domingo, 6 de julho de 2014

Revisão do CADERNO I - Grupo da Terça-feira


SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA
1ª GERÊNCIA REGIONALDE ENSINO
ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO COMPOSITOR LUÍS RAMALHO
FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
PROFESSORA-ORIENTADORA
ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO




Ensino Médio e Formação Humana Integral

     Componentes do grupo:

1-              Maria Edna de Alencar Maracajá 
2-              Maria de Fátima da Silva
3-              Shirley Emanuelle  Nascimento Silva
4-              Paulo José de Mello Cavalheiro

    Questões :
a)              O que muda no cotidiano escolar com relação ao tema abordado no CADERNO I ?
b)              Que contribuição este conhecimento trouxe para a realidade escolar?

   Desenvolvimento

            A princípio o sistema de Educação mantem-se o mesmo desde o                   Império, onde ainda existe o favorecimento da classe elitizada e a classe menos favorecida tendo que lutar ( em alguns momentos do percurso, literalmente lutar pelos seus direitos em ingressar numa faculdade ou até mesmo, naquela época, para o ensino médio), para entrar num nível mais adiante de ensino. Embora, no Brasil, não tenha se constituído um “rígido padrão dualista de ensino” observado
nos países europeus do século XIX, percebe-se, mesmo assim, a existência de dois “sistemas” paralelos de educação, um para o “povo” e o outro para as classes superiores, de nítidos contornos
no ensino posterior ao primário. Os alunos provenientes da escola primária popular não tinham, também, acesso às escolas secundárias.
Aqui, a expressão educação “popular” se definiu em oposição ao ensino de tipo secundário.
            Este ensino e a sua continuação natural nas escolas superiores apareciam como a educação seletiva. A mudança está no comportamento dos professores e alunos na tentativa de uma escola para todos ou seja, tentar nivelar o ensino para às duas partes envolvidas, descritas acima. Professores comprometidos numa tentativa de fornecer novas metodologias para passar os conteúdos, assim como os alunos, tentam reivindicar dos professores estas novas metodologias para uma tentativa de sair do ensino tradicional e também tentar nivelar o ensino para ambas os sistemas sociais.
           A contribuição deste conhecimento é que devemos procurar sempre uma atualização dos conteúdos pedagógicos e novas formas de passar estes conteúdos e numa tentativa positiva de melhorar e quebrar o sistema que ainda perdura nas classes sociais, pelo menos igualar as forças das duas classes educacionais.




Levando em consideração a regulamentação do Ensino Médio  em 1931, segundo Francisco Campos, o mesmo deve formar o ser humano para os diversos setores da atividade nacional  tornando-o capaz.  De lá para cá o EM vem passando por algumas mudanças que levam a uma reflexão mais aprofundada quanto a necessidade de preparar o educando para desempenhar vários papéis em relação a qualificação para o mercado de trabalho, sem perder de vista a condição necessária para o ingresso no ensino superior.
     Digamos que o ideal da qualificação associado ao desenvolvimento da capacidade intelectual é o norte que torna o EM indispensável no propósito de alcançar a educação de qualidade bem como, um dos protagonistas do próprio resultado sócio-econômico quando almejamos um IDH mais elevado.

QUESTÃO 2  


     Verificar o histórico do EM nos leva a valorizar mais a força do projeto político pedagógico dentro da escola, entre outras coisas, pois nos incentiva a inovar a realidade em relação ao mesmo, que por sua vez chama a uma reflexão e traz uma nova perspectiva a partir das mudanças empregadas nesse novo conceito pedagógico.
     O novo muitas vezes incomoda, mas não podemos deixar de utilizar as vantagens que o mesmo às vezes oferece.  Precisamos encarar de frente essa nova realidade que aponta para a necessidade de um EM mais dinâmico e capaz de enfrentar desafios e superar obstáculos.




A pergunta é : O que eu quero ser ? será ?



Atividade final do caderno I: Ensino Médio e Formação Humana Integral.

O conhecimento adquirido através da leitura do referido material concentra-se no entendimento dos aspectos históricos pelos quais a educação brasileira passou desde os tempos do Império até os dias atuais. É possível perceber que durante muito tempo em nosso país  a educação se apresentou como um elemento utilizado pelas classes dominantes para manter seus privilégios  e conservar sua posição perante a sociedade. Nos dias atuais é preciso compreender a postura da educação em um novo cenário mundial marcado pelo avanço das tecnologias que devem ser incorporadas ao processo pedagógico.
Historicamente, de acordo com o material lido,  o ensino médio sempre apresentou uma divisão entre aquele destinado à preparação  para o ingresso no ensino superior e aquele destinado ao mercado de trabalho, ou seja, o ensino constituía-se como um meio pra alcançar uma dessas finalidades não sendo visto como um fim, a formação básica.
A Constituição Federal de 1998 não se restringe apenas a garantia de acesso a educação mas também a garantia da qualidade do ensino desse modo, de acordo com esse documento em seu artigo 205 é o objetivo da educação no país garantir  o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação pra o trabalho .
Em decorrência das inúmeras transformações pelas quais o país vem atravessando no cenário político, econômico e social promovidas, dentre outros fatores, pelo processo de globalização, faz-se necessário que também ocorram mudanças relacionadas à educação. Mudaram as técnicas e tecnologias, bem como a estrutura econômica vigente no Brasil.
Desse modo, a função do ensino médio tem que ser revista, pois torna-se necessária a formação geral, em detrimento a formação específica. Uma vez que, para a inserção no processo produtivo e para o alcance do desenvolvimento intelectual na atualidade, é fundamental o conhecimento e utilização dos recursos tecnológicos, além da consciênciacrítica, a capacidade de criar, a curiosidade, o hábito dapesquisa, dentre outros. Tornando-se assim, inviável a manutenção do ensino tradicional, que prioriza a memorização.
A finalidade exclusiva do ensino secundário não há de ser a matrícula nos cursos superiores; o seu fim, pelo contrário,
deve ser a formação do homem para todos os grandes setores da atividade nacional, construindo no seu espírito todo um sistema de hábitos, atitudes e comportamentos que o habilitem a viver por si mesmo e a tomar em qualquer situação as decisões mais convenientes e mais seguras (apud ROMANELLI, 1978,

p. 135).


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