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SECRETARIA DE
EDUCAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA
1ª GERÊNCIA
REGIONALDE ENSINO
ESCOLA ESTADUAL DE
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
FORMAÇÃO DE
PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
PROFESSORA-ORIENTADORA
ANA BETÂNIA DO
NASCIMENTO
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Ensino
Médio e Formação Humana Integral
Componentes do grupo:
1-
Maria
Edna de Alencar Maracajá
2-
Maria
de Fátima da Silva
3-
Shirley Emanuelle
Nascimento Silva
4-
Paulo José de Mello Cavalheiro
Questões :
a)
O que muda no cotidiano escolar com
relação ao tema abordado no CADERNO I ?
b)
Que contribuição este conhecimento
trouxe para a realidade escolar?
Desenvolvimento
A princípio o sistema de Educação
mantem-se o mesmo desde o Império, onde ainda existe o
favorecimento da classe elitizada e a classe menos favorecida tendo que lutar (
em alguns momentos do percurso, literalmente lutar pelos seus direitos em
ingressar numa faculdade ou até mesmo, naquela época, para o ensino médio),
para entrar num nível mais adiante de ensino. Embora,
no Brasil, não tenha se constituído um “rígido padrão dualista de ensino”
observado
nos países europeus do século XIX, percebe-se, mesmo
assim, a existência de dois “sistemas” paralelos de educação, um para o “povo”
e o outro para as classes superiores, de nítidos contornos
no ensino posterior ao primário. Os alunos provenientes da
escola primária popular não tinham, também, acesso às escolas secundárias.
Aqui, a expressão educação
“popular” se definiu em oposição ao ensino de
tipo secundário.
Este
ensino e a sua continuação natural nas escolas superiores apareciam como a
educação seletiva. A mudança está no comportamento dos professores e alunos na
tentativa de uma escola para todos ou seja, tentar nivelar o ensino para às
duas partes envolvidas, descritas acima. Professores comprometidos numa
tentativa de fornecer novas metodologias para passar os conteúdos, assim como
os alunos, tentam reivindicar dos professores estas novas metodologias para uma
tentativa de sair do ensino tradicional e também tentar nivelar o ensino para
ambas os sistemas sociais.
A
contribuição deste conhecimento é que devemos procurar sempre uma atualização
dos conteúdos pedagógicos e novas formas de passar estes conteúdos e numa
tentativa positiva de melhorar e quebrar o sistema que ainda perdura nas
classes sociais, pelo menos igualar as forças das duas classes educacionais.
Levando em consideração a regulamentação do Ensino
Médio em 1931, segundo Francisco Campos, o mesmo deve formar o ser humano
para os diversos setores da atividade nacional tornando-o capaz. De
lá para cá o EM vem passando por algumas mudanças que levam a uma reflexão mais
aprofundada quanto a necessidade de preparar o educando para desempenhar vários
papéis em relação a qualificação para o mercado de trabalho, sem perder de
vista a condição necessária para o ingresso no ensino superior.
Digamos que o ideal da
qualificação associado ao desenvolvimento da capacidade intelectual é o norte
que torna o EM indispensável no propósito de alcançar a educação de qualidade
bem como, um dos protagonistas do próprio resultado sócio-econômico quando
almejamos um IDH mais elevado.
QUESTÃO 2
Verificar o histórico do EM nos
leva a valorizar mais a força do projeto político pedagógico dentro da escola,
entre outras coisas, pois nos incentiva a inovar a realidade em relação ao
mesmo, que por sua vez chama a uma reflexão e traz uma nova perspectiva a
partir das mudanças empregadas nesse novo conceito pedagógico.
O novo muitas vezes incomoda,
mas não podemos deixar de utilizar as vantagens que o mesmo às vezes oferece.
Precisamos encarar de frente essa nova realidade que aponta para a
necessidade de um EM mais dinâmico e capaz de enfrentar desafios e superar
obstáculos.
A pergunta é : O que eu quero ser ? será ?
Atividade
final do caderno I: Ensino Médio e Formação Humana Integral.
O
conhecimento adquirido através da leitura do referido material concentra-se no
entendimento dos aspectos históricos pelos quais a educação brasileira passou
desde os tempos do Império até os dias atuais. É possível
perceber que durante muito tempo em nosso país
a educação se apresentou como um elemento utilizado pelas classes
dominantes para manter seus privilégios
e conservar sua posição perante a sociedade. Nos dias atuais é preciso
compreender a postura da educação em um novo cenário mundial marcado pelo
avanço das tecnologias que devem ser incorporadas ao processo pedagógico.
Historicamente,
de acordo com o material lido, o ensino
médio sempre apresentou uma divisão entre aquele destinado à preparação para o ingresso no ensino superior e aquele
destinado ao mercado de trabalho, ou seja, o ensino constituía-se como um meio
pra alcançar uma dessas finalidades não sendo visto como um fim, a formação
básica.
A Constituição Federal de 1998 não se
restringe apenas a garantia de acesso a educação mas também a garantia da
qualidade do ensino desse modo, de acordo com esse documento em seu artigo 205
é o objetivo da educação no país garantir
o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania
e sua qualificação pra o trabalho .
Em
decorrência das inúmeras transformações pelas quais o país vem atravessando no
cenário político, econômico e social promovidas, dentre outros fatores, pelo
processo de globalização, faz-se necessário que também ocorram mudanças
relacionadas à educação. Mudaram as técnicas e tecnologias, bem como a
estrutura econômica vigente no Brasil.
Desse
modo, a função do ensino médio tem que ser revista, pois torna-se necessária a
formação geral, em detrimento a formação específica. Uma vez que, para a
inserção no processo produtivo e para o alcance do desenvolvimento intelectual
na atualidade, é fundamental o conhecimento e utilização dos recursos
tecnológicos, além da consciênciacrítica, a capacidade de criar, a curiosidade,
o hábito dapesquisa, dentre outros. Tornando-se assim, inviável a manutenção do
ensino tradicional, que prioriza a memorização.
A finalidade exclusiva do
ensino secundário não há de ser a matrícula nos cursos superiores; o seu fim,
pelo contrário,
deve ser a formação do homem para
todos os grandes setores da atividade nacional, construindo no seu espírito todo
um sistema de hábitos, atitudes e comportamentos que o habilitem a viver por si
mesmo e a tomar em qualquer situação as decisões mais convenientes e mais
seguras (apud ROMANELLI, 1978,
p. 135).
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