Formação de Professores do Ensino Médio
SEE-PB – E. E. E. F. M. Compositor Luis Ramalho
Professor: Diego Soares
Disciplina: Filosofia
Relatório de atividades: Etapa I – Caderno II: O jovem como sujeito do ensino médio
1. Introdução
As atividades trabalhadas no caderno II tomam como objeto a tentativa de pensar o jovem como sujeito do Ensino Médio. Sabe-se que este não é o único ator nesta modalidade de ensino, o protagonista. Cabe também as figuras do professor, do quadro técnico e da comunidade escolar como componentes fundamentais da prática escolar. Porém, a proposta é olhar o ensino a partir da perspectiva do jovem. Assim, a noção de juventude é o primeiro tópico a ser trabalhada, derivando-se dessa outros problemas, os quais foram objeto de debate em sala, como a questão da profissionalização, tecnologia, identidade cultural e participação na escola.
Dentre esses temas, traçamos nossa abordagem em três eixos: jovem e realidade escolar, juventude e a perspectiva do trabalho e internet e tecnologia na escola. Assim, em sala, procedemos de duas maneiras. A primeira baseada na exposição teórica de algumas categorias filosófico-sociológicas, para possibilitar a demarcação do campo do problema. A segunda maneira consistiu em sala sondar, através de questionários, produções individuais e debates coletivos, as opiniões e expectativas dos jovens em relação aos assuntos tratados.
2. Desenvolvimento das atividades
Pela natureza de nossa disciplina nossas atividades sempre partiram da necessidade inicial de problematizar o tema analisado. Dessa maneira, alguns conceitos foram extraídos do conteúdo programático concernente a cada série para servir de limite teórico à nossas atividades.
O desdobramento dos temas observará, assim, esse referencial teórico debatido previamente em sala, para que, em seguida, possamos expor o resultado de nossas atividades.
Pela natureza de nossa disciplina nossas atividades sempre partiram da necessidade inicial de problematizar o tema analisado. Dessa maneira, alguns conceitos foram extraídos do conteúdo programático concernente a cada série para servir de limite teórico à nossas atividades.
O desdobramento dos temas observará, assim, esse referencial teórico debatido previamente em sala, para que, em seguida, possamos expor o resultado de nossas atividades.
2.1 Juventude e realidade escolar.
O tema desse eixo fora tratado especificamente em algumas turmas do 1º ano. Observamos como conceitos fundamentais as noções de atitude crítica e do questionamento radical, conceitos primários no estudo da filosofia, que permitem os primeiros questionamentos ontológicos.
Dessa maneira, trabalhamos através da produção textual, a qual teve como tema norteador dos questionamentos “a necessidade de mudança da realidade escolar”.
Com esse levantamento de dados, chegamos a um panorama dos principais pontos analisados, que podem ser resumidos nos seguintes pontos: problemas de estrutura física e recursos humanos, relação aluno/professor, grade curricular e didática, por fim, conscientização política.
De todos os temas, o que se faz mais presente no questionamento dos jovens é o da estrutura física e recursos humanos. Tema que “sentido” de maneira mais imediata. Dentre as demandas de mudanças e sugestões encontramos:
Reforma da estrutura escolar que possibilite melhores condições para as atividades escolares: climatização, estruturas das edificações, ambientes de lazer e bibliotecas;
Preocupação com a limpeza do ambiente escolar e de sanitários;
Defasagem do quadro técnico que permite o suporte da prática educativa: psicólogos, funcionários de limpeza, etc;
Débil segurança.
O tema desse eixo fora tratado especificamente em algumas turmas do 1º ano. Observamos como conceitos fundamentais as noções de atitude crítica e do questionamento radical, conceitos primários no estudo da filosofia, que permitem os primeiros questionamentos ontológicos.
Dessa maneira, trabalhamos através da produção textual, a qual teve como tema norteador dos questionamentos “a necessidade de mudança da realidade escolar”.
Com esse levantamento de dados, chegamos a um panorama dos principais pontos analisados, que podem ser resumidos nos seguintes pontos: problemas de estrutura física e recursos humanos, relação aluno/professor, grade curricular e didática, por fim, conscientização política.
