“FORMAÇÃO
DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
(Pacto
pelo Fortalecimento do Ensino Médio)”
ORIENTADORA:
PROFESSORA ANA BETÂNIA DO NASCIMENTO
Educar
é semear com sabedoria e colher com paciência. Augusto Cury
OBJETIVOS DO
ENCONTRO:
- Estudar o II
CADERNO:
- Refletir sobre o
JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO;
- Perceber qual o
perfil do professor na atualidade .
1º MOMENTO:
- Boas-vindas
- Vídeo :
EDUQUEM COM MUITO AMOR
-2º MOMENTO:
- Apresentação
de slides - Síntese do II CADERNO : O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO
MÉDIO.
- Infográfico :
Perfil antenado do Professor , na atualidade.
- Leitura dos
textos : - O que pensam os jovens sobre o Ensino Médio
- Ensino Médio – uma reforma incompleta
3º MOMENTO:
- Discussão
sobre o caderno e os textos de apoio.
MATERIAL UTILIZADO :
1 - TEXTO : Gestão Escolar - Gestão da aprendizagem - O que pensam os jovens sobre o Ensino Médio
Pesquisa aponta
que eles se mostram insatisfeitos com o modelo e os conteúdos
trabalhados
André Bernardo
(novaescola@fvc.org.br)
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João admite que,
até a 4ª série, ainda gostava das professoras. Mas, da 5ª em
diante, não conseguiu aprender mais nada. Maria compara a escola
onde estuda a um presídio. "Lá, não tem cadeiras nas salas,
mas tem grades nas janelas", diz. Teresa fica triste quando não
tem aula por falta de professor. Já José garante que, em breve, vai
voltar a estudar. "Até para ser gari tem de terminar o Ensino
Superior", justifica ele. Os nomes dos personagens acima são
fictícios, mas as histórias não. Elas aparecem no levantamento O
Que Pensam os Jovens de Baixa Renda sobre a Escola, da Fundação
Victor Civita (FVC), realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e
Planejamento (Cebrap). Coordenada pelo economista Haroldo da Gama
Torres, a pesquisa ouviu jovens de 15 a 19 anos de áreas pobres do
Recife e de São Paulo e concluiu que há grandes desafios a ser
enfrentados no Ensino Médio. A crise que se instalou pode ser
traduzida em números: em 2011, apenas 50,9% dos jovens de 15 a 17
anos frequentavam o Ensino Médio, segundo a Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad). Além disso, na década entre 2002 e
2012, o número de matrículas caiu de 8,710 milhões para 8,376
milhões, segundo dados do Ministério da Educação (MEC).
O estudo
investigou o tipo de relação que os jovens estabelecem com as
escolas de Ensino Médio. Entre os dados colhidos, chama a atenção
a dificuldade que eles têm de atribuir sentido às disciplinas e aos
conteúdos estudados. Um entrevistado do Recife, por exemplo, disse
que "estava perdendo tempo com Química e Física". Outra,
de São Paulo, declarou: "Nunca vou entender Matemática; aquilo
não serve pra nada". E eles estão longe de ser casos isolados.
A pesquisa mostrou que um em cada cinco alunos só vai à escola para
conseguir o diploma. "O resultado confirma o que já tínhamos
verificado: o jovem de hoje não vê o menor sentido no que aprende
na aula. Ele se sente conectado com a vida, mas desconectado com a
escola", observa Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela
Educação. Para resolver o problema da fragmentação curricular -
no Ensino Médio, o aluno chega a estudar 13 disciplinas -, ela
propõe uma flexibilização. "A grade curricular pode permitir
a liberdade de escolha. Na adolescência, muitos sabem do que gostam
e do que não gostam. Se a escola for um lugar onde o estudante
consegue construir um projeto de vida, vai se sentir motivado a
frequentá-la."
Não ver
utilidade em boa parte das disciplinas estudadas não é o único
motivo que leva os alunos a abandonar os estudos. Eles se queixaram
também do clima de insegurança, da zoeira - termo que significa
excesso de bagunça e bullying dos colegas - em sala de aula e do
absenteísmo dos professores (leia o número abaixo) como fatores
determinantes para a evasão escolar. "Quem leciona à noite
para jovens da periferia enfrenta uma realidade diferente daquele que
trabalha de dia nos grandes centros. Então, me parece importante que
os educadores que dão aula em locais mais pobres e sem tanta
infraestrutura sejam reconhecidos de outra forma", opina Torres,
que propõe políticas de incentivo para valorizar os bons
professores.
Crítica ao baixo
uso da tecnologia
Em relação aos docentes, 81,3% dos entrevistados declararam que, em
caso de dúvida, eles explicavam adequadamente as matérias, 77,2%
consideraram os professores interessados em sua aprendizagem e 78,6%
entenderam que a escola e os professores apoiavam os alunos com
dificuldades. Mas, mesmo nas escolas que tinham computador (73,8% do
total da amostra analisada), 37,2% dos estudantes reclamaram que
nunca tinham usado o equipamento. "A professora não sabia o que
era Facebook nem tinha Orkut. Dá pra acreditar?", indagou um
adolescente de São Paulo. "Pra mim, a escola parou no tempo",
completou uma jovem de São Paulo. Segundo a pesquisa, 70,7% dos
entrevistados tinham acesso à internet em casa e 57,6% em celulares.
"A tecnologia é uma excelente estratégia, como outras. Mas,
sem conteúdo pedagógico, ela não vale nada", diz Priscila.
