domingo, 8 de junho de 2014

Caderno II

“FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
(Pacto pelo Fortalecimento do Ensino Médio)”


ORIENTADORA: PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO


Educar é semear com sabedoria e colher com paciência. Augusto Cury


OBJETIVOS DO ENCONTRO:


- Estudar o II CADERNO:

- Refletir sobre o JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO;

- Perceber qual o perfil do professor na atualidade .


1º MOMENTO:


- Boas-vindas

- Vídeo : EDUQUEM COM MUITO AMOR


-2º MOMENTO:


- Apresentação de slides - Síntese do II CADERNO : O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO.

- Infográfico : Perfil antenado do Professor , na atualidade.

- Leitura dos textos : - O que pensam os jovens sobre o Ensino Médio

- Ensino Médio – uma reforma incompleta


3º MOMENTO:

- Discussão sobre o caderno e os textos de apoio.


MATERIAL  UTILIZADO :
 1 - TEXTO : Gestão Escolar - Gestão da aprendizagem  -  O que pensam os jovens sobre o Ensino Médio
Pesquisa aponta que eles se mostram insatisfeitos com o modelo e os conteúdos trabalhados
André Bernardo (novaescola@fvc.org.br)
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João admite que, até a 4ª série, ainda gostava das professoras. Mas, da 5ª em diante, não conseguiu aprender mais nada. Maria compara a escola onde estuda a um presídio. "Lá, não tem cadeiras nas salas, mas tem grades nas janelas", diz. Teresa fica triste quando não tem aula por falta de professor. Já José garante que, em breve, vai voltar a estudar. "Até para ser gari tem de terminar o Ensino Superior", justifica ele. Os nomes dos personagens acima são fictícios, mas as histórias não. Elas aparecem no levantamento O Que Pensam os Jovens de Baixa Renda sobre a Escola, da Fundação Victor Civita (FVC), realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Coordenada pelo economista Haroldo da Gama Torres, a pesquisa ouviu jovens de 15 a 19 anos de áreas pobres do Recife e de São Paulo e concluiu que há grandes desafios a ser enfrentados no Ensino Médio. A crise que se instalou pode ser traduzida em números: em 2011, apenas 50,9% dos jovens de 15 a 17 anos frequentavam o Ensino Médio, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Além disso, na década entre 2002 e 2012, o número de matrículas caiu de 8,710 milhões para 8,376 milhões, segundo dados do Ministério da Educação (MEC).
O estudo investigou o tipo de relação que os jovens estabelecem com as escolas de Ensino Médio. Entre os dados colhidos, chama a atenção a dificuldade que eles têm de atribuir sentido às disciplinas e aos conteúdos estudados. Um entrevistado do Recife, por exemplo, disse que "estava perdendo tempo com Química e Física". Outra, de São Paulo, declarou: "Nunca vou entender Matemática; aquilo não serve pra nada". E eles estão longe de ser casos isolados. A pesquisa mostrou que um em cada cinco alunos só vai à escola para conseguir o diploma. "O resultado confirma o que já tínhamos verificado: o jovem de hoje não vê o menor sentido no que aprende na aula. Ele se sente conectado com a vida, mas desconectado com a escola", observa Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela Educação. Para resolver o problema da fragmentação curricular - no Ensino Médio, o aluno chega a estudar 13 disciplinas -, ela propõe uma flexibilização. "A grade curricular pode permitir a liberdade de escolha. Na adolescência, muitos sabem do que gostam e do que não gostam. Se a escola for um lugar onde o estudante consegue construir um projeto de vida, vai se sentir motivado a frequentá-la."
Não ver utilidade em boa parte das disciplinas estudadas não é o único motivo que leva os alunos a abandonar os estudos. Eles se queixaram também do clima de insegurança, da zoeira - termo que significa excesso de bagunça e bullying dos colegas - em sala de aula e do absenteísmo dos professores (leia o número abaixo) como fatores determinantes para a evasão escolar. "Quem leciona à noite para jovens da periferia enfrenta uma realidade diferente daquele que trabalha de dia nos grandes centros. Então, me parece importante que os educadores que dão aula em locais mais pobres e sem tanta infraestrutura sejam reconhecidos de outra forma", opina Torres, que propõe políticas de incentivo para valorizar os bons professores.
Crítica ao baixo uso da tecnologia
Em relação aos docentes, 81,3% dos entrevistados declararam que, em caso de dúvida, eles explicavam adequadamente as matérias, 77,2% consideraram os professores interessados em sua aprendizagem e 78,6% entenderam que a escola e os professores apoiavam os alunos com dificuldades. Mas, mesmo nas escolas que tinham computador (73,8% do total da amostra analisada), 37,2% dos estudantes reclamaram que nunca tinham usado o equipamento. "A professora não sabia o que era Facebook nem tinha Orkut. Dá pra acreditar?", indagou um adolescente de São Paulo. "Pra mim, a escola parou no tempo", completou uma jovem de São Paulo. Segundo a pesquisa, 70,7% dos entrevistados tinham acesso à internet em casa e 57,6% em celulares. "A tecnologia é uma excelente estratégia, como outras. Mas, sem conteúdo pedagógico, ela não vale nada", diz Priscila.
Na opinião de Gisela Tartuce, da Fundação Carlos Chagas (FCC), não há como pensar em melhorias para o Ensino Médio sem planejar uma sólida e continuada formação docente. "Uma formação que permita lidar com a diversidade da classe, com as novas tecnologias da informação e com a realidade indisciplinada e insegura das escolas brasileiras", afirma Gisela (leia o quadro abaixo). Para Torres, a formação do professor tem de ser mais pragmática e menos teórica. "Chegou a hora de discutir a escola como ela é. No caso dos alunos de classes menos favorecidas, é preciso pensar em alternativas que ajudem o educador a se relacionar com o estudante que já chega a essa etapa de ensino mal preparado. Esse ainda é um grande desafio", afirma.
Problemas vêm de antes
A pesquisa Anos Finais do Ensino Fundamental: Aproximando-se da Configuração Atual, da Fundação Victor Civita (FVC), realizada pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em 2012, revelou que a falta de infraestrutura, a rotatividade dos docentes e a fragmentação curricular não são problemas que afligem apenas quem cursa o Ensino Médio. "Enquanto os alunos dos anos finais do Fundamental reclamam da indisciplina da própria turma, os do Médio focalizam a insegurança da escola como um todo", compara Gisela Tartuce, uma das coordenadoras da pesquisa. "Mas, em ambos os estudos, mesmo que apareçam restrições à conduta docente, os estudantes valorizam seus professores e reconhecem as dificuldades do trabalho deles." Segundo Gisela, outras pesquisas sustentam que "a perda do sentido de estar na escola" atinge também os educadores. Na visão de alguns, os jovens são, em sua maioria, consumistas, imaturos e alienados. "Esses desencontros explicam, em grande parte, o desinteresse pela escola, nos dois níveis de ensino."
2 - Slides-resumo do Caderno II;