De todos os temas, o que se faz mais presente no questionamento dos jovens é o da estrutura física e recursos humanos. Tema que “sentido” de maneira mais imediata. Dentre as demandas de mudanças e sugestões encontramos:
Reforma da estrutura escolar que possibilite melhores condições para as atividades escolares: climatização, estruturas das edificações, ambientes de lazer e bibliotecas;
Preocupação com a limpeza do ambiente escolar e de sanitários;
Defasagem do quadro técnico que permite o suporte da prática educativa: psicólogos, funcionários de limpeza, etc;
Débil segurança.
Nesse tópico, os jovens também demonstram ser conscientes da culpa por tais problemas, pois há ainda o fator do vandalismo como elemento presente.
Os outros aspectos levantados estão relacionados à prática educativa e a seus atores diretos: professor, aluno e escola, essa referente ao currículo. Assim, constatamos que:
Os alunos questionam a relação entre aluno/ professor no tocante à relação humana e de compromisso: não reconhecimento das capacidades do aluno e faltas dos profissionais;
Necessidade de respeito às diferenças e de políticas que combatam a prática do Bullying.
Didática pouco atrativa, o que motiva a demanda de aulas que fujam do ambiente da sala de aula;
Necessidade de complementação da grade curricular com atividades de cultura, esporte e lazer.
Mesmo motivados por demandas imediatas, houve também alguns alunos que demonstraram consciência política, pois demonstraram compreender a importância do poder público e as esferas governamentais como fator primordial do melhoramento escolar.
Os outros aspectos levantados estão relacionados à prática educativa e a seus atores diretos: professor, aluno e escola, essa referente ao currículo. Assim, constatamos que:
Os alunos questionam a relação entre aluno/ professor no tocante à relação humana e de compromisso: não reconhecimento das capacidades do aluno e faltas dos profissionais;
Necessidade de respeito às diferenças e de políticas que combatam a prática do Bullying.
Didática pouco atrativa, o que motiva a demanda de aulas que fujam do ambiente da sala de aula;
Necessidade de complementação da grade curricular com atividades de cultura, esporte e lazer.
Mesmo motivados por demandas imediatas, houve também alguns alunos que demonstraram consciência política, pois demonstraram compreender a importância do poder público e as esferas governamentais como fator primordial do melhoramento escolar.
2.2 Juventude e trabalho
Neste eixo seguimos os mesmos referenciais teóricos, a saber, a categoria de atitude critica e do questionamento radical. O tema tratado engloba a visão de mundo do jovem sobre do mercado de trabalho e a realidade escolar.
A atividade, aplicada em turmas do segundo ano, mostram um perfil mais desgastado das expectativas do aluno, talvez fruto do reflexo direto da realidade de ensino e social no qual se encontram.
Assim, levantamos os seguintes pontos que demonstram essa falta de perspectiva:
A defasagem da estrutura física e recursos humanos e pedagógicos da escola;
Capacitação pedagógica de alguns professores bem como a aridez da grade curricular, a qual se demonstra pouco atrativa;
Falta de quadro técnico que permita a orientação vocacional dos alunos;
A visão do ensino médio como uma mera estrutura de emissão de diplomas que permita o acesso ao mercado de trabalho;
E, dentre aqueles que já exerceram alguma atividade remunerativa, a dificuldade em conciliar trabalho e educação.
Contudo, a opinião de que a escola é o ambiente que possibilita esse acesso consciente e deliberado à universidade e, consequentemente, ao mercado de trabalho, é uma tónica nas respostas. A estrutura escolar é tomada de maneira positiva por possibilitar o acesso à conteúdos, realidades, orientações e esclarecimentos sobre o mundo.
Neste eixo seguimos os mesmos referenciais teóricos, a saber, a categoria de atitude critica e do questionamento radical. O tema tratado engloba a visão de mundo do jovem sobre do mercado de trabalho e a realidade escolar.
A atividade, aplicada em turmas do segundo ano, mostram um perfil mais desgastado das expectativas do aluno, talvez fruto do reflexo direto da realidade de ensino e social no qual se encontram.