Na opinião de
Gisela Tartuce, da Fundação Carlos Chagas (FCC), não há como
pensar em melhorias para o Ensino Médio sem planejar uma sólida e
continuada formação docente. "Uma formação que permita lidar
com a diversidade da classe, com as novas tecnologias da informação
e com a realidade indisciplinada e insegura das escolas brasileiras",
afirma Gisela (leia o quadro abaixo). Para Torres, a formação do
professor tem de ser mais pragmática e menos teórica. "Chegou
a hora de discutir a escola como ela é. No caso dos alunos de
classes menos favorecidas, é preciso pensar em alternativas que
ajudem o educador a se relacionar com o estudante que já chega a
essa etapa de ensino mal preparado. Esse ainda é um grande desafio",
afirma.
Problemas vêm de
antes
A pesquisa Anos
Finais do Ensino Fundamental: Aproximando-se da Configuração Atual,
da Fundação Victor Civita (FVC), realizada pela Fundação Carlos
Chagas (FCC) em 2012, revelou que a falta de infraestrutura, a
rotatividade dos docentes e a fragmentação curricular não são
problemas que afligem apenas quem cursa o Ensino Médio. "Enquanto
os alunos dos anos finais do Fundamental reclamam da indisciplina da
própria turma, os do Médio focalizam a insegurança da escola como
um todo", compara Gisela Tartuce, uma das coordenadoras da
pesquisa. "Mas, em ambos os estudos, mesmo que apareçam
restrições à conduta docente, os estudantes valorizam seus
professores e reconhecem as dificuldades do trabalho deles."
Segundo Gisela, outras pesquisas sustentam que "a perda do
sentido de estar na escola" atinge também os educadores. Na
visão de alguns, os jovens são, em sua maioria, consumistas,
imaturos e alienados. "Esses desencontros explicam, em grande
parte, o desinteresse pela escola, nos dois níveis de ensino."
2 - Slides-resumo do Caderno II;
3 - Vídeo : EDUQUEM COM MUITO AMOR
3 - Vídeo : EDUQUEM COM MUITO AMOR
ATIVIDADES :
1-
Iniciamos nosso diálogo falando do “jogo de culpados” na escola. Como “virar
este jogo” e construir novos relacionamentos entre professores e seus jovens
estudantes? Em sua percepção, faz sentido esta afirmação de que professores e
jovens se culpam mutuamente e os dois lados parecem não saber muito bem para
que serve a escola nos dias de hoje? Que tal promover uma conversa na escola
sobre a questão dos sentidos do estar na escola para professores e estudantes?
E por que não elaborar estratégias para promover o reconhecimento mútuo? Por
exemplo, você pode elaborar mapas das identidades culturais juvenis do bairro;
redigir cartas aos jovens estudantes para que
eles se revelem além de suas identidades uniformizadas de alunos;
promover jogos de apresentação na sala de aula, dentre outras atividades. E em
quais outras iniciativas podemos pensar para ampliar o campo de conhecimento
sobre quem são eles e elas que estudam e vivem a escola? Buscar perceber como
os jovens estudantes constroem o seu modo próprio de ser jovem é um passo para
compreender suas experiências, necessidades e expectativas.
2-As
pesquisas apontam que uma das coisas que os jovens mais fazem na internet é
conversar. E que tal propor um diálogo com os estudantes na escola sobre as
conversas na internet? Será que o que se conversa pela internet tem “menos
valor ou importância do que aquilo que se diz presencialmente? O que os jovens
de sua escola diriam? Vamos tentar este papo como um exercício de aproximação
com os estudantes? Professor, professora, sua escola está também aberta para o
diálogo com as culturas juvenis que envolvem os jovens fora da escola? Que tal
promover um diálogo sobre a questão, após assistir ao documentário O desafio do
passinho: uma forma de expressão corporal e sociocultural? Ele está disponível
no site: .
3-E
nós, professores e professoras, como podemos ser parceiros e coconstrutores de
projetos para o futuro dos jovens e das jovens estudantes? Que tal buscarmos
estratégias metodológicas para que os estudantes falem de si no presente e de
seus projetos de vida futura? Uma troca de correspondência entre os estudantes
com a mediação docente pode abrir a possibilidade para o diálogo sobre as
expectativas juvenis frente a vida. Da mesma forma, e pensando no presente de
muitos jovens trabalhadores, tente também saber: quantos estudantes trabalham
em suas turmas; que trabalho realizam; quais trabalhos já fizeram; sob quais
condições; se foram feitos com segurança e proteção ou em condições de
exploração e desproteção. Seus estudantes têm consciência de seus direitos de
trabalhadores e trabalhadoras? Não trabalham, mas pensam em trabalhar ainda
durante o tempo de escola? Que tal abrir um diálogo com eles sobre essas e
outras questões?
4- E
se todos os professores e professoras se perguntassem sobre o que os jovens e
as jovens estudantes pensam e sentem sobre a escola de Ensino Médio? Seria
possível surgirem desta abertura à escuta e ao diálogo alternativas para a
superação dos crônicos problemas de relacionamentos e realização da vida
escolar que afetam o cotidiano de muitas escolas? O gênero carta pode ser uma
boa alternativa para a abertura do diálogo com os jovens estudantes. Que tal
então produzir coletiva- mente uma carta dos professores e professoras
endereçada ao jovem estudante de sua escola? Esta carta coletiva pode ser
afixada num mural, entregue a cada um dos estudantes ou mesmo ser publicada na
internet. Acesse no Portal EMdiálogo a carta ao jovem estudante elaborada coletivamente por professores do estado do Ceará:
.
REGISTRO FOTOGRÁFICO :












Professora, achei excelente seu blog e gostaria de saber se você possui os slides do caderno II para me enviar, pois achei muito interessante. É possível?
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