3 - Vídeo : EDUQUEM COM MUITO AMOR


ATIVIDADES :


1- Iniciamos nosso diálogo falando do “jogo de culpados” na escola. Como “virar este jogo” e construir novos relacionamentos entre professores e seus jovens estudantes? Em sua percepção, faz sentido esta afirmação de que professores e jovens se culpam mutuamente e os dois lados parecem não saber muito bem para que serve a escola nos dias de hoje? Que tal promover uma conversa na escola sobre a questão dos sentidos do estar na escola para professores e estudantes? E por que não elaborar estratégias para promover o reconhecimento mútuo? Por exemplo, você pode elaborar mapas das identidades culturais juvenis do bairro; redigir cartas aos jovens estudantes para que  eles se revelem além de suas identidades uniformizadas de alunos; promover jogos de apresentação na sala de aula, dentre outras atividades. E em quais outras iniciativas podemos pensar para ampliar o campo de conhecimento sobre quem são eles e elas que estudam e vivem a escola? Buscar perceber como os jovens estudantes constroem o seu modo próprio de ser jovem é um passo para compreender suas experiências, necessidades e expectativas. 

2-As pesquisas apontam que uma das coisas que os jovens mais fazem na internet é conversar. E que tal propor um diálogo com os estudantes na escola sobre as conversas na internet? Será que o que se conversa pela internet tem “menos valor ou importância do que aquilo que se diz presencialmente? O que os jovens de sua escola diriam? Vamos tentar este papo como um exercício de aproximação com os estudantes? Professor, professora, sua escola está também aberta para o diálogo com as culturas juvenis que envolvem os jovens fora da escola? Que tal promover um diálogo sobre a questão, após assistir ao documentário O desafio do passinho: uma forma de expressão corporal e sociocultural? Ele está disponível no site: .

3-E nós, professores e professoras, como podemos ser parceiros e coconstrutores de projetos para o futuro dos jovens e das jovens estudantes? Que tal buscarmos estratégias metodológicas para que os estudantes falem de si no presente e de seus projetos de vida futura? Uma troca de correspondência entre os estudantes com a mediação docente pode abrir a possibilidade para o diálogo sobre as expectativas juvenis frente a vida. Da mesma forma, e pensando no presente de muitos jovens trabalhadores, tente também saber: quantos estudantes trabalham em suas turmas; que trabalho realizam; quais trabalhos já fizeram; sob quais condições; se foram feitos com segurança e proteção ou em condições de exploração e desproteção. Seus estudantes têm consciência de seus direitos de trabalhadores e trabalhadoras? Não trabalham, mas pensam em trabalhar ainda durante o tempo de escola? Que tal abrir um diálogo com eles sobre essas e outras questões?

4- E se todos os professores e professoras se perguntassem sobre o que os jovens e as jovens estudantes pensam e sentem sobre a escola de Ensino Médio? Seria possível surgirem desta abertura à escuta e ao diálogo alternativas para a superação dos crônicos problemas de relacionamentos e realização da vida escolar que afetam o cotidiano de muitas escolas? O gênero carta pode ser uma boa alternativa para a abertura do diálogo com os jovens estudantes. Que tal então produzir coletiva- mente uma carta dos professores e professoras endereçada ao jovem estudante de sua escola? Esta carta coletiva pode ser afixada num mural, entregue a cada um dos estudantes ou mesmo ser publicada na internet. Acesse no Portal EMdiálogo a carta ao jovem estudante elaborada coletivamente por professores do estado do Ceará: .





REGISTRO FOTOGRÁFICO :













Um comentário:

  1. Professora, achei excelente seu blog e gostaria de saber se você possui os slides do caderno II para me enviar, pois achei muito interessante. É possível?

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