Assim, levantamos os seguintes pontos que demonstram essa falta de perspectiva:
A defasagem da estrutura física e recursos humanos e pedagógicos da escola;
Capacitação pedagógica de alguns professores bem como a aridez da grade curricular, a qual se demonstra pouco atrativa;
Falta de quadro técnico que permita a orientação vocacional dos alunos;
A visão do ensino médio como uma mera estrutura de emissão de diplomas que permita o acesso ao mercado de trabalho;
E, dentre aqueles que já exerceram alguma atividade remunerativa, a dificuldade em conciliar trabalho e educação.
Contudo, a opinião de que a escola é o ambiente que possibilita esse acesso consciente e deliberado à universidade e, consequentemente, ao mercado de trabalho, é uma tónica nas respostas. A estrutura escolar é tomada de maneira positiva por possibilitar o acesso à conteúdos, realidades, orientações e esclarecimentos sobre o mundo.
2.3 Tecnologia e escola
Por fim, trabalhamos o tema da tecnologia da informação e internet na escola. As turmas sondadas nesse eixo foram, predominantemente, as turmas de terceiros anos.
Para tal abordagem, fundamentamos no âmbito da ética e da moral, bem como a reflexão sobre a sociedade e as normas de conduta. Além do recurso à moral, recorremos também a algumas categorias sociológicas, que permitiram compreender melhor o tema. Assim, partindo da ideia de que esses meios permitem de eficaz o acesso às redes sociais; tomando essas como a nova ágora (a nova praça pública que permite a discussão de temas do cotidiano do jovem); partimos para uma analise dos limites do privado e do público nas redes sociais.
Através de questionários, indagamos sobre o que os jovens costumam acessar, se eles têm uma definição nítida do que são redes sócias, se percebem a presença de normas de conduta no trato social via redes digitais, e sobre questões de identidade cultural e de realidade.
Como resposta, percebemos que há ainda uma visão imediatista das redes, as quais são tomadas como meros instrumentos de lazer, embora ainda haja reflexões de natureza educativa, mas sempre superficiais. Outro ponto importante é a visão subjetiva das redes, na qual o aluno a toma como um elemento formador da identidade psicológica e cultura.
Por fim, trabalhamos o tema da tecnologia da informação e internet na escola. As turmas sondadas nesse eixo foram, predominantemente, as turmas de terceiros anos.
Para tal abordagem, fundamentamos no âmbito da ética e da moral, bem como a reflexão sobre a sociedade e as normas de conduta. Além do recurso à moral, recorremos também a algumas categorias sociológicas, que permitiram compreender melhor o tema. Assim, partindo da ideia de que esses meios permitem de eficaz o acesso às redes sociais; tomando essas como a nova ágora (a nova praça pública que permite a discussão de temas do cotidiano do jovem); partimos para uma analise dos limites do privado e do público nas redes sociais.
Através de questionários, indagamos sobre o que os jovens costumam acessar, se eles têm uma definição nítida do que são redes sócias, se percebem a presença de normas de conduta no trato social via redes digitais, e sobre questões de identidade cultural e de realidade.
Como resposta, percebemos que há ainda uma visão imediatista das redes, as quais são tomadas como meros instrumentos de lazer, embora ainda haja reflexões de natureza educativa, mas sempre superficiais. Outro ponto importante é a visão subjetiva das redes, na qual o aluno a toma como um elemento formador da identidade psicológica e cultura.
3. Considerações finais
À guisa de conclusão, percebemos que há uma falta de adequação da realidade dos jovens com o ambiente escolar. Tal desacordo ocorre, segundo eles, pela maneira pouco atrativa como a escola se mostra, e por atrativa podemos entender como algo pouco real, ou seja, ultrapassada por não se adequar as suas vivencias de mundo. Porém, há também aqueles que percebem que o desacordo ocorre por uma falta de atenção institucional e política, que pensar a escola é pensa-la em sua totalidade de seus atores, e que a falta de alguns desses pode afetar todo o processo de ensino.
À guisa de conclusão, percebemos que há uma falta de adequação da realidade dos jovens com o ambiente escolar. Tal desacordo ocorre, segundo eles, pela maneira pouco atrativa como a escola se mostra, e por atrativa podemos entender como algo pouco real, ou seja, ultrapassada por não se adequar as suas vivencias de mundo. Porém, há também aqueles que percebem que o desacordo ocorre por uma falta de atenção institucional e política, que pensar a escola é pensa-la em sua totalidade de seus atores, e que a falta de alguns desses pode afetar todo o processo de ensino.

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