Formação
de Professores do Ensino Médio
SEE-PB
– E. E. E. F. M. Compositor Luis Ramalho
Professor:
Diego Soares
Disciplina:
Filosofia
Relatório
de atividades: Etapa I – Caderno III: Curriculo do Ensino Médio,
seus sujeitos e os desafios da formação humana integral.
Desenvolvimento
das Atividades
A
primeira atividade fomenta o debate coletivo sobre a temática do
ensino, tecnologia e trabalho, para possibilitar a analise individual
especifica de cada disciplina: a adequação da realidade ao conteúdo
ministrado por cada área de saber. Do debate entre os membros do
quadro, bem como através da consulta do alunado através de
entrevistas, percebemos que os problemas comuns à minha disciplina,
filosofia, são, de certa maneira, comuns a todas as outras. Dentre
esses, a questão do engessamento do ensino surge como principal. A
percepção de que a metodologia tradicional, geralmente empregada,
encontra-se aquém da realidade, e, dessa maneira, não acompanha as
mudanças relacionadas à questão da tecnologia e do trabalho, é
percepção comum. Outro ponto, este mais próximo à realidade da
minha disciplina, é a discordância entre o ser
e o dever
ser
curricular: demanda-se uma educação integral, pautada em valores
humanistas e estéticos, porém, em termos de currículos, vemos as
disciplinas de Humanas limitadas em termo de quantidades de aulas e
recursos.
A
segunda atividade fora trabalhada coletivamente visando à leitura,
compreensão e debate crítico das DCNEM. O fruto de tal atividade
encontra-se anexada ao fim do presente relatório.
As
demais atividades visaram à perspectiva da analise das finalidades
da educação básica. É de se notar o aspecto interdisciplinar de
tais finalidades. Essas exigem a formação física, psicológica e
intelectual do indivíduo. Esses eixos desdobram-se em aspectos
específicos, aprofundando assim os fatores a serem desenvolvidos: a
autonomia intelectual e moral, capacidade e aptidões comunicativas,
capacidade de compreensão lógica e crítica da realidade, formação
e aprimoramento de capacidades físicas e motoras e o desenvolvimento
de conhecimentos gerais das áreas especificas relacionadas ao
universo de cada disciplina.
Sabe-se
que no ambiente escolar a exigência gira em torno do ultimo aspecto,
a saber, das disciplinas especificas. Os demais fatores devem ser
fruto da transversalidade e do exercício da interdisciplinaridade.
Do saber dos livros passados em sala de aula, deve-se emanar
aprendizado atitudinal que possibilite o aprimoramento intelectual e
moral do aluno. Porém, diante de tal exigência, deparamo-nos com um
dilema de cunho ontológico perante aquele de cunho prescritivo. Como
percebemos em debate coletivo sobre as DNCEM, a tensão está
presente na tentativa de adequar o que é com aquilo que deve ser.
É
notório que na atual conjuntura político-social, valores como
direitos humanos e sustentabilidade são sendas das quais não se
podem declinar. Assim, o aspecto prescritivo das DNCEM se faz
compreensíveis e inevitáveis. Contudo, a efetivação de tais
finalidades emperra no status quo da realidade escolar, pois
acreditamos que a execução dessas demanda um processo de
amadurecimento coletivo e democrático; que não seja algo
unilateral, mas que obedeça ao processo dialético de sua
efetivação.
SECRETARIA
DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO ESTADO DA PARAÍBA
ESCOLA
ESTADUAL COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
PACTO
PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO-PACTO
ORIENTADORA:
PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO
Professores
Cursistas: Adeilma Carneiro Bastos, Diego Soares de Souza, Armando da
Silva Santiago, Pedro Jali Nobrega de Souza, Gerson Macena Duarte,
Monica Maria F. de S. Nascimento, Joana D’arc de Melo Pequeno,
Hildênia Onias de Sousa e Liliane Alves de Sousa.
COMPARTILHANDO
CONHECIMENTO
Caderno
III – Relatório de Debate acerca da Resolução Nº 2, de 30 de
janeiro de 2012 – Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino
Médio
Após a leitura do documento, reflexão e
debate em grupo chegamos às seguintes proposições:
- O texto traz para discussão temas da atualidade. É bem elaborado, mas infelizmente não vem sendo vivenciado de forma integral nas escolas de Ensino Médio por vários fatores;
- A Diretriz realmente orienta, sendo complementado por outros documentos como os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) que nos oferecem opções de ações norteadoras;
- O documente se refere ao ideal, mas a realidade vivenciada nas escolas não colaboram para efetivação das ações propostas;
- Não temos em nossa escola condições materiais e físicas que possibilitem ações pedagógicas que efetivem o que está escrito nas Diretrizes;
- Infelizmente as Diretrizes partem de cima para baixo, quando na verdade deveriam ter sido elaboradas nas escolas, pelas comunidades escolares em situação mais democrática;
- A sensação que deixa aos educadores é que eles são a “base da pirâmide” e são os culpados pelos fracassos da educação nacional;
- Muitos profissionais têm dificuldade para aceitar as mudanças;
- Professores dispõe que faltam condições para a melhorias das atividades escolares, tendo em vista a falta de condições oferecidas pelas instituições escolares;
- Não há um verdadeiro princípio democrático dentro das escolas, no sentido que muitas decisões já chegam prontas e não são discutidas pela maioria;
- Entra a educação ideal e a real existe ainda um abismo que deve ser superado;
- A postura do professor é de enfrentamento às dificuldades, esforçando-se ao máximo para superá-las, proporcionando ao educando seu desenvolvimento pleno e de forma integral.

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