes trabalham em suas turmas; que trabalho realizam; quais trabalhos já fizeram; sob quais condições; se foram feitos com segurança e proteção ou em condições de exploração e desproteção. Seus estudantes têm consciência de seus direitos de trabalhadores e trabalhadoras? Não trabalham, mas pensam em trabalhar ainda durante o tempo de escola? Que tal abrir um diálogo com eles sobre essas e outras questões?

4- E se todos os professores e professoras se perguntassem sobre o que os jovens e as jovens estudantes pensam e sentem sobre a escola de Ensino Médio? Seria possível surgirem desta abertura à escuta e ao diálogo alternativas para a superação dos crônicos problemas de relacionamentos e realização da vida escolar que afetam o cotidiano de muitas escolas? O gênero carta pode ser uma boa alternativa para a abertura do diálogo com os jovens estudantes. Que tal então produzir coletiva- mente uma carta dos professores e professoras endereçada ao jovem estudante de sua escola? Esta carta coletiva pode ser afixada num mural, entregue a cada um dos estudantes ou mesmo ser publicada na internet. Acesse no Portal EMdiálogo a carta ao jovem estudante elaborada coletivamente por professores do estado do Ceará: .





REGISTRO FOTOGRÁFICO :